El blog de X. Pikaza

Jesús, la biografía (im-posible) (con A. Marujo

20.02.12 | 08:25. Archivado en Sobre el autor, Jesús
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Se celebró el pasado octubre, en Valadares (Oporto) un simposio sobre la figura de Jesús, que quedó bien reflejado en este blog.

Pasado un tiempo, entrada la Navidad, António Marujo, periodista muy conocido en Portugal, y Vaticanista destacada de Religiondigital (http://religionline.blogspot.com/), presentó en la revista Publico, revista de gran tirada, (http://www.publico.pt/Sociedade/jesus-a-biografia-impossivel-1526406?all=1) un resumen y juicio de aquel simposio, que hoy quiero reproducir en mi blog, para mantener viva la memoria de lo que ha sido y es la búsqueda de Jesús en la historia, teología y sociedad moderna.

Este trabajo surgió de una entrevista que entonces tuvimos, y que el Sr. Marujo ha sabido condensar de un modo notable, destacando algunos de sus elementos más significativos de mi ponencia. Las actas del simposio se publicarán en breve. Volveré a evocar entonces el tema. Hoy dejo a los lectores de mi blog con el texto portugués del Sr. Marujo, cuyo blog vaticanista recomiendo vivamente. Gracias, Antonio, por la cordialidad, por el buen hacer, por tu interés sobre el Jesús "entero" de la tradición y de la vida actual.
cf. http://blogs.periodistadigital.com/xpikaza.php/2011/10/12/quien-fue-quien-es-jesucristo-oporto-201

Natal. Jesus, a biografia (im)possível (António Marujo)

Jesus provavelmente não se casou, mas várias mulheres acompanharam-no (DR) Quem foi Jesus? E quem é ele hoje? A cada 25 de Dezembro os cristãos celebram o seu nascimento, mas, quanto à sua vida subsistem muitas dúvidas e mistérios. Fomos saber quais as mais recentes teses sobre este "judeu marginal" que "viveu num recanto do Império Romano"

Um profeta ou um blasfemo? Um subversivo ou um sedutor? Um homem ou um deus? Um marginal ou um judeu da elite? Um amigo dos pobres e das mulheres ou um opositor aos líderes religiosos do seu tempo? Um político ou um mestre espiritual? Um sonhador ou um revolucionário?

Impossível compor uma biografia de Jesus de Nazaré, cujo nascimento é assinalado desde há séculos a 25 de Dezembro - mesmo se não há certezas sobre a data exacta ou sequer sobre o próprio nascimento. Começamos então por ver que sabemos pouco. Ou talvez não. Ed Parish Sanders, um dos mais importantes estudiosos sobre a personagem histórica de Jesus, escreve n’"A Verdadeira História de Jesus (ed. Notícias/Casa das Letras): "Há muitos aspectos sobre o Jesus histórico que permanecerão um mistério."

Não se sabe, por exemplo, quando e onde nasceu exactamente - apesar de, na festa do Natal, se assinalar a cidade de Belém como lugar onde veio à luz, segundo a tradição. Não se sabe se teve irmãos, embora John P. Meier, autor de Um Judeu Marginal - Repensando o Jesus Histórico (ed. Imago/Dinalivro), uma das obras maiores dos estudos contemporâneos sobre Jesus, aponte para a probabilidade de serem legítimos os vários irmãos de Jesus.

Não se sabe ainda como viveu durante os primeiros 30 anos da sua vida. Não se sabe se se casou - Meier diz que tudo aponta para que tenha permanecido celibatário. Desconhece-se se Jesus tinha consciência plena da sua missão - ou, na linguagem crente, se era Deus.

Sabemos pouco, então, sobre Jesus? O mesmo E. P. Sanders escreve: "Sabemos que iniciou a vida pública sob João Baptista, que teve discípulos, que esperava o Reino, que foi da Galileia para Jerusalém, que fez algo hostil ao Templo, foi julgado e crucificado." Sabemos ainda "quem era, o que fez, o que ensinou e por que morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, não o entenderam, mas que lhe foram tão fiéis que mudaram a História".

Bilhete de identidade

Uma biografia impossível? À procura de respostas, a Sociedade Missionária da Boa Nova organizou o colóquio Quem foi, quem é Jesus Cristo. A convite do teólogo e filósofo Anselmo Borges, vários pensadores e especialistas contemporâneos passaram por Valadares (Gaia), em Outubro, dando um panorama do que se conhece sobre Jesus, em várias áreas. Acompanhámos a iniciativa, que contou com a participação de alguns dos mais destacados teólogos espanhóis.

O bilhete de identidade de Jesus tem alguns elementos seguros, outros menos: sabe-se que a sua família era de Nazaré, na Galileia (actual norte de Israel). Não há certezas sobre se terá nascido ali ou em Belém. A tradição aponta para esta pequena cidade próxima de Jerusalém para confirmar Jesus como o messias esperado pelos judeus, a partir de textos do Antigo Testamento.

O seu pai - adoptivo, segundo a tradição cristã, já que o verdadeiro pai seria o próprio Deus - era artesão. O que significava que a família tinha alguns meios de sobrevivência. Depois de uns 30 anos de vida discreta, Jesus apareceu em público a ensinar uma nova doutrina e a curar pessoas aflitas que o procuravam. Por causa disso, após cerca de dois anos de vida pública, foi acusado pela elite religiosa e levado junto do governador romano, Pôncio Pilatos, que o mandou crucificar. Dois dias depois, vários dos seus seguidores começaram a dizer que o tinham visto vivo, ressuscitado. Para lá destes dados, quem era este homem? Este "judeu marginal", como é designado por John P. Meier, que "viveu num recanto do Império Romano" e que, depois de uma presença de intervenção pública que "pode não ter chegado a dois anos", "morreu como blasfemo religioso e subversivo social e político". O que fez ou disse para ser condenado à morte? Uma "morte de cruz, própria dos escravos" numa "coligação de interesses religiosos e políticos de Jerusalém e Roma", nas palavras de Anselmo Borges.

