Terra Boa

23º DTC: ABRIR OS SENTIDOS PARA O ENCONTRO... (Pe. A. Palaoro SJ)

08.09.18 | 16:36. Archivado en Liturgia

“Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia... (Mc 7,31)


Imagem constante no evangelho de Marcos: Jesus é um itinerante; rompe espaços geográficos-culturais-religiosos e transita com muita liberdade pelo território pagão. Nesse deslocamento, trazem um surdo-mudo e pedem a Jesus que lhe imponha as mãos.

Parece lógico que alguém tivesse que atuar para conduzir o surdo-mudo até Jesus, e fosse “tocado”; aqui aparece a força do contato.

Sabemos pouco da riqueza de nosso contato. O contato cura. Nas enfermidades muitos buscam o contato. O contato nos envia sempre para dentro, e não é somente o contato da pele, mas o que põe em marcha para nosso interior. O contato nos faz despertar. Existe a idade da palavra, a do ouvido, a do olhar..., mas neste momento Jesus se detém no contato. O caminho do contato é o mais profundo nos encontros humanos. A mão é fonte e canal de energia curativa.

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21º DTC: As palavras sempre rompem alguma coisa... (cf. P. A. Palaoro SJ)

25.08.18 | 04:10. Archivado en Liturgia

As palavras que vos falei são espírito e vida...” (Jo 6,63)

Estamos no final de Jo 6. Chega a hora do desenlace e a alternativa é clara: abrir-se à verdadeira Vida ou permanecer enredados numa vida atrofiada. No mundo de hoje “tomam-se mais decisões por não tomá-las (que já é uma decisão) do que por tomá-las”por acomodação, medo ou inércia.

As palavras de Jesus entraram em choque com a mentalidade vigente; era inadmissível uma mensagem tão exigente e libertadora. Suas palavras romperam mentalidades fechadas e modos arcaicos de viver.

Hoje corremos o risco de “adocicar” as palavras de Jesus. Com frequência transformamos Suas Palavras de Vidaem um conjunto de ritos, doutrinas e normas, para serem manipuladas segundo nossos critérios. Mas, a Palavra desestabiliza e questiona a normalidade doentia de nossa vida. “Palavra dura. Quem consegue escutá-la?”

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ASSUNÇÃO DE MARIA: plenitude do encontro... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

17.08.18 | 15:29. Archivado en Liturgia

“Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?...”

Na festa da Assunção de Maria, a liturgia nos propõe aprofundar o sentido do encontro a partir da contemplação deste horizonte inspirador: a Visitação. Os ícones que expressam esta visita, nos apresentam duas mulheres vinculadas, unidas por um abraço, um beijo, e uma mesma alegria. Elas se revelam mestras da “cultura do encontro”.

Maria e Isabel: duas mulheres cheias de Deus; ambas grávidas, e de modo surpreendente. Elas carregam uma novidade que as supera. Uma, mãe do Messias, e a outra, do arauto dele. Cada uma partilha e reconhece o mistério de Deus na outra.

A Visitação desperta prazer e alegria. Alegria fecunda ligada a dois nascimentos que vão mudar a história de seu povo e da humanidade.

Deus se infiltra no cotidiano e naquilo que não tem maior relevância, ou seja, a vida diária de duas mulheres. Quebra-se assim a centralidade do Templo. Elas festejam as maravilhas do Senhor em um lugar simples, numa região montanhosa, numa casa de família simples. O maravilhoso e extraordinário no corriqueiro e simples.

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19º DTC: Pão da vida... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

11.08.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

Quem come deste pão viverá eternamente...” (Jo 6, 51)
Continuamos com Jo 6, e aumenta a tensão entre os judeus daquela época e Jesus. À medida que Jesus aprofunda no seu ensinamento, aparece a enorme diferença entre a tradição judaica e a Boa Nova de Jesus. E surgem as doentias `murmurações´: “Começaram a `murmurar´ contra Jesus”.

`Murmuravam´ porque Jesus havia dito: “eu sou o pão vivo descido do céu”. Jesus recorda que o povo esteve contra Moisés nos momentos difíceis do deserto, e agora também não confiam nas suas próprias palavras.

