Terra Boa

Padre é xingado na missa por mencionar Marielle Franco...

19.03.18 | 13:06. Archivado en Atualidade

O Pe. Mário de França Miranda, meu coirmão jesuíta e companheiro de comunidade na PUC-Rio, celebrou missa na Paróquia da Ressurreição, em Ipanema, neste domingo 18/MAR, às 10h30. Na homilia, comentou o Evangelho sobre o grão de trigo que cai na terra e se desfaz para dar frutos (Jo 12,24).

Na sua homilia lembrou Jesus e os que vencem o egoísmo lutando por um mundo melhor e mais humano. São vidas que a morte não põe fim. E deu também, como exemplo, Martin Luther King Jr., dom Oscar Romero e Marielle, que denunciou o abuso de poder contra populações faveladas.

>> Sigue...


INEXPLICÁVEL AMOR: morrendo se vive... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

17.03.18 | 05:35. Archivado en Liturgia

Se o grão de trigo morre, então produz muito fruto” (Jo 12,24)
Caminhamos para o final da Quaresma, e o evangelho deste domingo nos situa diante de uma experiência radical de morte por amor, como o grão de trigo. Só o trigo que “entrega” sua vida é fecundo, se multiplica em sementes e transforma-se em alimento.

Depois da unção em Betânia e da entrada triunfal em Jerusalém, e como resposta aos gregos que queriam vê-lo, João põe na boca de Jesus um pequeno discurso sobre a Vida que só pode ser alcançada quando se entrega em favor de tantas vidas feridas e excluídas.

>> Sigue...


Vereadora do PSOL, Marielle Franco (*1980) é morta a tiros na Região Central do Rio...

15.03.18 | 18:44. Archivado en Atualidade

Querida Marielle,
Até ontem, sua vida, suas lutas e suas causas eram conhecidas por alguns. Hoje, tendo sido arrancada brutalmente do meio de nós, você, suas lutas e suas causas são apresentadas ao Brasil e ao mundo. Ainda que com o coração cheio de tristeza, cansaço, revolta, indignação... muitos dirão hoje: prazer em conhecê-la, Marielle! É sempre bom conhecer pessoas que viveram com sentido, pessoas que ousaram sonhar quando tudo à sua volta queria conduzir ao pesadelo.

É curioso, mas seu sobrenome já trazia em si um projeto de vida. `Franco´ significa tanta coisa boa:"Leal, sincero; não dissimulado; verdadeiro. Livre de qualquer estorvo; desembaraçado. Que não se sujeita a outros; independente. Livre do pagamento de quaisquer direitos ou tributos; isento. Não constrangido; espontâneo."

Mas quem não aprendeu a ser franco tem geralmente dificuldade com quem o é. O sangue que corria em suas veias, Marielle - esse mesmo sangue injustamente derramado ontem em nosso duro asfalto - associava a sua vida à história de tanta gente negra, pobre e sonhadora: gente que tem lutado há séculos para que a mordaça e as correntes sejam destruídas de uma vez por todas! Toda vida tem desejo de ser franca!

>> Sigue...


Clero casado?

14.03.18 | 05:32. Archivado en Atualidade

Paulo VI, na introdução da “Sacerdotalis Caelibatus”, expõe algumas objeções contra o celibato sacerdotal, que não o convenceram a mudar esta lei eclesiástica, para fazê-la opcional. Contudo, outros tem opiniões mais teológicas e menos legalistas. Confira:

1. O NT não exige o celibato dos ministros e o propõe como especial vocação (cf. Mt 19, 11-12). Nem Jesus nem os apóstolos propuseram esta condição para a eleição dos doze nem para os responsáveis das primeiras comunidades cristãs. (cfr. 1 Tm 3, 2-5; Tt 1,5-6).

2. Os Padres da Igreja recomendam ao clero mais a abstinência no uso do matrimônio do que do celibato... Razões? Excessivo pessimismo sobre a condição humana e a necessidade da pureza ritual necessária no contato com as coisas sagradas... Argumentos hoje pouco convincentes.

3. Por que unir ministério sacerdotal com o dom do celibato?

4. A obrigatoriedade do celibato exclui muitos do ministério, influindo na escassez do clero.

>> Sigue...


Dialogando com a própria sombra... (cf. Marta Vieira)

13.03.18 | 05:19. Archivado en Espiritualidade

E aí que eu sonhei que estava tomando café da manhã com a presidenta Dilma, aqui em minha casa...

