Presenté el mes pasado (el 6 y el 19) dos reflexiones sobre las elecciones de Brasil, con los temas de fondo que estaban implicados en ellas. Una con la colaboración de K. Aldai y otra de R. Puig, a quienes sigo agradeciendo su ayuda.
Ahora, culminado el proceso electoral (1l 32-X- 10), con la victoria de Dilma Rousseff, quiero volver sobre el tema, para valorar lo ya logrado y lo que queda por lograr, en la política y la vida social y cultural de Brasil Para ello cuento con uno de los mejores especialistas, mi amigo el Prof. Manuel Rodríguez Losada, de la Universidad de Recife.
M. R. Losada me ha mandado dos colaboración, una sobre Dilma y la Revolución de las Mujeres; la otra sobre Las tres bombas que penden sobre el presente y futuro de Brasil y del mundo: una ética, otra ecológica y la tercera social. Dejo los temas en portugués, pues piensa que gran parte de mis lectores podrán entender ese idioma, ibérico y universal.
Gracias Manolo, por la luz que ofreces sobre la Revolución de las Mujeres en Brásil, tal como puede estar encarnada en la presidencia de Dilma. Gracias también por reflexionar sobre las tres “bombas” o problemas de esa tierra, y de la nuestra.
Carta de Presentación, del 1 de Octubre de 2010
Xabier, estamos de fiesta, acabamos de elegir una mujer como presidente del país. Una total y absoluta novedad. Como tu decías en tu blog, por estas tierras es posible soñar. Los EEUU colocaron a un hombre de color negro en la presidencia, pero la máquina no le deja trabajar, todo se queda como estaba. Una pena. Por aquí, parece que no es así, tenemos mucho para cambiar, pero es posible cambiar. Un país sin capacidad de soñar está semiadormecido o muerto. La utopía no ha llegado al fin, todavia es posible soñar. Te envió una pequeña página que he escrito sobre Dilma e la revolución de las mujeres.
Nosotros estamos bien, con muchas ganas de… Manolo y Joana
DILMA E A REVOLUÇÃO DAS MULHERES
Prof. Dr. Manuel Losada
Acabamos de eleger Dilma Presidente do Brasil. É um fato novo, de uma significação profunda para o país e para o mundo. Na história brasileira, a eleição de Lula representou uma mudança fundamental: inverteu-se um processo de mais de quinhentos anos dominados pelas oligarquias de sempre. È um fato inédito que um torneiro mecânico termine o segundo mandato com 83% de aprovação popular e seja capaz de fazer sua sucessora na Presidência. Há oito anos atrás era a vez de um operário no Planalto, agora é a vez de uma mulher.
Sem dúvida, ao longo do século XX e neste início do XXI, a mulher fez a revolução mais importante da história do patriarcado: a revolução de gênero. Sem bombas e sem violência, elas conseguiram mudar as estruturas fundamentais da sociedade. Na cama, na cozinha, na vida pública, elas estão fazendo uma autêntica revolução de costumes. Creio que ainda não temos a distância suficiente no tempo para avaliar as dimensões desta transformação.
Sou professor, vivo na Academia. Nas últimas três décadas, a sala de aula das universidades mudou radicalmente. Outrora, predominavam os homens, agora predominam as mulheres. Penso que este é um sintoma do que acontece no país e no mundo. Leciono nos cursos de Psicologia e de Serviço Social, ambos majoritariamente femininos.
A revolução das mulheres está unida às mudanças ocorridas na área da sexualidade e, de um modo especial, à passagem do espaço privado para o espaço público. A mulher de hoje não fala como falava minha mãe: “eu tive os filhos que Deus me deu”. Com a pílula, a vida sexual das mulheres e dos homens mudou. Uma adolescente dos tempos atuais conhece como funciona seu corpo e quer ter os filhos que “ela deseja ter”. Ao mesmo tempo, essa mesma jovem não quer ser a “rainha” do lar, quer se realizar profissionalmente, vale dizer, no espaço da vida pública. A corrida da mulher para a sala de aula tem como objetivo sua capacitação para a vida pública.