Xabier Pikaza, teólogo basco espanhol, adianta: o judeu Yeshua, ou Jesus, natural da Galileia, foi antes de mais um profeta escatológico, ou seja, que anunciava o fim dos tempos e a instauração do Reino de Deus. Como outros profetas escatológicos do judaísmo, não sacralizava a ordem do Templo, não recusava a ordem social, mas insistia na acção de Deus que iria "transformar a ordem social e política". Foi também um sábio, mestre de moral, que falava através de parábolas, diz ainda Pikaza. Foi alguém carismático, com a capacidade de curar pessoas, que gostava de estar à mesa com amigos e conhecidos. John P. Meier entende que Jesus se via a si mesmo como um messias na linha do rei David, considerado em Israel como libertador.

Essa foi uma das razões para que fosse mal visto pelas autoridades - sobretudo as religiosas. Acabaria condenado à morte, acusado de querer ser o "rei dos judeus". O número de seguidores, a sua crítica a aspectos da lei religiosa judaica, o facto de dizer que estava iminente o fim da ordem social vigente e o seu apelo ao "reino de Deus" terão sido causas essenciais para o levar à morte, diz Pikaza.

Polémicas mediáticas

Em 2003, a publicação de “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, provocou um fenómeno mediático à volta de Jesus. O autor, que não defende uma tese original, funda-se em correntes gnósticas para afirmar um Jesus casado com Maria Madalena e com descendência em França, para onde aquela emigrara.

O Jesus da gnose "tem pouco a ver com o Jesus da História", diz António Piñero, uma das autoridades mundiais sobre o gnosticismo cristão. O Jesus gnóstico é mesmo "uma pura construção do espírito humano". Jesus, para os gnósticos, é "a manifestação humana da primeira emanação de Deus transcendente, o seu unigénito, a sua palavra".

Entendendo-se como seres espirituais, os gnósticos vêem-se acima dos humanos, aos quais está reservado um de dois fins: os hílicos ou pagãos terão o seu corpo destruído totalmente, enquanto os psíquicos (cristãos integrados na Igreja), se viverem rectamente, poderão despojar-se do corpo no momento da morte e ascender a um céu inferior. Um entendimento coerente com o modo de olhar o mundo e a vida, vistos como intrinsecamente maus.

Provavelmente, a perspectiva gnóstica de Jesus fundou-se no quarto evangelho, o de João, embora este não seja mais do que "protognóstico". Ao contrário das correntes gnósticas que se desenvolverão nos séculos II e III, o evangelho de João entende que Jesus viveu historicamente e que a sua mensagem é para todos e não apenas para alguns, poucos, eleitos.

Nas últimas décadas, e de modo surpreendente, a arqueologia tem confirmado a historicidade do quarto evangelho: ao contrário do que se pensava, lugares e factos narrados apenas no evangelho de S. João tiveram existência concreta. Um desses lugares, que se pensava serem apenas recurso narrativo, é a piscina de Siloé, perto de Jerusalém, onde Jesus cura um cego de nascença.

No último século e meio, as ciências bíblicas socorreram-se da arqueologia, da filologia, da crítica textual e de muitas outras disciplinas para tentar chegar mais perto do Jesus histórico. Nas últimas duas décadas - sinal dos tempos? - contrapôs-se a esse movimento de rigor científico uma tendência segundo a qual basta alinhar uns quantos indícios e algumas polémicas mediáticas para afirmar supostas verdades científicas.

A publicação do Evangelho de Judas, texto gnóstico do século II, em 2007, foi um desses episódios mediáticos à procura de polémica. Mas o texto, ao invés de corrigir o que se sabe dos quatro evangelhos canónicos sobre Jesus, apenas permitia conhecer a história e convicção de um grupo de cristãos gnósticos, os cainitas.

Outro episódio foi a "descoberta" de um ossário supostamente pertencente a Jesus e à sua família, que durante 25 anos foi encarado por especialistas como mais um conjunto de débeis vestígios arqueológicos. Só que, em 2006, os cineastas James Cameron (realizador de Avatar) e Simcha Jacobovici realizaram um documentário em que pretendiam provar que aquele era mesmo o túmulo perdido de Jesus.

Nos seus blogues (em http://blogs.periodistadigital.com/), quer Piñero quer Pikaza criticaram veementemente os cineastas, na esteira de diversos investigadores israelitas, acusando-os de querer apenas fazer dinheiro e apontando as razões de falta de sustentação científica. Também um filme como A Paixão, de Mel Gibson, pretendeu mostrar no ecrã o que teriam sido os sofrimentos infligidos a Jesus. Mas, critica Pikaza, a obra não faz mais do que apresentar um Jesus "sobrenatural", que está "separado da história concreta e dos conflitos sócio-religiosos que estão em primeiro plano nos evangelhos".

Jesus não sabia tudo

Se Jesus era Deus, conheceria ele tudo o que lhe aconteceria? Juan Estrada, teólogo e professor na Universidade de Granada, diz que Jesus "não sabia tudo". Por isso é que ele era um homem como os restantes, que aprendeu e cresceu como qualquer outra pessoa. O que não invalida a possibilidade de ser também, ao mesmo tempo, Deus - para quem crê. Mas já lá iremos.

"Se Jesus é filho de Deus, tem que ser primeiro filho", diz Estrada ao P2. "O que não podemos é projectar sobre a vida de Jesus tudo o que viremos a saber sobre ela, depois da ressurreição."

Estrada admite que as leituras da vida de Jesus estão condicionadas "pela perspectiva da morte e ressurreição e pela interpretação dogmática que se impôs no século IV". É como um livro que se começa a ler pelo fim: antes de contar a sua vida, já se conhece "a identidade do personagem, desde a sua dupla identidade de filiação e divindade".