A `murmuração´se expressa de inúmeras maneiras, formando uma montanha de ressentimentos e críticas ácidas... `Murmurar´ é contraproducente. A `murmuração´ leva aum afastamento maior.Quem `murmura´ acaba achando-se a pessoa mais incompreendida, rejeitada, negligenciada e desprezada do mundo. E em coração carregado de `murmurações´ e queixas, o Espírito de Deus não tem como agir. Com isso, a pessoa se blinda, tornando-se rígida e fechada em suas posições.

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18ª DTC: O PÃO QUE SUSTENTA VIDAS... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

04.08.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

Continuamos no evangelho de S. João.Jesus entra diretamente em discussão com os judeus na sinagoga de Cafarnaúm. É o início de uma discussão longa e dura, na qual Jesus vai aprofundando as exigências do seuseguimento.Radicaliza o discurso, e aumenta a distância dos seus ouvintes. O processo é: entusiasmo, dúvida, desencanto, oposição, rejeição, abandono.

Alguns O buscavam porque comeram pão, até ficarem saciados. O “sinal” tinha sido um convite a compartilhar, mas eles não perceberam. Esvaziaram o sinal de seu conteúdo, pois eles só estavam atrás do alimento material. Não buscavam a Ele, mas o pão que Ele lhes deu.

“Eu sou o pão da Vida”.A Vida que Jesus promete não vem de fora e de maneira espetacular, como o maná no deserto. Ela se manifesta no cotidiano, como amor descentrado, como partilha dos dons,

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16º DTC: COMPAIXÃO é compartilhar a mesma humanidade...(cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.07.18 | 04:31. Archivado en Liturgia

Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão...” (Mc 6,34)

No evangelho deste domingo Jesus olha a realidade do povo sofrido e descobre também o coração de um Pai que sofre o abandono e a dor de seus filhos e filhas.

Jesus olha e vê... Olha atentamente, uma e outra vez, pousa seu olhar sobre a crosta ressecada e sem beleza dos mal curados. É a miséria da multidão dispersa frente a ausência de verdadeiros pastores; vê até as mordidas mal cicatrizadas dos lobos...

Desse primeiro olhar nascem a compaixão, a misericórdia.

Como outras vezes, Jesus muda o seu plano para acolher a dor das pessoas que surgem de repente em seu caminho; contempla-as, e em sua maneira de se fazer próximo em gestos, palavras e olhares.

Deus é realmente compassivo. E esta compaixão move Jesus em direção das vítimas inocentes, maltratadas pela vida e pelas injustiças dos poderosos. É a compaixão de Deus que faz Jesus tão sensível ao sofrimento e à humilhação das pessoas. Sua paixão pelo Pai se traduz em compaixão pelo ser humano.

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15º DTC: Conhece-se o seguidor de Jesus pelos pés... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

11.07.18 | 15:38. Archivado en Liturgia


“Adeptos do Caminho”: assim eram conhecidos os primeiros seguidores de Jesus (At 9,2), e Ele quer os seus seguidores sempre em caminho, dispostos a parar e conversar, prontos ao encontro e à solidariedade com todos os que vão e vem pela vida.

Continuemos a percorrer nosso caminho cotidiano de uma maneira `cristificada´, sempre solidários com aqueles que se encontram às margens.

Ser itinerante significa ir ao encontro do novo e do diferente. `Sair´ é uma experiência constitutiva da natureza humana porque tem um ar transformador. A `itinerância´ permite ir além de si mesmo, e entrar em outras terras prometidas, e ir ao encontro d’Aquele que nos transcende e se revelou Peregrino.

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14º DTC: Num mundo de indiferença, fazer a diferença... (Pe. A. Palaoro)

07.07.18 | 23:15. Archivado en Acerca del autor, Liturgia

“E ficaram escandalizados por causa dele...” (Mc 6,3)
Marcos não tem relatos da infância de Jesus. Por isso, busca narrar alguns encontros dele com seu povo e sua família. No entanto, para os que melhor O conheciam, Jesus era visto como um homem galileu a mais do povo. Seus conterrâneos estavam tão seguros de que Ele era uma “pessoa normal”, que não aceitavam Seu modo original de ser. “Enquadraram-no” numa família, requisito indispensável, para ser alguém.

O relato deste domingo é surpreendente.Jesus foi rejeitado pelos seus parentes. Ele experimenta a rejeição coletiva de sua comunidade familiar. Os seus não o aceitam como portador da mensagem profética de Deus.

