Terra Boa

11º DTC: O REINO É VERDE... (Pe. A. Palaoro SJ)

16.06.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra; ... e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-27)

Todas as religiões se servem de relatos para revelar a verdade e fazer chegar até nós a sabedoria dos antepassados. A revelação mais antiga e universal é que a Terra e todas as suas criaturas são sagradas.

Como cristãos, seguimos Jesus Cristo, que a Terra, nossa casa comum, acolheu com amor. Os Evangelhos destacam a boa relação que Ele teve com a Terra: Caminhos andados, campos semeados, vento semelhante ao Espírito, árvores das parábolas do Reino, vinhas, figueiras... Jesus experimentou também a dureza da Terra, o calor do deserto, a tempestade acalmada, frio, chuva, brigas, doença, morte...

O ritmo da natureza inspirou Jesus para anunciar que o Reino também tem seu ritmo. Não somos nós que levamos o Reino, mas é nossa missão ajudar a desvelá-lo (tirar o véu) na vida humana. O Reino alcança a todos; ninguém fica excluído.

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10º DTC: POR QUE TEMOS MEDO DE QUEM É DIFERENTE?... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

09.06.18 | 23:25. Archivado en Liturgia

Jesus foi desconcertante! Desconcertou sua família, pois o considerava louco; desconcertou àqueles que o acusavam de “blasfemo”, de “Belzebu”, de “escandaloso”. Jesus desconcertou todos até o final de sua vida, que foi o mais desconcertante. Ele assumiu uma postura diferente frente ao contexto social, religioso e político no qual viveu. Jesus não se “encaixou” em nenhum grupo e deixou transparecer sua liberdade frente às leis e às tradições de seu povo... Por isso foi crucificado.

Numa sociedade corrupta e deformada quem se ajusta ao modo de proceder e de pensar da maioria, não desconcerta ninguém. Jesus viveu deslocamentos contínuose se fez presente em diversos lugares; sua vida se ampliou, sua mente se abriu, e seu coração se expandiu. Seus parentes em Nazaré continuaram vivendo como sempre, Jesus se fez itinerante.

Os deslocamentos de Jesus são um apelo para nossas posturas fechadas e visões preconceituosas... Sem alteridade regenerante caímos no confinamento de uma ortodoxia enrustida, e de um legalismo estéril e nada fraterno. Não queremos impor, mas apenas propor.

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A INTRANSIGÊNCIA PETRIFICA...

02.06.18 | 04:35. Archivado en Liturgia

No Evangelho deste domingo, Jesus desmascara uma patologia do espírito, uma enfermidade da alma chamada de intransigência, e que se expressa em preconceito, intolerância, fanatismo, racismo, indiferença, legalismo, moralismo, matando toda possibilidade de encontro, sobre tudo com os “diferentes”.

O intransigente, porque é vazio de humanismo, deixa transparecer uma visão fechada da realidade. Esta visão atrofiada, a partir do lugar e da posição social ou religiosa que ocupa, leva a um enfrentamentocom outros por razões ideológicas, políticas ou religiosas, em lugar de compreender as verdades latentes que há em todo ser humano.

O roteiro que rege o intransigente é simples: consciente ou inconscientemente, ele divide a humanidade em dois grupos que considera radicalmente opostos. De uma parte, estamos “nós”, que nos encontramos na verdade e somos merecedores de atenção; de outra, se encontram “os outros”, que estão forçosamente equivocados. Só resta eliminá-los, ou afastá-los da presença para que não “contaminem” o ambiente com ideias e atitudes subversivas. O que transparece é: “nós” temos a verdade; “eles” estão errados.

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CORPUS CHRISTI: Mistério de comunhão... (cf- Pe. A. Palaoro SJ)

30.05.18 | 04:45. Archivado en Liturgia

Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus e desprezar o corpo humano, “carne de Cristo”. Fazemos uma ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, “corpos desfigurados”, explorados, manipulados, usados, destruídos dos mais necessitados?... Pode ser que tenhamos um profundo amor pelo “Corpo de Cristo presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão por todos os lados.“Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de tocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)

É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, festa do Corpo histórico e humano de Jesus, amado, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. É também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem: os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos... Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus.