O resultado é um "Jesus tão divino que resulta pouco humano", diz o teólogo espanhol. De tal modo que se faz dele um "super-homem". Mas, contrapõe, os textos dos evangelhos apresentam, ao contrário, alguém que se vai descobrindo a si mesmo: Jesus crescia "em sabedoria e graça", lê-se no evangelho de S. Lucas. E, em vários textos em que Jesus se relaciona com pagãos (não judeus), ele próprio se surpreende e muda a sua teoria e prática em relação a eles.

É verdade que os evangelhos utilizam o título de "filho do homem" para se referir a Jesus. Esse título, usado 66 vezes, tem uma conotação messiânica, diz Estrada. E também o distanciamento de Jesus em relação à sua família (física), que acontece durante a sua vida pública, mostra que ele se sente enviado por Deus.

Era Jesus um keynesiano antes do tempo? Apontado como amigo dos mais pobres e defensor de uma mais justa distribuição da riqueza, Jesus é radical em alguns dos seus ensinamentos, diz José Ignacio González Faus, um dos mais destacados nomes da teologia espanhola e europeia. Um desses ensinamentos é a conhecida frase: "Não se pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro." Entre Deus e o dinheiro há uma "incompatibilidade absoluta", diz Faus, "porque o dinheiro exige do ser humano uma rendição e uma entrega total".

González Faus recorda que os evangelhos utilizam a palavra aramaica "mamôn" para designar o dinheiro. "Mamôn" remete para o verbo "hemin", que significa "acreditar", “aceitar confiadamente" - é daí que deriva a palavra "áme", que significa "assim seja", ou "faça-se". "O dinheiro gera um tipo de fé de índole religiosa: daí deriva a sua incompatibilidade com a fé em Deus", conclui o teólogo.

Faus socorre-se do economista John Maynard Keynes, que, na sua Teoria Geral sobre o Emprego, o Juro e o Dinheiro, escreve que o dinheiro está a substituir a dimensão religiosa, na sua função de assegurar o futuro, sempre "tão inseguro para o ser humano". "A riqueza é para ajudar quem a não tem, não para desfrutar egoisticamente dela", comenta González Faus. Em Jesus, antes do Cristianismo (ed. Paulinas), o sul-africano Albert Nolan, biblista e padre da Ordem dos Pregadores, ou dominicanos, concorda: "A busca de riqueza está diametralmente oposta à busca de Deus ou do "Reino" de Deus." E acrescenta que, além de se ter oposto às autoridades religiosas do judaísmo, Jesus também se confrontou com os homens de negócios e as autoridades judaicas de Jerusalém.

O eurodeputado Paulo Rangel, do PSD, que também falou no colóquio, sobre Jesus e a política, tem uma perspectiva diferente. Refugiando-se nos textos dos quatro evangelhos, e "com a liberdade que só a ignorância permite", diz que não se descobre neles uma "teoria geral de Jesus" sobre a política.

"A relação de Jesus e da sua mensagem sobre a política" é de carácter "fragmentado, intermitente e aberto". Para Rangel, não se detecta na vida de Jesus "um momentum" maquiavélico, de afirmação de intervenção política. "Não há um fechamento de Jesus à política e ao político, mas não há um momentum político", diz o eurodeputado.

No debate entre "conservadores" e "progressistas", prossegue Rangel, foram os "progressistas" que denunciaram o conluio da religião com o poder. Mas são estes que mais insistem numa leitura política da personalidade de Jesus, colando-a a um modelo - ainda que, admite, Jesus se preocupe com os mais pobres e os mais desfavorecidos. O que o eurodeputado gostaria era de ver a Igreja Católica a deixar "cair os sinais políticos" que foram, porventura, úteis no passado, mas que "hoje não são necessários".

Memória apagada

Jesus provavelmente não se casou. Mas várias mulheres acompanharam-no, no grupo de seguidores mais próximos, durante os dois anos e meio que terá durado a sua vida pública. Mas não discriminou Jesus as mulheres, pelo facto de não ter nenhuma entre os doze apóstolos?

"Não há dúvida que Jesus era judeu e estava inserido na cultura judaica", diz a professora universitária Isabel Allegro de Magalhães, que tem investigado o tema. Mas Jesus fez rupturas, que escandalizaram mesmo os mais próximos. Isabel Allegro defende que Jesus não se limitou a seguir a ortodoxia judaica do seu tempo, mas também não foi um reformador. Antes deu prioridade à ideia da inclusão dos mais pobres e dos marginalizados - entre os quais as mulheres.

Diversos estudos recentes apontam também para um papel das seguidoras de Jesus mais preponderante do que até há pouco era admitido. Maria Joaquina Nobre Júlio, autora de Jesus e as Mulheres dos Evangelhos (ed. Multinova), disseca os episódios dos evangelhos para verificar que várias mulheres seguiam Jesus com um papel importante no grupo dos discípulos. E na biografia Eu, Paulo (ed. Paulinas), Murphy O’Connor escreve que S. Paulo colocou várias mulheres a liderar as comunidades cristãs que ele fundava - realidade que está retratada em vários mosaicos bizantinos, mas foi depois apagada da memória cristã, como o suíço Daniel Marguerat escrevia, em 2006, em “Le Monde de La Bible”.

O facto que abalou o mundo

Jesus ressuscitou? Questão central do cristianismo, a ressurreição permanece um "obscuríssimo mistério", como diz Andrés Torres Queiruga, teólogo galego, traduzido em vários países. Zaratrustra já falava da ressurreição antes da Bíblia, recorda. E, na Bíblia, os relatos da ressurreição de Jesus são todos diferentes uns dos outros.