Mas Jesus não se deixou domesticar e nem se acomodou às expectativas de seus conterrâneos. Sua vida desconcertou a todos. Sua presença despertou perguntas, dúvidas e até discussões. Quem será Ele? Será o Messias? Como explicar sua vida?

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11º DTC: O REINO É VERDE... (Pe. A. Palaoro SJ)

16.06.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra; ... e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-27)

Todas as religiões se servem de relatos para revelar a verdade e fazer chegar até nós a sabedoria dos antepassados. A revelação mais antiga e universal é que a Terra e todas as suas criaturas são sagradas.

Como cristãos, seguimos Jesus Cristo, que a Terra, nossa casa comum, acolheu com amor. Os Evangelhos destacam a boa relação que Ele teve com a Terra: Caminhos andados, campos semeados, vento semelhante ao Espírito, árvores das parábolas do Reino, vinhas, figueiras... Jesus experimentou também a dureza da Terra, o calor do deserto, a tempestade acalmada, frio, chuva, brigas, doença, morte...

O ritmo da natureza inspirou Jesus para anunciar que o Reino também tem seu ritmo. Não somos nós que levamos o Reino, mas é nossa missão ajudar a desvelá-lo (tirar o véu) na vida humana. O Reino alcança a todos; ninguém fica excluído.

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10º DTC: POR QUE TEMOS MEDO DE QUEM É DIFERENTE?... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

09.06.18 | 23:25. Archivado en Liturgia

Jesus foi desconcertante! Desconcertou sua família, pois o considerava louco; desconcertou àqueles que o acusavam de “blasfemo”, de “Belzebu”, de “escandaloso”. Jesus desconcertou todos até o final de sua vida, que foi o mais desconcertante. Ele assumiu uma postura diferente frente ao contexto social, religioso e político no qual viveu. Jesus não se “encaixou” em nenhum grupo e deixou transparecer sua liberdade frente às leis e às tradições de seu povo... Por isso foi crucificado.

Numa sociedade corrupta e deformada quem se ajusta ao modo de proceder e de pensar da maioria, não desconcerta ninguém. Jesus viveu deslocamentos contínuose se fez presente em diversos lugares; sua vida se ampliou, sua mente se abriu, e seu coração se expandiu. Seus parentes em Nazaré continuaram vivendo como sempre, Jesus se fez itinerante.

Os deslocamentos de Jesus são um apelo para nossas posturas fechadas e visões preconceituosas... Sem alteridade regenerante caímos no confinamento de uma ortodoxia enrustida, e de um legalismo estéril e nada fraterno. Não queremos impor, mas apenas propor.

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A INTRANSIGÊNCIA PETRIFICA...

02.06.18 | 04:35. Archivado en Liturgia

No Evangelho deste domingo, Jesus desmascara uma patologia do espírito, uma enfermidade da alma chamada de intransigência, e que se expressa em preconceito, intolerância, fanatismo, racismo, indiferença, legalismo, moralismo, matando toda possibilidade de encontro, sobre tudo com os “diferentes”.

O intransigente, porque é vazio de humanismo, deixa transparecer uma visão fechada da realidade. Esta visão atrofiada, a partir do lugar e da posição social ou religiosa que ocupa, leva a um enfrentamentocom outros por razões ideológicas, políticas ou religiosas, em lugar de compreender as verdades latentes que há em todo ser humano.

O roteiro que rege o intransigente é simples: consciente ou inconscientemente, ele divide a humanidade em dois grupos que considera radicalmente opostos. De uma parte, estamos “nós”, que nos encontramos na verdade e somos merecedores de atenção; de outra, se encontram “os outros”, que estão forçosamente equivocados. Só resta eliminá-los, ou afastá-los da presença para que não “contaminem” o ambiente com ideias e atitudes subversivas. O que transparece é: “nós” temos a verdade; “eles” estão errados.

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CORPUS CHRISTI: Mistério de comunhão... (cf- Pe. A. Palaoro SJ)

30.05.18 | 04:45. Archivado en Liturgia

Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus e desprezar o corpo humano, “carne de Cristo”. Fazemos uma ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, “corpos desfigurados”, explorados, manipulados, usados, destruídos dos mais necessitados?... Pode ser que tenhamos um profundo amor pelo “Corpo de Cristo presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão por todos os lados.“Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de tocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)

É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, festa do Corpo histórico e humano de Jesus, amado, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. É também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem: os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos... Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus.

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