Terra Boa

32ª DTC: AS MOEDAS DO CORAÇÃO NÃO FAZEM RUÍDO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

10.11.18 | 04:02. Archivado en Liturgia


Embora o relato deste domingo se reduz a poucos versículos, tem uma profundidade enorme. É o melhor resumo do evangelho: toda a parafernália religiosa externa não tem nenhum valor espiritual; o único que importa é o interior de cada pessoa.

Vivemos a cultura da superficialidade e da aparência e perdemos o caminho do coração; carecemos de interioridade, carecemos de humanidade.

Este simples relato deixa clara a crítica de Jesus à religião de seu tempo (e a de todos os tempos). N’Ele destaca-se a diferença entre o cumprimento de normas e a vivência interior, entre os ritos e a experiência de Deus. Ainda não aprendemos a lição. Hoje continuamos dando mais importância ao externo que a uma atitude interior. Nós mesmos continuamos dependentes da vaidade e da aparência e não da atitude vital, de onde flui nossa vida.

>> Sigue...


31º DTC: Todos os santos/as... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

03.11.18 | 04:53. Archivado en Liturgia

"Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5,12)

No dia em que a Igreja faz memória de todos os Santos e Santas, a liturgia escolhe sabiamente o evangelho das Bem-aventuranças; projeto de realização e de felicidade sem limites. É um programa de vida para alcançar a beatitude, a vida ditosa e bem-aventurada... Felizes! A primeira coisa que Jesus deseja é que sejamos felizes...

Jesus não faz referência às práticas religiosas, rituais ou doutrinas, mas à vida e vida plena centrando-se nos outros, e colocando-os acima dos próprios interesses.

“Bem-aventurança”, em hebraico, quer dizer “em marcha”; infelicidade é estar imobilizado, parado sobre a própria imagem, memórias ou sofrimentos... Por isso a bem-aventurança consiste em dar um passo a mais a partir do lugar onde estamos. Cada uma das bem-aventuranças é um convite para caminhar.

Jesus nos convida a nos colocar em movimento, e sair de nossa paralisia e fixação; colocarmos em marcha através de nossa sede e fome de justiça, dos lutos que temos de superar e das oposições que temos de enfrentar... A vida é movimento e as bem-aventuranças possibilitam a passagem de uma vida suportada para uma vida plenamente assumida.

>> Sigue...


03/NOV: BEATIFICAÇÃO DE MADRE CLÉLIA MERLONI...

03.11.18 | 04:46. Archivado en Liturgia

No dia 03/NOV, na Basílica de São João de Latrão, em Roma, Beatificação de Madre Clélia Merloni, a Apóstola do Amor.

Em 1988 abriu-se a causa de beatificação de Madre Clélia Merloni. O milagre que passou por minuciosa análise foi assim:
O médico brasileiro Dr. Pedro Ângelo de Oliveira Filho foi, repentinamente, atingido por uma progressiva paralisia dos quatro membros e foi hospitalizado, com urgência, no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto. O diagnóstico foi de paralisia ascendente progressiva, chamada síndrome de Landry ou GuillainBarré. Em dias, a paralisia piorou para insuficiência respiratória aguda e atingindo a glote, causando grande dificuldade em engolir. Os médicos suspenderam os tratamentos e informaram que seria a última noite do paciente.

>> Sigue...


Dia 2/NOV: FINADOS... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

02.11.18 | 13:45. Archivado en Liturgia

Somos filhos da Luz; criaturas procedentes das entranhas d’Aquele que é Plenitude e Presença. Filhos e filhas de Deus, daí o nosso desejo de eternidade. Na Eternidade não há passado nem futuro, só Presente.

Ao nascer, começamos a existir, mas já estávamos na mente e no coração de Deus; existir é ser no tempo. Ao morrer, deixamos de existir, mas não deixamos de ser; somos “aspirados” para dentro do coração oceânico de Deus Pai/Mãe.

Isso celebramos cada 2 de novembro: a vida ressuscitada dos que adormeceram em Deus. No “Dia de Finados” re-cordamos (visitamos de novo com o coração), na oração e no afeto, os que amamos e deixaram este mundo. Apesar de sua ausência física, pela fé sabemos que a morte não tem nunca a última palavra. De fato, a morte é a passagem para a Vida sem fim, pois nosso Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Deus, todos vivem.