"Estamos a falar de algo que não é possível comprovar", admite este teólogo. Sanders escreve: "Nada é mais misterioso do que a história da sua ressurreição, que tenta retratar uma experiência que os próprios autores não conseguiram compreender."José António Pagola que, com “Jesus - Uma Abordagem Histórica”, enfrentou a censura de alguns bispos espanhóis, limita-se a verificar que, historicamente, apenas se pode comprovar a fé dos primeiros seguidores de Jesus na ressurreição.

De outro modo, o escritor francês Jacques Duquesne escrevia há década e meia, em Jesus, uma obra que fez polémica em França: "A História não poderá dizer se Jesus está vivo, ou se, pelo contrário, morreu para sempre no dia 7 de Abril do ano 30. O que pode, porém, dizer é que se passou alguma coisa naqueles dias, um acontecimento que, abalando aqueles homens e mulheres, abalou o mundo."


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Comentarios
  • Comentario por Yehuda Kyriakos 22.02.12 | 17:02


    vinieron "los sacerdotes, el oficial del templo y los saduceos" (Hechos 4, 1)

    "el oficial del templo" de Lucas el viejo (ca. 85) es "el comandante del Templo" de Flavio Josefo (ca. 80) hablando de los años 60, y la escena es de los años 30; pero quitando este anacronismo parece realista

    Y a continuación escribe Lucas el viejo "se juntaron todos los príncipes (de los sacerdotes), los ancianos y los escribas" (Hechos 4, 5) que es una y otra vez "pureza, tradición y libros" (esto es: el judaísmo fariseo donde se han criado todos los autores de estos textos: Bernabé, Pablo, Mateo, Lucas)

    "el sanedrín" (Hechos 4, 15) de estas fechas no creo que se diferenciara del senado/consejo de una ciudad antigua, una reunión de los varones principales

    Eloino Nacar y Alberto Colunga en Hechos 4, 15 escriben "consejo" y en Marcos -claro está- escriben "sanedrín"

    Y llevaron a Jesús ante "pureza, tradición y libros" y "pureza, tradic...

  • Comentario por Yehuda Kyriakos 22.02.12 | 16:04


    "¿Vd. lo cree?"

    "un juicio formal del sanedrín" ... no, pues no creo que existiera ... si alguna vez existió, tal vez el sanedrín existió en tiempos de la reina Salomé Alejandra, no lo sé

    una decisión de un senado/consejo o diputación permanente de "los varones principales" ... sí





  • Comentario por galetel 22.02.12 | 15:29

    Yehuda: yo no creo que haya habido un juicio formal del sanedrín para decidir entregar y acusar a Jesús, con votación y todos los requisitos. ¿Vd. lo cree?

  • Comentario por Yehuda Kyriakos 22.02.12 | 15:23


    Teniendo en cuenta que la documentación disponible procede de unos acalorados textos de ex-fariseos de bronca con fariseos ... En mi opinión el asunto tal vez quizá quedó en 7 a 3 y si se prefiere 14 a 6 o algo así

  • Comentario por galetel 22.02.12 | 15:20

    Archimbaldo, no había leído su último comentario; también estoy de acuerdo. Muy de acuerdo.

  • Comentario por Yehuda Kyriakos 22.02.12 | 15:15


    Diputación permanente del Sanedrín

    4 Jefes sumos sacerdotes (Anás, Caifás, Juan y Alejandro)
    2 escribas contables
    2 escribas leguleyos
    4 Jefes fariseos

    ¿Resultado de la votación: entre 8 a 4 y 10 a 2?



  • Comentario por galetel 22.02.12 | 15:14

    Antolín, muchas gracias por su explicación; tiene razón sin duda.

    Archimbaldo: También Vd. tiene razón, me parece. Me gustan sus comentarios en general, que encuentro muy sensatos. Como dice, pienso que los sanedritas fariseos pudieron influir en las actitudes del pueblo en uno y otro sentido, aunque –ya sabe— “hay gente pa’tó”. Por otra parte, estoy de acuerdo con Vd. en que los sanedritas fariseos pudieron discrepar entre ellos: unos escandalizados de Jesús y otros no; pero no parece haber duda de que prevalecieron los primeros, con mucho.

  • Comentario por Yehuda Kyriakos 22.02.12 | 14:56


    "Pienso que Caifás los convocó precisamente para convencerlos y evitar su oposición"

    No, pero si esto lo ha explicado muy bien Xavier Pikaza:
    "Condenado por unanimidad, luego inocente (ley hebrea)"

    La unanimidad del clan de los Anás/Ananás y sus escribas no sirve

    Caifás convoca por la mañana a José de Arimatea para que así no haya unanimidad

    "Un varón de nombre José, que era miembro del consejo, hombre bueno y justo, que no había dado a su asentimiento a la resolución y a los actos de aquellos, originario de Arimatea, ciudad de Judea, que esperaba el reinado de Dios, se presentó a Pilato y le pidió el cuerpo de Jesús"

    (Del cuaderno de Lucas el joven ["el querido médico" (ca. 55)], citado por Lucas el viejo [ca. 85])


  • Comentario por archimbaldo 22.02.12 | 14:51

    ESTOY TOTALMENTE DE ACUERDO CON UD CON EL FINAL DE SU HIPOTESIS, EN QUE LOS DISCIPULOS QUE EN UN PRIMER MOMENTO DEBIERON ESTAR ALINEADOS CON LAS EXPECTATIVAS DE RESURRECCION DE LA EPOCA SE ENCONTRARON DESCONCERTADOS FRENTE A LOS HECHOS (JESUS MUERTO COMO UN MALDITO DE LA LEY Y ABANDONADO DE DIOS), CAMBIARON ESTA EXPECTATIVA HABITUAL DE LA EPOCA POR LA NOVEDAD DE LA RESURRECCION DE JESUS A PARTIR DE LAS APARICIONES QUE TUVIERON (LO QUE LES DEBE HABER LLEVADO SU TIEMPO INTERPRETAR COMO RESURRECCION, SUPONGO).