A chegada de Dilma à Presidência da República significa o ponto alto da presença da mulher na vida pública. A partir de agora teremos uma mulher, eleita pelo povo, gerindo a coisa pública (a res púbica), a vida da pólis. Isto só se entende como uma conquista de direitos iguais entre homens e mulheres. De alguma maneira, termina a época do patriarcado, começa um novo tempo, o tempo da gestão das mulheres.
A criação da democracia na Grécia instituiu três direitos fundamentais que definem o cidadão: a igualdade, a liberdade e a participação no poder. Entretanto, a simples declaração desses direitos não os institui concretamente. Abre o campo para a criação desses direitos pela práxis humana, ao longo da história. No Brasil estamos chegando ao momento da criação histórica de direitos iguais entre homens e mulheres na participação no poder. Dilma representa não só a continuação de um projeto de governo que vem dando certo e deve continuar, representa o novo: a mulher no centro do poder, a revolução de gênero.
Apesar dos avanços promovidos pelo governo que termina, o Brasil é atravessado por desigualdades profundas entre o grupo dos “privilegiados” (a casa grande) e uma imensa maioria de carentes ou necessitados (a senzala). Privilégios e carências são da ordem particular, jamais podem ser universalizados. Só podemos sair desta situação instituindo, pela participação popular, direitos de cidadania para todos. A eleição de Dilma como Presidente do Brasil aponta nessa direção.
SEGUNDO TURNO: UMA TRÍPLICE BOMBA SOBRE O BRASIL
Prof. Dr. Manuel Losada. Estácio-FIR
Com este texto, pretendo contribuir para o debate político no segundo turno. Penso que existe uma tríplice bomba ética, ecológica e social sobre a cabeça dos brasileiros. Podemos desarmá-la ou ela pode explodir sobre nós. Depende, muito, da escolha que for feita no dia 31 deste mês.
Um dos candidatos que se diz “ficha limpa”, se serviu, ele e o grupo que representa, de um expediente maquiavélico: ganhar a eleição a qualquer preço. Para isso, vale tudo, calúnia, manipulação, boato etc. O fim justifica os meios. Isto nos coloca diante de um problema grave que eu denomino bomba ética. Penso que o problema número um do mundo de hoje é a ética. Se não colocarmos limites à voracidade humana nos diversos campos, na ciência, na política, na convivência social, nos autodestruimos. A ciência hoje tem os recursos suficientes para destruir a vida no planeta, é só apertar um botão. O que poderá impedir isto? Podemos produzir um ser humano em laboratório. O que poderá impedir isto? Quando vamos entender que para tudo existe um limite? Sem a ética, também a política é uma guerra de todos contra todos que nos levaria a autodestruição.
As oligarquias não se conformam que um torneiro mecânico termine seu segundo mandato com 80% de aprovação popular, como não se conformam que depois de um operário seja uma mulher a dirigir os destinos do país. Além de uma questão de gênero, está em jogo a ética.
A campanha de Marina trouxe à tona o “sonho verde”. Vejo nisto duas coisas: um recado e uma esperança. O recado é para o governo que termina: o povo tem mais pão na mesa, mas nem tudo vai bem. Importa corrigir o rumo. A esperança é que ainda podemos, neste canto do mundo, acalentar o sonho da humanidade habitar uma “casa-planeta” para todos. Possivelmente, por aqui passa a maior contribuição que o Brasil possa dar à humanidade neste início de século XXI. Entretanto, o problema é mais sério do que parece. Não se trata, apenas, de uma questão eleitoreira. Trata-se de uma mudança de paradigma: seremos capazes de corrigir um modelo de ciência e de vida que se impôs durante mais de trezentos anos e que fez de nós “predadores” da natureza? A mudança climática, o aquecimento global, o derretimento das geleiras, a contaminação da água potável, entre ourtros, são os sintomas dessa bomba ecológica que ameaça explodir sobre nós. Mudar a relação do homem com a natureza: essa é a questão. A proposta da Dilma afina muito mais com esta proposta.
