Terra Boa

4º DTC: A FORÇA DA PALAVRA INSPIRADA... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

01.02.19 | 04:15. Archivado en Liturgia

O Evangelho deste domingo é inspirador: as pessoas se admiram com as “palavras cheias de encanto que saíam da boca de Jesus”. Palavras que despertam assombro; palavras diferentes que ativam suas vidas; palavras provocativas que incomodam porque questionavam...

A primeira reaçãodos ouvintes foi de admiração pela pessoa de Jesus e por sua mensagem. Mas, rapidamente, passaram da admiração à surpresa: Não é este ofilho de José?... Reduzem Jesus à sua herança natural, mas suspeitam de que ele seja muito mais do que imaginam.

No início de sua vida pública, Jesus se revela como uma presença original, pois despertava perguntas, dúvidas e até discussões. Mas seu modo de pensar, viver e agir o diferenciava de todos.

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3º DTC: COM O CORAÇÃO NAS MÃOS... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

26.01.19 | 14:40. Archivado en Liturgia

Libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor... (Lc 4,18-19)


O Espírito conduziu Jesus para a experiência do deserto. Hoje nos impele para o deserto da existência humana: ser presença inspiradora e comprometida em favor dos últimos, dos mais pobres, excluídos e marginalizados da sociedade. A primazia dos últimos inspirou sempre a atividade de Jesus. Para Ele, os últimos são realmente os primeiros.

Lucas captou isso muito bem quando apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré, aplicando-se as palavras do profeta Isaías (62,1-2). É o seu projeto de vida. Fala-se de quatro grupo de pessoas: “pobres”, “cativos”, “cegos” e “oprimidos”. Eles são a sua primeira preocupação, os prediletos de Deus.

O Deus de Jesus não é o aliado dos piedosos, dos poderosos ou dos sábios. Ele é o Deus dos marginalizados, enfermos e pecadores. Eles não podem ser menosprezados por nenhuma política, ideologia ou religião. Estaremos em sintonia com o Deus de Jesus se estivermos com “o coração nas mãos”.

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EPIFANIA É IR AO ENCONTRO DO OUTRO... (cf. P. A. Palaoro SJ)

05.01.19 | 12:12. Archivado en Liturgia

Por que é que os homens se deslocam em vez de ficarem quietos”?
Somos seres de travessia. As viagens nunca são apenas exteriores; deslocar-se implica uma mudança de posição, ampliação do olhar, adaptação a realidades e linguagens diferentes que deixam impressões muito profundas.

Toda viagem é uma etapa da descoberta e da construção da própria identidade e do conhecimento do mundo que o cerca. A viagem é capaz de introduzir na vida elementos inéditos que incitam a uma mudança contínua. Nada mais anti-humano que uma vida estabilizada e fechada pelo medo do diferente...

Mais do que viajantes, aos poucos vamos nos descobrindo peregrinos. À medida que caminhamos, a realidade torna-se sempre mais aberta e nós nos enriquecemos muito mais. A peregrinação não tem propriamente um fim: tem uma extraordinária finalidade. No caso dos Magos é o encontro com o “Rei de Israel”.

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FAMILIA: tempo de mística e encontro... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

29.12.18 | 22:01. Archivado en Liturgia

“Jesus desceu então com seus pais para Nazaré...”(Lc 2,51).
Nazaré é a escola do Filho de Maria, rodeado de gente comum, com seu modo pessoal de ser e viver...

Na vida oculta em NazaréJesus se fez um entre tantos, vizinho com os vizinhos, trabalhando com os que trabalhavam, e acolhendo a vida cotidiana em toda sua riqueza e limitação. Ele é “o filho do carpinteiro”.

Jesus aprendeu a ser humano, ouvindo os gritos dos homens e mulheres de seu entorno; não teve que entrar no lugar da exclusão, pois cresceu ali dentro.

Na escola da vida, comum e cotidiana, Jesus também foi aprendiz. Ele nos ensina o valor das coisas cotidianas quando são feitas com dedicação e carinho. Nesta “ocultação”, estava assumindo a condição da imensa maioria dos mortais, daqueles que precisam “ganhar a vida”, porque na vida não encontram seu lar... Aprenderé consequência básica da Encarnação. Lucas diz: Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens(Lc 2,52). Jesus viveu a vida como um processo lento e progressivo, a partir da própria condição humana no meio do povo e em vista do Reino de Deus.