    ES DECIR, ESTA ES LA PARTE QUE SIEMPRE ENTRA EN CONFLICTO CON LOS INTENTOS DE RECONSTRUCCIONES HISTORICAS (QUE PRETENDEN OBVIAR EL COMPONENTE DE FE EN LOS ESCRITOS). CREO QUE LA CLAVE DE TODA LA HISTORIA ESTA EN LAS APARICIONES, Y JUSTO ESO NO ES DEMOSTRABLE HISTORICAMENTE (ESTA FUERA DE SU AMBITO). Sin LAS APARICIONES NO HABRIA HISTORIA DE CRISTO QUE CONTAR, Y LA HISTORIA DE JESUS SERIA INTRASCENDENTE. SALUDOS Y MUY INTERESANTE LO QUE PLANTEA

  • Comentario por archimbaldo 22.02.12 | 14:49

    EN CONTRA: UD ARGUMENTA ENTRE DOS POLOS: O LO APOYABAN INCONDICIONALMENTE (POR SER NACIONALISTAS) O SE ESCANDALIZARON Y ESTUVIERON A FAVOR DE SU MUERTE (POR EL ESCANDALO QUE IMPLICABA QUE SE PUSIERA POR ARRIBA DE LA LEY). PERO ALGO ME HACE DUDAR DE ESTOS DOS POLOS (Y ME DEJA EN UNA POSICION INTERMEDIA A SU RAZONAMIENTO)…LA MENCION DE JOSE DE ARIMATEA (MIEMBRO DEL HONORABLE CONCEJO Y DE LOS QUE ESPERABAN LA LLEGADA DEL REINO, O SEA FARISEO AL PARECER). SU MENCION ME HACE PENSAR QUE LOS FARISEOS SANEDRITAS PUDIERON ESTAR DIVIDIDOS EN OPINIONES (POR LA INFLUENCIA DE LOS SADUCEOS Y POR LO QUE YA SABIAN DE JESUS, NO SABIAN QUE PENSAR DE EL) Y POR ESO NO SE OPUSIERON DE FORMA FERREA A SU CONDENA. SI ESTO ES CORRECTO ENTONCES SE PUEDE DUDAR DE QUE JESUS SE HAYA PUESTO REALMENTE POR ENCIMA DE LA LEY, SI ME ENTIENDE, PORQUE SI ASI HUBIERA SIDO COMO BIEN DICE UD LOS FARISEOS SE HUBIERAN ESCANDALIZADO Y TB PEDIRIAN LA MUERTE DE JESUS (NO HUBIERAN DUDADO)

  • Comentario por archimbaldo 22.02.12 | 14:44

    A FAVOR: ES QUE UNOS DIAS ANTES JESUS HACE SU ENTRADA TRIUNFAL (EN BURRO? TIENE HUMOR ESA FRASE) Y MUCHA GENTE LO ACLAMABA… EN POCOS DIAS MUCHA GENTE ESTABA GRITANDO :”¡CRUCIFICALO!!!” A PILATO. ESO SERIA POSIBLE SOLO SI ALGUIEN LOS CONVENCIA DE QUE ESE ERA UN IMPOSTOR QUE LOS HABIA ENGAÑADO (O SIMPLEMENTE ESTO NO OCURRIO Y ES UN ARTILUGIO LITERARIO DE LOS EVANGELIOS; O SE TRATABA DE GENTE DISTINTA DE LA QUE ESTABA EN SU ENTRADA TRIUNFAL, TB PODRIA SER). PERO SI LA GENTE CAMBIO DE PARECER EN TAN POCO TIEMPO TIENE QUE HABER SIDO POR QUE ALGUIEN LOS INFLUYO… Y LOS SADUCEOS NO TENIAN ESE PODER DE CONVENCIMIENTO EN LA GENTE (LA GENTE NO LOS QUERIA EN GENERAL), ENTONCES QUEDA PENSAR QUE FUERON LOS SANEDRITAS FARISEOS, O SIMPLEMENTE LOS FARISEOS. POR LO TANTO ESOS SANEDRITAS FARISEOS Y NACIONALISTAS ANTIROMANOS COMO UD DIJO FUERON CONVENCIDOS POR LOS SADUCEOS…….

  • Comentario por archimbaldo 22.02.12 | 14:42

    GALATEL: ME GUSTA MUCHO SU HIPOTESIS, ME GUSTA COMO RAZONA CON LOS TEXTOS. ME PERMITE ACOTAR DOS COSAS SOBRE SU HIPOTESIS (UNA A FAVOR Y OTRA EN CONTRA)? (CON RESPETO, PORQUE CONSIDERO QUE TENGO MUCHA MENOS EXPERIENCIA Y LECTURA QUE UD).


  • Comentario por Luis Enrique Antolín 22.02.12 | 12:50

    Galetel,los Evangelios son textos de carácter teológico que también tienen la pretensión de contar la historia de unos acontecimientos relativos a Jesús de Nazareth,utilizado sea el concepto de historia con todas las salvedades aplicables a este caso que ya conocemos y no es preciso extenderse sobre ellas.

    Esto ya representa de por sí un encaje difícil,y por otro lado,ha de tenerse en cuenta que una historiografía laica y científica no puede en absoluto quedar atada por consideraciones extracientíficas.Lo que a mi entender sucede es que esto también implica al cabo una determinada distorsión,acaso inevitable,y así resulta que tal historiografía puede "perder pie"a la hora de situar y analizar correctamente los textos,derivando interpretaciones "cojas",distorsionadas,en tanto ignora de hecho,aunque en teoría la conozca,tal dimensión teológica.