A terceira dimensão dessa bomba é social. Lembro dos tempos em que Delfim Neto era ministro da economia. A idéia que governava o pensamento econômico, naquela época, era: primeiro aumentemos o bolo, somente depois poderemos reparti-lo. Com Lula, o bolo cresceu e se repartiu, ao mesmo tempo. Este projeto é bom e deve continuar. E não por uma questão partidária, mas por uma questão de sobrevivência de todos. Como é sabido, a sociedade brasileira está polarizada entre as carências das camadas populares e os privilégios das classes abastadas e dominantes. Carências e privilégios jamais se transformam em direitos de todos. E a democracia que estamos construindo é a instituição dos direitos de todos. Este projeto já começou no governo atual e precisa continuar!.
LOSADA, MANUEL RODRÍGUEZ (1939- ).
Teólogo y psicólogo católico, español de nacimiento, aunque vive en Brasil desde 1964 y allí ha desarrollado su labor pedagógica y cristiana. Ha estudiado teología en España y es doctor en Psicología, profesor y coordinador del curso de Psicología en Universidad UNESA, Rio de Janeiro. Desde la perspectiva de la realidad de América Latina, ha contribuido a la nueva comprensión y desarrollo del carisma de liberación de la Orden de la Merced, como aparece en su libro A liberdade está cativa (Río de Janeiro 1977, con colaboraciones de → L. Boff, X. Pikaza y E. Santamaría).
. Ha formado parte de la dirección de la Conferencia de Religiosos de Brasil, introduciendo en el Grupo de Reflexión de Psicólogos (GRP) el método del análisis institucional, entendido como instrumento de lectura para una nueva visión de la Vida Religiosa. Su trabajo en esa línea ha quedado expresado en los libros que ha publicado en la Conferencia de Religiosos de Brasil (Río de Janeiro): Afetividade & Vida Religiosa (1990); A Vida Religiosa Enquanto Instituição (1992) y Para Aprofundar A Vida Religiosa Enquanto Instituição (1994).
Actúa como asesor de Conferencia de Religiosos del Brasil, ofreciendo unas pautas psicológicas e institucionales para la encarnación del Evangelio en la Vida Religiosa y en la Iglesia. Como profesional de la clínica (orientación psiconalítica) continúa analizando la situación del clero y de los religiosos, en sus vicisitudes personales e institucionales, apostando por una mayor integración personal y evangélica de sus vidas en el contexto eclesial y social, al servicio del evangelio. En esa línea asume el fondo del pensamaiento de Cornelius Castoriadis y lo reelabora en sus libros: Imaginário e Instituição, dois elementos para pensar a educação do futuro (Eduff, Rio de Janeiro 2004) e Imaginario radical de Castoriadis: seus pressupostos (Alinea, Sâo Paulo 2006).Es profesor de la Universidad de Recibe
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Boas reflectivo tópico , adorei mesmo muito, secalhar poderiamos fcar blog palls :) lol!
Aparte de brincadeiras sou o Liam, e como tu publico na internet se bem que o tema do meu space é bastante diferente de este....
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Adorei muito o que li aqui outra vez
Virei aqui mais vezes
Ps:desculpa o meu portugues
Olá bloggers visito mais uma vez neste blogue amigo, para retribuir a visita dada.......
Chamo-me Hugo,adoro imenso jogos online , dedico imenso do meu tempo a desenvolver o meu espaço online assim como a fazer legendas para vários fóruns,talvez até já assistiram alguma série com legendas corrigidas por min!
E por agora chega, pois trabalho por turnos e tenho de ir descansar umas horas.
Até à vista.............
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no meu ver no teu espaço so falta uma caixa de traducao com vista a que tenhas mais pessoas de outros locais.
boa sorte
Me hubiera gustado enterarme de lo que aquí se dice, pero no sé portugués. Lo siento.
Xabier, ¿el duendecillo del teclado no habrá metido la mano al final del segundo párrafo y será la Universidad de Recife?
Estamos muy contentas con la victoria de Dilma, porque podra dar continuidad al proyecto Lula, hacer lo que el no pudo hacer, ya que ella tiene la mayoria parlamentaria que le no tenia. Y porque es mujer, y ya es hora que las mujres alternemos con los hombres los puestos publicos. Hay en estos momentos 4 mujeres presidentas en America Latina algo supremamente importante de cara a la integracion latinomaericana. A ver cuando hacemos lo mismo en la Europa Latina que no hemos tenido todavia la primera.
Sábado, 2 de junio
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