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Domingo da SANTÍSSIMA TRINDADE... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

26.05.18 | 04:29. Archivado en Liturgia

A Igreja celebra, neste domingo, a Festa da Santíssima Trindade, cume e compêndio de todas as festas do ano: do Deus que é Pai, é Filho e é Espírito.

A festa de hoje plenifica o Tempo Pascal, como uma espécie de “síntese”. Síntese “misterial”, nossa participação no fluxo amoroso das pessoas divinas.

A liturgia nos convoca a viver a experiência do Deus “comunhão de Pessoas”;façamos uma viagem ao interior de Deus,como amor que se revela na história da humanidade como Pai, Filho e Espírito Santo.

A maioria dos cristãos não sabe que, ao adorar a Deus como Trindade, está confessando que Ele é só amor, acolhida, ternura e misericórdia.

A viagem ao interior de Deus se converte em movimento ao exterior, no encontro expansivo com todos os homens e mulheres. Quanto mais mergulhemos em Deus, comunidade de Amor, mais poderemos expandir-nos em solidariedade, amor e justiça para com todas as pessoas.

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Pentecostes: O “sopro” do Ressuscitado nas raízes de nossa existência... (Pe. A. Palaoro SJ)

19.05.18 | 04:19. Archivado en Liturgia

Pentecostes é uma festa eminentemente pascal. Sem a presença do Espírito, a experiência pascal não seria possível. Ressurreição, Ascensão, Pentecostes e missão eclesial aparecem intimamente articuladas. Não são momentos isolados, mas simultâneos e dinamizadores na comunidade dos seguidores de Jesus.

O Ressuscitado, através da eficácia do sopro do Espírito, reconstrói relações rompidas, afasta o medo, e abre o horizonte da missão.

“Espírito” (termo latino; em hebraico “ruah”) significa vento, ar, alento, vida, amplitude, espaço ilimitado... A totalidade de nosso ser está empapada do Ruah de Deus. “Ruah” evoca o sopro do vento, a brisa fresca que traz a chuva, considerada como uma benção.

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ASCENSÃO: ampliar nossos horizontes atrofiados... (cf. Pe. A Palaoro SJ)

12.05.18 | 04:25. Archivado en Acerca del autor, Liturgia

Após uma longa e criativa caminhada com Jesus, a liturgia nos faz “desaparecer em Deus”, como o Cristo da Ascensão “desapareceu em Deus”.

Depois da Ressurreição, Jesus “ascendeu”. E fez isso abertamente. Os discípulos, atordoados, permaneceram olhando para o alto, enquanto Jesus partia. Começava uma nova maneira de se fazer presente junto aos seus seguidores. Ele os estaria acompanhando todos os dias até o fim do mundo. Nada de ruptura, mas uma mudança qualitativa.

Jesus “foi levado ao céu”... Não se “elevou ao céu” no sentido estrito, senão que “desceu” ao mais profundo de nossa existência, para dentro da nossa história. Presença misteriosa, não restrita aos limites do espaço e do tempo. Transcende o que se pode ver e tocar.

Naqueles Onze apóstolos, “catequizados” pelas mulheres que fizeram a primeira experiência de encontro com o Ressuscitado, nos encontramos todos os cristãos.

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AMOR VIVIDO NA ALEGRIA... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

05.05.18 | 04:41. Archivado en Liturgia

O Evangelho deste domingo é desenvolvimento do tema do domingo anterior, ou seja, a videira e os ramos. Jesus explica em quê consiste essa “conexão” com a Videira verdadeira. Apresentando sua união com o Pai, Jesus vai desvela a essência de sua mensagem. Ele nos coloca diante do Amor vivido na alegria.

Trata-se de entrar em sintonia com o modo de amar de Deus: amor descendente, sem fronteiras, oblativo e expansivo que se “revela mais em obras do que em palavras”(S. Inácio). Estamos envolvidos pelo Amor transbordante de Deus. Amor“que desce do alto” e Amor que flui para os outros; Amor que vem do outro e Amor que retorna à sua Fonte...

Mandamento novoem oposição ao antigo, ou seja, a Lei. Jesus não manda amar a Deus nem amar a Ele, mas amar como Ele ama. Não é lei que se impõe de fora; mas emana do coração alegre de Deus e de todos nós. Dinamismo expansivo que brota de dentro e nos impulsiona em direção ao outro, sem buscar recompensa.