  • Comentario por galetel 22.02.12 | 08:16

    Aunque se me ha acusado de que mi reflexión anterior es más teológica que histórica, pienso que en verdad es más histórica que teológica. Para que sea teológica tengo que completarla con lo siguiente:

    Si Yahvé es Dios, el Dios universal y no únicamente el de los judíos, entonces su solidaridad mediante Jesús tiene que ser con todas las víctimas del universo. Aunque la salvación viene de los judíos, debe ser extensiva a todas las víctimas de todos los tiempos y lugares. Debe entenderse pues que Jesús es Jesucristo, el Cristo cósmico, y que la Ley de la cual él se pone por encima en favor de las víctimas -en representación plena de Dios— no es sólo la Ley judía sino toda la Ley física y moral universal.
    Ahora sí; leída desde este punto de vista, mi reflexión es teológica, sin dejar de ser histórica.

  • Comentario por galetel 22.02.12 | 00:00

    También yo pienso que no participó todo el sanedrín. Sin embargo, me parece lógico que hayan sido convocados al menos los principales sanedritas fariseos. Porque si no, se hubiesen enterado después y habría sido peor su oposición. Pienso que Caifás los convocó precisamente para convencerlos y evitar su oposición, que habría dificultado su plan. Y lo consiguió.

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 23:52

    Pues que me ocurre con el "todo el sanedrín" como con el "todo el pueblo [judío]" de Mt pidiendo Su muerte. Aceptando la cronología y las fechas, no creo que se convocase a todo el sanedrín, sino que parece una maniobra "más íntima".

  • Comentario por galetel 21.02.12 | 23:45

    Tal vez sea una respuesta demasiado especulativa, aunque a mi parecer se apoya en los evangelios que lo cuentan con vocabulario cristiano posterior. Pero, si no es ésa... ¿qué otra respuesta propone Vd.?

  • Comentario por galetel 21.02.12 | 23:43

    Bueno, J.P., yo no pensaba en unos fariseos cualesquiera que hayan dialogado y discutido con Jesús en otras ocasiones anteriores, sino concretamente en los sanedritas fariseos que tomaron parte en la decisión de entregarlo y acusarlo a Pilato. Pudieron obstaculizar el plan de Caifás, pudieron utilizar su influencia a favor de Jesús antes de su muerte, o protestar por ella después. ¿Por qué no lo hicieron?.
    Vd. ya sabe lo que yo he respondido: No lo hicieron, sólo porque Caifás pudo demostrarles, con el testimonio de algunos escribas y fariseos, que Jesús “se creyó en algunos momentos superior a Moisés mismo”, es decir se puso ocasionalmente a sí mismo por encima de la Ley. ¿Quién podía legítimamente ponerse por encima de Moisés, de la Torá? -Únicamente Yahvé mismo, o un representante pleno suyo. Jesús se arrogaba esta representación plena. Los sanedritas fariseos la rechazaron escandalizados.

    Tal vez sea una respuesta demasiado especulativa, aunque a mi parecer se a...

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 22:57

    Galetel: como se ha puesto de relieve, incluso por la Iglesia, las discusiones que enfrentan a Jesús con los fariseos son debido a que "entre ellos y él, existe mayor proximidad que con los demás grupos judíos del mismo período" (en las Notas para una correcta presentación de judíos y judaísmo en la predicación y la catequesis de la iglesia romana, n. 19). De esas discusiones no deberíamos colegir que los fariseos no lo consideraban legítimo como tampoco deducir de esa afinidad que deberían dar sus vidas por Él. En esas mismas notas se indica que "hay que notar todavía que los fariseos no son mencionados en los relatos de la Pasión" (ibid.), pero sí se mencionan en Jn 18:3 y Mt 27:62 e implícitamente cuando se dce "todo el sanedrín", aunque la iniciativa no parece ser suya.

    Pero, como nos indican los evangelios, Jesús se queda solo. ¿Los discípulos no lo consideraban legítimo, acaso? Esa sería la teoría del "Mesías fracasado", ¿no?

  • Comentario por galetel 21.02.12 | 22:07

    J.P.:
    Gracias por su respuesta.
    Me refería a la motivación de los sanedritas fariseos, no de los saduceos. Así como creo que los saduceos pensaban más en sus propios intereses y en sus probables “males menores y particulares” que en los posibles “males mayores” que esgrimía Caifás para justificar su decisión, también creo que esa consideración no pesaba más que los propios intereses nacionalistas-religiosos para los fariseos. Me parece que si los sanedritas fariseos hubiesen creído que Jesús era un verdadero líder judío legítimo, lo habrían apoyado con fuerza, antes y después de “la acción consumada”, a pesar del “historial de Pilato” o por eso. Precisamente “lo que ocurriría después” me lo confirma. Queda entonces la pregunta: ¿por qué los fariseos no creyeron que Jesús era un líder judío legítimo merecedor de su apoyo?

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 21:27

    Ahora, añadiría también que una acción preventiva puede tomarse para evitar males mayores (no sea que Roma anegue el país en sangre; lo que vistos los antecedentes y lo que ocurriría después no es descabellado plantearlo) pero también otros menores y particulares. Porque también he dicho que ni saduceos ni Roma tienen cabida en el Reino, y esto no desde un punto de vista político, sino estrictamente religioso, pero con evidentes connotaciones políticas.

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 21:13

    Galetel: la cuestión es que eso me hace entrar en el terreno de la especulación, y no soy muy amigo de ello. A mí no me parecería inverosímil que algunos fariseos se pusiesen del lado de Jesús. Ahora, oponerse activamente a una acción ya consumada y con un procurador romano con el historial de Pilato por medio, ya son palabras mayores.

    Y en cuanto a la peligrosidad de Jesús, hay que aclararlo, no sea que se interprete que digo que Jesús era un peligro militar, p.e.. Más bien, las expectativas que Él y Su mensaje creaban o podrían crear entre la gente, tal y como, p.e., dice Josefo de Juan Bautista.