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NASCIMENTO DE JESUS: Deus se deixa encontrar nas periferias... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

25.12.18 | 04:26. Archivado en Liturgia

Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria... (Lc 2,7)


Natal! Deus “se fez diferente” e vem ao encontro do ser humano como chance de intercâmbio criativo. Deixemo-nos surpreender pelo Deus da vida que rompe esquemas, crenças, legalismos, bolhas...

Deus se encarnou e nasceu pobremente, por isso já não há excluídos para Ele, ninguém fica fora d’Ele. E o lugar principal para a festa é ali onde Ele aparece:onde não há lugar, onde tudo parece esgotar-se e é condenado a crescer em meio às ameaças e às intempéries das situações humanas.

Jesus, em Belém, encontrou o seu lugar nas periferias. A periferia passa a ser terra privilegiada onde nasce o “novo”, por obra do Espírito. Jesus se fez presente no lugar onde se encontravam aqueles que não tinham “lugar”, os “deslocados”, os socialmente rejeitados e que foram a razão de seu amor e do seu cuidado; fez-se solidário com os “sem lugares” e os convidou a caminhar para um novo lugar.

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4º Domingo de ADVENTO: TEMPO DAS MULHERES... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

22.12.18 | 13:18. Archivado en Liturgia

No mistério da Visitação, uma simples saudação desencadeia uma torrente de comunicação entre duas mulheres grávidas que se enchem de júbilo, enquanto a vida cresce em suas entranhas.

Encontro entre Maria e Isabel, duas mulheres que compartilham um segredo que não são capazes de entrever em toda sua imensidade. E nessa efusão se reconhecem partícipes de uma história que as ultrapassa. Encantadas, agradecidas, maravilhadas, expressam os sentimentos de seu coração no louvor a Deus: “Minh’alma engrandece o Senhor!”

O evangelho da Visitação nos convida a contemplar como Maria saiu de sua casa e empreendeu apressadamente uma viagem. O “fiat” (faça-se!) de Maria a Deus, a colocou sempre a caminho.

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4º Domingo de ADVENTO: TEMPO DAS MULHERES... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.12.18 | 04:11. Archivado en Liturgia

No mistério da Visitação, uma simples saudação desencadeia uma torrente de comunicação entre duas mulheres grávidas que se enchem de júbilo, enquanto a vida cresce em suas entranhas.

Encontro entre Maria e Isabel, duas mulheres que compartilham um segredo que não são capazes de entrever em toda sua imensidade. E nessa efusão se reconhecem partícipes de uma história que as ultrapassa. Encantadas, agradecidas, maravilhadas, expressam os sentimentos de seu coração no louvor a Deus: “Minh’alma engrandece o Senhor!”

O evangelho da Visitação nos convida a contemplar como Maria saiu de sua casa e empreendeu apressadamente uma viagem. O “fiat” (faça-se!) de Maria a Deus, a colocou sempre a caminho.

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2º Domingo do Advento: UMA VOZ QUE PROTESTA E SUBVERTE... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

08.12.18 | 04:06. Archivado en Liturgia

Esta é a voz daquele que grita no deserto... (Lc 3,4)
Em um mundo barulhento não é fácil prestar atenção às vozes carregadas de vida. O excesso de problemas petrificam, por vezes, a nossa própria interioridade. Hoje, o Advento, nos apresenta o estímulo da voz de João Batista que apela a modificar nossas prioridades, e ouvir a voz dos que buscam um outro estilo de vida colocando as pessoas acima de tudo.

Essa foi a missão do profeta João proclamando mudança e abertura à novidade d’Aquele que está chegando. Voz e vida que clamam.

A voz de João grita no deserto, mas ressoa em nosso próprio interior, destravando consciências silenciadas por uma cultura interesseira.

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1º domingo do Advento: DEUS À VISTA... (Pe. A. Palaoro SJ)

30.11.18 | 04:52. Archivado en Liturgia

Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis...( Lc 21,34)
Com o Advento, começamos um novo ano litúrgico. O ser humano, ferido pela estreiteza da vida, descobre a fragilidade, o medo, a dor, o sem-sentido pelo qual volta a gritar a seu Criador lhe envie um raio de luz, e dirige seus olhar para “Aquele que está à vista”. Queremos reacender nossa esperança, alimentar uma presença inspiradora nesse contexto social no qual vivemos, carregado de trevas e abalos.