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5º DTP: CONECTADOS À VIDA... (Pe. A. Palaoro SJ)

28.04.18 | 13:57. Archivado en Liturgia

Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira...” (Jo 15,4)

Se há algo que caracteriza nosso tempo é a consciência de ser rede-comunhão-interconexão. Tudo está interconectado na globalidade que vivemos; formamos parte de um todo.

Este tempo pede de nós “uma espiritualidade da conexão”, experiência da Unidade, de estender pontes entre culturas, raças, sexos, crenças religiosas, ideologias, de romper fronteiras, de estreitar laços, de criar espaços acolhedores... Sair de nossos pequenos círculos para criar vínculos com tantas pessoas, grupos, organizações sociais e movimentos que buscam a globalização da solidariedade, da interconexão responsável, da comunhão universal.

A imagem da videira e dos ramos, no Evangelho de hoje, revela a teia das relações, das inter-dependências e da comunhão de todos com a Fonte originária de tudo. Pertencemos a uma comunidade cósmica de vida. Estamos relacionados com todas as criaturas e com o próprio Criador, alimentados pela mesma seiva divina, que tudo sustenta com sua mão providente. Há uma unidade fundamental que perpassa todas as partes do universo, na forma de uma “rede”.

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4º DTP: JESUS BOM PASTOR...

21.04.18 | 04:07. Archivado en Liturgia

A partir deste 4º Domingo de Páscoa, a liturgia se afasta dos relatos das aparições do Senhor, mas não sai do tema pascal. O tema do Bom Pastor: dar a Vida, está profundamente sintonizado com o tempo de Páscoa. Jesus está vivo e comunica Vida à comunidade.

Crer e anunciar a Ressurreição é confiar na Vida que já não morre. Somos chamados a proclamar que há algo mais além da vida limitada e frágil. A morte foi vencida. Viver a Páscoa significa apostar pela qualidade de vida. Paira por todo lado uma falta de cuidado para com tudo e todos. Jesus foi o “homem-do-cuidado” e deixou aos seus seguidores esse mesmo estilo de vida. O evangelista Marcos diz com extrema finura: Ele fez bem todas as coisas! (Mc 7,37).

A cada dia o Pai chama as criaturas pelo nome e as convoca à vida: águas fluem, animais procriam, astros retomam seu curso e o ser humano acorda para cumprir suas tarefas. A Criação se refaz de crepúsculo em crepúsculo e de aurora em aurora.

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3º DTP: RESSURREIÇÃO, ENCONTROS RE-CONSTRUTORES...

14.04.18 | 04:11. Archivado en Liturgia

Poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais... Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos. A Igreja sente-se chamada a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação,enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas (Papa Francisco – Misericordiae Vultus)

Se quisermos que a nossa vida cristã tenha a marca da Ressurreição, o convite é este: sair do próprio túmulo para viver encontros carregados de vida. É preciso remover as pedras que foram soterrando a vida dentro de nós e romper os muros que cercam nosso coração; é necessário compreender que somos chamados a um compromisso diferente e mais profundo: destravar portas e janelas, sair da reclusão de nossas casas para entrar na grande “casa” de Deus; romper com o tradicional para acolher a surpresa; deixar a “margem conhecida” para vislumbrar o “outro lado”; afastar a “pedra” da entrada do coração para poder viver os encontros com mais criatividade.

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RESSURREIÇÃO: ENCONTROS RE-CONSTRUTORES...

04.04.18 | 04:39. Archivado en Liturgia

“Poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais... Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos. A Igreja sente-se chamada a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação,enfaixá-las com a misericórdiae tratá-las com a solidariedadee a atençãodevidas”(Papa Francisco – Misericordiae Vultus)

Se quisermos que a nossa vida cristã tenha a marca da Ressurreição,o convite é este: “sair do próprio túmulo”para viver “encontros carregados de vida”. É preciso remover as pedrasque foram soterrando avidadentro de nós e romper os murosque cercam nosso coração; é necessário compreender que somos chamados a um compromissodiferente e mais profundo: destravar portas e janelas, sair da reclusão de nossas casas para entrar na grande “casa”de Deus; romper com o tradicional para acolher a surpresa; deixar a “margem conhecida”para vislumbrar o “outro lado”; afastar a “pedra”da entrada do coração para poder viver os encontros com mais criatividade.

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