  • Comentario por galetel 21.02.12 | 20:24

    Estimado J. P.:
    Tengo en alto concepto su opinión.
    Vd. ha declarado aceptar que los sanedritas saduceos decidieron advertir a Pilato de la peligrosidad de Jesús.
    Sé que lo que le voy a preguntar no puede responderse con certeza (como tantas otras cosas), pero... ¿cree Vd. probable que los sanedritas fariseos hayan aprobado esa decisión saducea sin oponerse activamente a ella?
    ¿Por qué?

  • Comentario por Rawandi 21.02.12 | 18:56

    Groucho, yo siempre he pensado que para que una persona se convenza a sí misma de la 'inminente venida' del fin de los tiempos, esa persona tiene que estar como mínimo un poco majara. Y esto lo aplico a todos los predicadores apocalipticos que en el mundo han sido, sin discriminar a ninguno.

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 18:32

    ¡Ah! Y no perdamos de vista que contamos con el precedente de la ejecucion del Bautista.

  • Comentario por J.P. 21.02.12 | 18:29

    Luis Enrique: nada de dogma de fe. La condena a muerte emitida por Pilato no es por blasfemia. Roma no castiga otro delito religioso que el ateísmo. Mt 27:37 y Mc 26. El motivo de su condenación, rey de los judíos. Esa es una acusación política. Así mismo lo reconoce el Papa en su libro.

    Cosa distinta será la actitud de la aristocracia saducea y su relación con Jesús, y si la condena está fundada o no.

  • Comentario por Groucho 21.02.12 | 18:26

    Rawandi,para nada merefiero a presentar a Jes.us como predicador apocalíptico discípulo del Bautista,me refiero al uso de términos como el de chiflados apocalípticos que aplica a ambos.Mire,Rawandi,y dejando por mi parte agresividades de lado,el temadel fracaso es un tema que me parece particularmente fascinante a la hora de plantearse la figura del Cristo,en mi manera de reflexionar sobre ello me da mucho juego.

    Me interesa mucho también como tema de reflexión algo en lo que podríamos tener un punto en común seguramente,el tema de las utopías seculares,el pensar sobre su posibilidad real o sobre su real inviabilidad,que la verdad es que parece más segura visto lo visto. Respecto a estas igualmente me parece importante la cuestión de cómo pensar y abordar este asunto del fracaso.

  • Comentario por Rawandi 21.02.12 | 17:06

    Groucho, la idea de que Jesús fue un predicador apocalíptico que tuvo por maestro a Juan Bautista no me la he inventado yo sino que es la conclusiòn a la que ha llegado la crítica bíblica moderna. De hecho, hay sacerdotes católicos que suscriben dicha conclusión, como por ejemplo José Antonio Pagola en su libro 'Jesús. Aproximación histórica'.

  • Comentario por Luis Enrique Antolín 21.02.12 | 02:09

    ...si todo lo dicho,y aun más,¿cómo no pensar que en suma la acusación y condena por blasfemia no carecía de justificación digamos que con la Ley en la mano?.Sin duda hubo actuación torticera y de mala fe por parte de Anás,Caifás,etc. pero en cualquier caso(y al fin y al cabo Pablo pone en el punto de mira primordialmentev a la propia Ley y no a los agentes de la condena)esta cuestión queda abierta y pendiente de ser planteada por el cristianismo con el rigor,la honestidad y también la radicalidad que sean necesarios.Representa,por cierto y por añadidura,un tema clave en la relación con el judaísmo.

  • Comentario por Luis Enrique Antolín 21.02.12 | 01:44

    Galetel,ya había leído en el blog de Piñero esta su exposición que,como a Pikaza,me parece muy bien pensada y planteada.Respecto a la respuesta allí recibida,piense que en dicho blog es dogma de fe la consideración de la muerte de Jesús en tanto que debida a motivos estrictamente políticos de sedición y delito de lesa majestad,lo más que se llega a admitir es una intervención preventiva,y casi benévola,de la autoridad religiosa judía a fin de evitar disturbios sangrientos.Como es lógico,algunos de los comentaristas,al fin por eso son seguidores del blog,comparten la línea de éste y la defienden frente a planteamientos que la ponen en cuestión.

    Acerca ya del juicio y condena de Jesús,sólo señalar una cuestión teológica que usted ya apunta y que por mi parte pienso constituye cuestión de mucho,muchísimo,calado.Si Jesús se puso por encima de Moisés,de la Torá,si se consideraba Señor del sábado,si se arrogaba poder de perdonar los pecados(Ev.del pasado domingo)

  • Comentario por galetel 21.02.12 | 00:39

    Gracias, Xabier. Un afectuoso saludo.

  • Comentario por Pikaza 21.02.12 | 00:07

    Un saludo a todos. He venido para un trabajo a Mexico.... y he dejado escritos los posts, por eso no puedo comentar por falta de espacio y tiempo. De todas formas, quiero saludar a todos los comentaristas, especialmente a Galetel.
    Estimo mucho a Pinero, pero estoy convencido de que no existe una historia pura. Toda historia es historia interpretada... y en la historia de Jes'us entran elementos vinculados a la fe apocal'iptica y farisea, esenia y *anti/sacerdotal.... No hay ex'egesis sin teolog'ia o anti/teolog'ia *que es lo mismo. No hay datos sin teor'ia.... Y la teor'ia de Galetel me parece muy bien pensada. Xabier

  • Comentario por atman 20.02.12 | 19:45

    Lo que me extraña es la gran variedad de movimientos mesianicos en la época de Jesús y precisamente la oposición venga del Judaismo: ¡mentira!. el desprestigio que sufrieron los cristianos judios por los cristianos gentiles, carentes de las tradiciones profundamente arraigadas del pentateuco judio, pero cada vez más soberbios en y altaneros en invalidar las costumbres del Tanak considerandolas como inservibles y culpabilizando a los judios observantes de la muerte del nazareno, tuvieron la culpa del odio que fue creciendo hasta llegar a la Soah . Dios Sabe la culpa que tienen los católicos que hasta hace poco
    en sus peticiones del Viernes Santo decian: POR LOS PERFIDOS JUDIOS.