O Tempo do Advento tem algo de belo e atraente que mobiliza o nosso coração em direção ao Natal. Tempo tranquilo convidando-nos a sonhar e a viver mais despertos. E os vários personagens que emergem no Advento ativam em nós uma ousada esperança.

O velho Isaías, por exemplo, nos ensina a viver sempre jovens: gritar pela esperança em tempos de sofrimento, e a confiar em dias melhores. Ele diz que somos nós os que devemos dar um colorido especial à vida e que Deus é como um tição fumegante

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REALEZA INTERIOR, NOSSO SER VERDADEIRO... (P. A. Palaoro SJ)

24.11.18 | 12:39. Archivado en Liturgia

Foi o Papa Pio XI, em 1925, que instituiu a festa de Cristo Rei. A Igreja estava perdendo seu prestígio, acossada pela modernidade. Com esta festa, tentou-se recuperar o terreno perdido frente a um mundo secular e descrente: recuperar o reinado de Cristo e de sua Igreja. Confessando Cristo como Rei universal queria-se que também a Igreja participasse já aqui na terra dessa realeza.

A intenção da festa pode até ser boa, mas o título atribuído a Jesus não poderia ser de seu agrado. Na realidade, o que celebramos é um Jesus Servo, que se coloca a serviço dos mais desfavorecidos, sem poder, sem glória e sem pompas.

Podemos conservar o título, mas mudar a maneira de entendê-lo; Jesus é “Rei do Universo” quando a paz, o amor e a justiça reinarem em todos os rincões da terra. Portanto, qualquer conotação com o poder e a pompa esvazia a mensagem de Jesus. Uma coroa de ouro na cabeça, um cetro brilhante nas mãos, um manto tecido de brocados e pedras preciosas, são muito mais degradantes que a coroa de espinhos e a cana que os soldados colocaram em suas mãos. Diante de Pilatos, Jesus açoitado e coroado de espinhos, se mostra sereno e revela a plena humanidade de um Rei sem reino e dos desamparados...

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32ª DTC: AS MOEDAS DO CORAÇÃO NÃO FAZEM RUÍDO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

10.11.18 | 04:02. Archivado en Liturgia


Embora o relato deste domingo se reduz a poucos versículos, tem uma profundidade enorme. É o melhor resumo do evangelho: toda a parafernália religiosa externa não tem nenhum valor espiritual; o único que importa é o interior de cada pessoa.

Vivemos a cultura da superficialidade e da aparência e perdemos o caminho do coração; carecemos de interioridade, carecemos de humanidade.

Este simples relato deixa clara a crítica de Jesus à religião de seu tempo (e a de todos os tempos). N’Ele destaca-se a diferença entre o cumprimento de normas e a vivência interior, entre os ritos e a experiência de Deus. Ainda não aprendemos a lição. Hoje continuamos dando mais importância ao externo que a uma atitude interior. Nós mesmos continuamos dependentes da vaidade e da aparência e não da atitude vital, de onde flui nossa vida.

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31º DTC: Todos os santos/as... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

03.11.18 | 04:53. Archivado en Liturgia

"Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5,12)

No dia em que a Igreja faz memória de todos os Santos e Santas, a liturgia escolhe sabiamente o evangelho das Bem-aventuranças; projeto de realização e de felicidade sem limites. É um programa de vida para alcançar a beatitude, a vida ditosa e bem-aventurada... Felizes! A primeira coisa que Jesus deseja é que sejamos felizes...

Jesus não faz referência às práticas religiosas, rituais ou doutrinas, mas à vida e vida plena centrando-se nos outros, e colocando-os acima dos próprios interesses.

“Bem-aventurança”, em hebraico, quer dizer “em marcha”; infelicidade é estar imobilizado, parado sobre a própria imagem, memórias ou sofrimentos... Por isso a bem-aventurança consiste em dar um passo a mais a partir do lugar onde estamos. Cada uma das bem-aventuranças é um convite para caminhar.

Jesus nos convida a nos colocar em movimento, e sair de nossa paralisia e fixação; colocarmos em marcha através de nossa sede e fome de justiça, dos lutos que temos de superar e das oposições que temos de enfrentar... A vida é movimento e as bem-aventuranças possibilitam a passagem de uma vida suportada para uma vida plenamente assumida.

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Domingo, 17 de febrero

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