Ela me chamava de "Martinha" e era em extremo gentil!... Bem que eu notava que ela havia levado um farnelzinho com `quitutes´ mais requintados do que os que eu poderia oferecer, e comia deles, dissimuladamente.

E não é que acordei tomada de simpatia pela criatura? Pelo jeito, minha sombra trator, dominadora, autoritária, reativa, primária, vem me oferecer conciliação...

Mas, continua a nutrir-se de elementos próprios, `quitutes´ que minha consciência não apreende.

>> Sigue...


Igreja dividida ou poliédrica...

12.03.18 | 05:02. Archivado en Atualidade

Não é um fato novo haver posicionamentos diversos na Igreja católica. Aliás, o adjetivo `católica´ que a identifica significa `universal´, isto é, que nela cabemos todos. O que talvez seja novidade é o barulho que alguns fazem para que sejamos iguais em tudo, mas esse não é o estilo do Espírito Santo. A uniformidade pode trazer segurança para quem vive numa sociedade pluricultural e sem grandes referenciais, mas não é católica.

Os que querem «recuperar» o passado, o antigo apostam no fácil e já vivido; os outros arriscam mais, pois viver o presente exige estar abertos ao novo apresentado pelo Espírito.

A preparação do próximo Sínodo dos bispos sobre “Juventude, fé e discernimento vocacional”, OUT/2018, percebe claramente esta dicotomia:

>> Sigue...


4º DTQ: DEUS MARCA ENCONTRO COM A HUMANIDADE... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

10.03.18 | 05:53. Archivado en Liturgia

O evangelho indicado para este 4º dom. da Quaresma nos faz retomar o verdadeiro sentido do Mistério da Encarnação. Pode parecer estranho, uma vez que a liturgia quaresmal nos motiva e nos prepara para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Mas, os “mistérios” da vida de Jesus não estão separados: trata-se de um só e único “Mistério”: o “Deus que se humaniza” para redimir a humanidade perdida.

O que aconteceu no mistério da Encarnação é algo surpreendente e cheio de novidade. Não só Deus ama radicalmente a sua criatura, senão que se “abaixou” e se fez um de nós em Jesus. A carne é digna de Deus, o mundo é digno de Deus, e a Encarnação é a expressão mais profunda de que somos de Deus. Com isso, rompe-se o medo do corpo, o medo do humano, o medo do diferente, o medo do mundo, o medo de sentir e experimentar a condição humana, com sua grandeza e fragilidade.

O Criador não é nosso rival, mas amigo; Ele não é insensível, mas providente, amigo e fonte de nossa liberdade.

>> Sigue...


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018 E PÚBLICO LGBT... (cf. P. Luis Correa SJ)

08.03.18 | 12:58. Archivado en Atualidade

A CF/2018, promovida pela CNBB, tem como tema: “Fraternidade e superação da violência”, e como lema a palavra de Cristo: “vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Objetivo geral da CF? Construir fraternidade, promovendo a cultura da paz; agir contra a violência aos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
De onde vem esta violência horrível e absurda? O massacre de Orlando foi a ponta do iceberg. A hostilidade física e verbal contra os LGBT, conhecida como homofobia, vai na contramão do Evangelho. Há cristãos extremistas que festejam publicamente o ataque aos gays. Eles, por desgraça, dizem que “Deus odeia os veados”, o que não é verdade.
O quadro de violência contra o público LGBT tornou-se mais evidente por causa da visibilidade desta população no mundo atual. Eles exigem ser respeitados e reivindicam os mesmos direitos dos demais cidadãos. Quem não tem um gay na sua família, vizinho, amigo, ou colega de trabalho?

>> Sigue...


3º DTQ: RELIGIÃO SEM TEMPLOS?... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

03.03.18 | 04:32. Archivado en Liturgia

A Quaresma nos oferece os grandes sinais da vida e da mensagem de Jesus: Tentações (1º dom.), Transfiguração (2º dom.) e agora a expulsão dos comerciantes do Templo (3º dom.).

Este terceiro sinal, vinculado com a construção do novo Templo (formado pela vida dos cristãos unidos a Cristo), está no centro da mensagem de Jesus. E revela-se uma ocasião privilegiada para denunciar a tendência da religião cristã em deixar-se contaminar pelo poder, pela riqueza e a vaidade... Todos devemos destruir muitas coisas do “velho templo” que fomos construindo ao longo da nossa história.