  • Comentario por eduar 20.02.12 | 19:21

    Quiero compartir esta web con mucha bibliografía antigua para estudiar el cristianismo. Si tenéis alguna dirección que os guste compartirla

    http://libscribd.plgo.info/index/collections.php

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:41

    Los acontecimientos habían demostrado, a sus ojos, que Jesús NO era un justo judío sino un maldito. Habían perdido totalmente la fe que le habían tenido antes por su predicación. Huyeron derrotados y completamente desanimados a Galilea.

    Pero ALGO ocurrió que les hizo cambiar radicalmente de opinión. Tanto, que llegaron a creer en una singularidad notable en extremo. “Lo notable, en los seguidores de Jesús, fue creer en la resurrección única de Jesús fuera de ese contexto de resurrección general”.

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:40

    hasta el mismísimo final por horrible que resultase.

    Por eso no hubo oposición activa de los sanedritas fariseos, ni intervención aparente de Yahvé. Debido a la singularidad de Jesús, el plan de Caifás pudo tener éxito.

    CONSECUENTE
    A ojos de los discípulos, su maestro murió crucificado por el poder romano, pagano, opresor de Israel, a instigación de sus propias autoridades judías, incluso de las que siendo antirromanas lo habían rechazado como legítimo líder judío, en nombre de la Torá. Y Yahvé no había intervenido para defenderlo e impedirlo. Jesús había muerto como un “maldito” por la Torá y como un “abandonado” por Yahvé.

    Los discípulos NO pudieron entonces estar predispuestos a esperar la resurrección de Jesús “dentro del marco de la creencia general del judaísmo apocalíptico en la resurrección de los elegidos, justos judíos, muertos antes de la venida del Reino, para participar en él”.

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:39

    No lo hicieron, sólo porque Caifás pudo demostrarles, con el testimonio de algunos escribas y fariseos, que Jesús “se creyó en algunos momentos superior a Moisés mismo”, es decir se puso ocasionalmente a sí mismo por encima de la Ley.

    ¿Quién podía legítimamente ponerse por encima de Moisés, de la Torá? -Únicamente Yahvé mismo, o un representante pleno suyo. Jesús se arrogaba esta representación plena. Los sanedritas fariseos la rechazaron escandalizados. Pero si era cierta, quería decir que el propio Yahvé respaldaba la interpretación que hacía Jesús de la Ley en favor de las víctimas, anteponiéndolas al “sábado”. Quería decir que Yahvé quería actuar a través de Jesús, no mediante intervenciones de otro tipo. Si Yahvé se hubiese propuesto intervenir directamente en contra del poder opresor, lo hubiera hecho desde el principio; pero Yahvé se había propuesto actuar a la manera humana de Jesús, solidariamente, sin intervenir hasta el mismísimo final por horrible que resultas...

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:37

    de detener a Jesús y entregarlo a Pilato, denunciándolo como sedicioso para que lo ejectutara de inmediato. Caifás lo planeaba para mantener el orden, especialmente durante las fiestas, y lo justificaba por evitar sangrientas represiones de probables revueltas populares.

    El plan de Caifás tuvo éxito, pero pudo no haberlo tenido, porque había dos factores importantísimos que pudieron impedirlo. Una oposición activa de los sanedritas fariseos, y una intervención de Yahvé.
    Los sanedritas fariseos no eran colaboracionistas como los saduceos; eran más bien nacionalistas antirromanos. Y tenían una fuerte influencia popular de la que carecían los saduceos. No les importaba mantener el orden romano, y ni siquiera evitar sangrientas revueltas (como demostrarían años más tarde), sino defender su Ley y su Nación que estaban bajo dominio gentil. Ante la idea saducea de entregar un líder nacionalista judío a Pilato, habrían reaccionado con furiosa y eficaz oposición.

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:35

    ANTECEDENTE
    La aristocracia “saducea” del tiempo de Jesús vivía confortablemente bajo el orden romano, con poder y riquezas. Por eso los sanedritas saduceos, Anás, Caifás, etc., eran cómplices colaboracionistas de la dominación romana. Caifás, el sumo sacerdote en ese tiempo, tenía excelentes relaciones con Pilato, y colaboraba con él en mantener el orden.

    Jesús representaba una amenaza para ese orden. Pero su movimiento era sólo un pequeño grupo de galileos rurales marginales, que hasta el final se mantuvo apartado de las ciudades y de Judea, donde era directo el control romano; es muy posible que Pilato no estuviese informado acerca de que Jesús fuese una amenaza. Pero Caifás, seguramente, sí; a través de sus agentes y confidentes que se movían en el ámbito rural galileo. Por eso, cuando la amenaza se hizo más seria, ya en Jerusalén y hasta en el Templo, en vísperas de las peligrosas fiestas de Pascua, Caifás decidió actuar convenciendo a los sanedritas saduceos

  • Comentario por galetel 20.02.12 | 18:34

    2º “Opino que si Jesús pensó alguna vez en su resurrección (porque intuía que podían matarlo antes de la venida fáctica del Reino por su oposición a las autoridades), lo hizo dentro del marco de la creencia general del judaísmo apocalíptico en la resurrección de los elegidos, justos judíos, muertos antes de la venida del Reino para participar en él. Lo notable, sin embargo, en sus seguidores, fue creer en la resurrección única de Jesús fuera de ese contexto de resurrección general.”

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