A experiência cristã da morte parte de uma revelação básica: Deus não quer a morte, mas a vida e a vida plena para toda pessoa humana.“Tu perdoas a todos, porque são teus, Senhor, amigo da vida” (Sb 11,26). Somos convidados à confiança em Deus, renunciando toda pretensão de querer controlar nossa existência; somos movidos a reconhecer que os momentos cruciais de nossa vida foram “dom de Deus”, mais que planificada construção nossa. Morrer é o processo pelo qual nos “reintegramos” na Vida que sempre fomos.

>> Sigue...


30º DTC: TECENDO OLHARES... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

27.10.18 | 04:26. Archivado en Liturgia

Detenhamo-nos em alguns detalhes que o evangelista Marcos deixa transparecer no evangelho deste domingo. O cego Bartimeu é o símbolo da marginalização: está fora do caminho, parado, percebendo como os outros vão passando, dependendo de suas esmolas, à beira do caminho, à mercê da indiferença dos viandantes; um ser humano de quem ninguém queria se aproximar porque era tido também como impuro; um cego sem companhia.

Bartimeu não ficou resignado com sua situação; daí o grito quando percebe que Jesus passa por perto. Não tem outro meio de chamar a atenção de Jesus, senão gritando. Muitas pessoas próximas se irritam e mandam calar a boca, mas ele grita mais alto.

Jesus é aquele que ouve, para e chama o cego interrompendo bruscamente a sua caminhada apressada

>> Sigue...


29º DTC: IGREJA, comunidade de servidores... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.10.18 | 04:38. Archivado en Liturgia

Jesus caminha para Jerusalém, e vai revelando as consequências de sua entrega em favor dos últimos e excluídos. Todo aquele que investe sua vida a serviço dos pobres foi tocado pelo Espírito Santo.

Marcos anuncia três vezes a Paixão de Jesus, e revela o preço da fidelidade ao Reino de Vida. Ao descrever, depois de cada anúncio, a resistência e a incompreensão dos discípulos, está nos advertindo sobre a dificuldade do seguimento. No primeiro anúncio, Pedro quer desviar Jesus do caminho que o levará à Cruz e à morte; no segundo, os discípulos discutem sobre quem será o maior entre eles. Hoje, no terceiro anúncio da Paixão, dois irmãos, Tiago e João, pretendem buscar os melhores lugares no Reino. O Mestre e seus seguidores não estão na mesma onda.

Com razão, os outros dez se indignaram provavelmente por se encontrar na mesma dinâmica. Tentavam manipular o projeto de Deus em próprio proveito. Jesus desmascara a trama oculta da busca do poder:“Sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam”. Desejam caminhar com Jesus, mas carregam também no coração outros anseios. Jesus convida todos ao serviço e à solidariedade. O Deus que Ele nos revelou é o Deus que se faz presente naqueles que não tem voz nem vez.

>> Sigue...


28º DTC: O SABOR DE ETERNIDADE... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

13.10.18 | 04:08. Archivado en Liturgia


Jesus saiu caminhando... O caminho é o lugar dos encontros surpreendentes, do diálogo com o diferente. A itinerância é o modo próprio de Jesus viver e, também o dos discípulos.

Ao mover-se de um lugar a outro Jesus encontra diversas pessoas e acolhe todas, sem estereótipos ou julgamentos.

Toda saída implica deixar para trás muitas coisas é um novo êxodo, pois implica despojamento e confronto. Precisamos passar de um olhar auto-referencial e moralizador para um outro mais fraterno e humano.

“Ao sair caminhando, veio alguém correndo...”. O encontro dá-se no caminho de Jesus para Jerusalém, e quem se aproxima correndo, como fustigado por uma urgência implacável é um jovem. Não veio a Jesus como os outros, oprimido pela enfermidade, mas a partir de uma inquietude interior: “O que fazer para ganhar a vida eterna”?

>> Sigue...


APARECIDA: A MÃE QUE NOS ACOMPANHA... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

12.10.18 | 04:34. Archivado en Liturgia

O Papa Francisco, em uma homilia proferida no Santuário Nacional de Aparecida, convidou a nos deixar surpreender constantemente por Deus . Deus espera que nos deixemos “surpreender por seu amor, que acolhamos as suas surpresas”.

O Papa nos mostrou como modelo de surpresa a história do Santuário: três pobres pescadores depois de um dia inteiro sem apanhar peixe encontram, nas águas do Rio Paraíba, a imagem da Senhora Aparecida. Sabemos que os pescadores, após encontrarem a imagem milagrosamente, têm uma pesca abundante e conseguem o que precisavam para atender ao conde de Assumar.

>> Sigue...