João situa o relato da expulsão dos comerciantes do Templo no começo do ministério de Jesus. O espaço do Templo tinha se convertido em mercado, e se encontrava dominado pelos comerciantes da religião. Com sua atitude, Jesus combate uma religião que está a serviço do “deus-dinheiro”, deixando de ser mediação de vida e de partilha dos bens.

Jesus expulsou os mercadores-vendedores do templo porque estes expulsaram Deus de suas vidas; queriam apenas se enriquecer com o sagrado.

>> Sigue...


Presidente da CNBB lamenta agressividade crescente no país...

27.02.18 | 12:58. Archivado en Atualidade

O cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB disse que “Escutar a voz de Jesus implica em viver no amor fraterno”. Este é o ponto de partida da reflexão apresentada pelo arcebispo de Brasília (DF). Dom Sergio lamenta que muitos católicos têm compartilhado e alimentado agressividade nas redes sociais: “É pecado grave usar o nome de Deus ou qualquer religião para praticar ou justificar a violência”.

Dom Sergio destaca o convite do Pai para escutar a voz de Jesus e indica a Quaresma como “tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa”, e que deve ser vivido através da caridade.

A Campanha da Fraternidade está entre os principais meios de vivência do amor ao próximo na Quaresma. O lema “Vós sois todos irmãos” pretende contribuir para superar a violência e promover a paz.

Muitas iniciativas podem ser desenvolvidas para alcançar os objetivos da CF deste ano e cada um pode dar a sua contribuição “para superar a violência e construir a fraternidade e paz nos ambientes em que vive”

>> Sigue...


2º DTQ: TRANSFIGURAÇÃO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

25.02.18 | 12:49. Archivado en Liturgia

A superficialidade, o consumismo e o individualismo são marcas de nossa sociedade atual. Marcas que des-figuram e desumanizam. Paul Tillich (1886-1965) afirmava que “a grande tragédia do homem moderno é ter perdido a dimensão da profundidade”. Não é fácil reencontrar “a dimensão perdida”.

Eis o contrassenso: por uma parte, nos instalamos na superficialidade (zona de conforto, comodidade...) e, por outra, desejamos a profundidade (nossas raízes, nosso ser, nossa casa...). Entre esses dois extremos transcorre a vida.

>> Sigue...


Pate-papo do Papa Francisco com os jesuítas do Perú...

25.02.18 | 05:55. Archivado en Jesuítas

No final do seu primeiro dia no Peru, em 19/JAN, o Papa foi à igreja de São Pedro, (século XVI), e na imensa e bela sacristia se encontrou com mais 100 jesuítas.

1. Os jesuítas do Peru estão comprometidos com as questões relacionadas à reconciliação e à justiça. Agora, parece que as forças políticas chegaram inesperadamente a um acordo, e a reconciliação aparece como um chamado para todos. Propõe-se uma reconciliação sem que tenha havido um processo. Minha pergunta é: Que elementos levar em consideração quando queremos uma reconciliação? Sentimos que a palavra “reconciliação” foi manipulada, e sentimos que está sendo proposta uma justiça que não foi bem preparada. O que pensa sobre isso? A palavra “reconciliação” não é apenas manipulada, também está queimada. Atualmente – não apenas aqui, mas também em outros países de América Latina –, a palavra reconciliação foi enfraquecida. Quando São Paulo descreve a `reconciliação´ de todos nós com Deus, em Cristo, quer usar uma palavra forte. Hoje, entretanto, a “reconciliação” tornou-se uma palavra qualquer. Hoje, negocia-se debaixo dos panos.
Eu diria que não devemos tocar o circo, mas também não chutá-lo. Devemos dizer aos que usam a `reconciliação´ em seu sentido enfraquecido: usem-na vocês, nós não vamos usar uma palavra que hoje está queimada. Devemos continuar trabalhando para reconciliar as pessoas, com a arma da oração, que é a que nos vai dar força e fazer milagres, mas acima de tudo com a arma humana da persuasão. A persuasão age com humildade.

>> Sigue...


Lunes, 23 de abril

BUSCAR

Editado por

Síguenos

Hemeroteca

Abril 2018
LMXJVSD
<<  <   >  >>
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30