27º DTC: O CASAMENTO É UM MOMENTO, MAS O MATRIMÔNIO É UM PROCESSO... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

06.10.18 | 04:41. Archivado en Liturgia

O Mestre Jesus, em sua itinerância missionária, depara-se com diferentes perguntas sobre aspectos da vida, pessoal ou comunitária. Todas são uma ocasião privilegiada para anunciar a Boa Notícia do Reino.

Neste domingo, Jesus não foca tanto na questão do divórcio, quanto à dignidade da mulher. Ele não tolera uma lei machista na qual o marido pode abandonar a esposa como se fosse uma mercadoria; situa o homem e a mulher em pé de igualdade. Desativa o machismo que leva a considerar a mulher como “propriedade” do homem.

A atitude de Jesus é coerente com toda sua trajetória: seu posicionamento decidido a favor dos “últimos”, dos “pequenos”, das “crianças”, das mulheres... Por tudo isso, não é casual que, depois deste relato apareça a cena de Jesus abraçando as crianças.

>> Sigue...


26º DTC. Preconceito e fanatismo: Nefastas armadilhas... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

29.09.18 | 04:44. Archivado en Liturgia

Cresce hoje a consciência sobre a diferençado ser humano como atração, e não como rejeição. A humanidade pós-moderna exige a diversidade na convivência sócio-cultural e religiosa. Não podemos permanecer trancados em redutos que rejeitam as diferenças existenciais. A humanidade deixou de ser distante para tornar-se próxima, mediante as diferenças e as convergências. O mundo globalizado não pode ser apenas econômico.

No entanto, corremos o risco de viver em mundos-bolha, encapsulados em espaços seguros, convivendo com pessoas semelhantes a nós e dentro de situações estáveis. É difícil sair do terreno conhecido, deixar o convencional e conhecido. Tudo conspira para nos manter dentro dos limites politicamente corretos estabelecendo fronteiras vitais e sociais impermeáveis ao diferente. Se isso acontecer, nossas perspectivas diminuem, e atrofiadas nossas visões e horizontes. Só vemos e ouvimos o que queremos.

>> Sigue...


23º DTC: ABRIR OS SENTIDOS PARA O ENCONTRO... (Pe. A. Palaoro SJ)

08.09.18 | 16:36. Archivado en Liturgia

“Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia... (Mc 7,31)


Imagem constante no evangelho de Marcos: Jesus é um itinerante; rompe espaços geográficos-culturais-religiosos e transita com muita liberdade pelo território pagão. Nesse deslocamento, trazem um surdo-mudo e pedem a Jesus que lhe imponha as mãos.

Parece lógico que alguém tivesse que atuar para conduzir o surdo-mudo até Jesus, e fosse “tocado”; aqui aparece a força do contato.

Sabemos pouco da riqueza de nosso contato. O contato cura. Nas enfermidades muitos buscam o contato. O contato nos envia sempre para dentro, e não é somente o contato da pele, mas o que põe em marcha para nosso interior. O contato nos faz despertar. Existe a idade da palavra, a do ouvido, a do olhar..., mas neste momento Jesus se detém no contato. O caminho do contato é o mais profundo nos encontros humanos. A mão é fonte e canal de energia curativa.

>> Sigue...


21º DTC: As palavras sempre rompem alguma coisa... (cf. P. A. Palaoro SJ)

25.08.18 | 04:10. Archivado en Liturgia

As palavras que vos falei são espírito e vida...” (Jo 6,63)

Estamos no final de Jo 6. Chega a hora do desenlace e a alternativa é clara: abrir-se à verdadeira Vida ou permanecer enredados numa vida atrofiada. No mundo de hoje “tomam-se mais decisões por não tomá-las (que já é uma decisão) do que por tomá-las”por acomodação, medo ou inércia.

As palavras de Jesus entraram em choque com a mentalidade vigente; era inadmissível uma mensagem tão exigente e libertadora. Suas palavras romperam mentalidades fechadas e modos arcaicos de viver.

Hoje corremos o risco de “adocicar” as palavras de Jesus. Com frequência transformamos Suas Palavras de Vidaem um conjunto de ritos, doutrinas e normas, para serem manipuladas segundo nossos critérios. Mas, a Palavra desestabiliza e questiona a normalidade doentia de nossa vida. “Palavra dura. Quem consegue escutá-la?”

>> Sigue...


Lunes, 19 de noviembre

BUSCAR

Editado por

Síguenos

Hemeroteca

Noviembre 2018
LMXJVSD
<<  <   >  >>
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930