Terra Boa

A graça da vocação...

08.08.18 | 14:00. Archivado en Espiritualidade

Em zigue-zague caminhava totalmente perdido pelas estradas do mundo... Meu ponto de partida ficava distante, imerso na penumbra do tempo, e já não mais se via. Na minha frente, mil e uma possibilidades, mas todas elas perdidas. O tudo era nada e o nada maliciosamente era tudo! Assim era a minha vida!

Como criança rebelde, amava o primeiro que via. Era o momento, fragmentos de uma existência... Não me saciavam! Quantas vezes convertia-me naquilo que avistava e, quando me olhava percebia assustado que estava vazio. Nada! Nada havia! Apenas um imenso deserto me ocupava...

Tudo era relativo, menos os meus desejos... Nada sobressaia do meio das coisas. Que monotonia sem igual! E as pessoas? Objetos iguais aos outros e se alguém destacava, brilhava por pouco tempo. Quantas vezes me perdi em sonhos sem sentido e em fantasias loucas... O barulho me envolvia continuamente como líquido amniótico. O único que consegui, nesse longo caminho, foram algumas feridas... Você me entende? Só feridas! Oh! vida sem sentido, luz que não ilumina, água que me foi dada e não sacia!... Onde está a fonte?

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Místicos ou gnósticos?

18.07.18 | 04:12. Archivado en Espiritualidade

São Tomé viu o homem Jesus e o confessa como Deus: Meu Senhor e meu Deus! Outros não enxergam nada naquilo que vêem, mas o verdadeiro cristão encontra Deus em todas as coisas e todas as pessoas.

O cristianismo chegou a nós por duas vertentes: alguns judeus de Jerusalém e de outros poucos pagãos do Império Romano que acreditaram em Jesus como Messias, isto é Senhor e Salvador. Os primeiros cristãos procediam dessas culturas e trouxeram consigo algumas tradições que penetraram e deixaram marcas no cristianismo iniciante.

O judaísmo coloca a Lei revelada como mediação do Todo-poderoso. A Torá era, pois, o ponto de encontro entre Deus e os homens e destes com Deus. Com o passar do tempo, a Lei pedagoga se transformou em opressora, exigindo das pessoas uma submissão avassaladora.

O paganismo (grego ou romano) cultuava infinidade de entidades, conforme as necessidades dos seus seguidores. O fenômeno religioso dos pagãos exteriorizava o melhor da suas mentes e desejos. Cada um adorava e cultuava aquilo que achava e sentia melhor para si.

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Fantasmas, espíritos e demônios...

17.07.18 | 04:01. Archivado en Espiritualidade

Há pessoas medrosas que acreditam em tudo, menos que foram salvas por Jesus. Outros vivem à merce da sua imaginação e pulsões instintivas que eles chamam de fantasmas, espíritos ou demônios. Estes vivem aterrorizados e, sem saber como se proteger, por isso apelam a tudo e por todos que puderem ajudar de algum modo.

Imaginação e pulsão são antigas na história dos humanos e precisamos entendê-las, para não sermos reféns delas.

Os pais do deserto, aqueles antigos cristãos dos primeiros séculos, sentindo e experimentando suas limitações, acorriam à solidão, para manter contato com o seu 'eu profundo e inconsciente' e se reconciliar com suas emoções e paixões. Tomando consciência do que eram, venciam seus 'fantasmas e demônios' e encontravam o meio de se manter erguidos, pela aceitação humilde da sua realidade humana. Como diz um antigo adágio do oriente: Uma árvore não fica de pé se não estiver profundamente enraizada na terra!

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Dialogando com a própria sombra... (cf. Marta Vieira)

13.03.18 | 05:19. Archivado en Espiritualidade

E aí que eu sonhei que estava tomando café da manhã com a presidenta Dilma, aqui em minha casa...

Ela me chamava de "Martinha" e era em extremo gentil!... Bem que eu notava que ela havia levado um farnelzinho com `quitutes´ mais requintados do que os que eu poderia oferecer, e comia deles, dissimuladamente.

E não é que acordei tomada de simpatia pela criatura? Pelo jeito, minha sombra trator, dominadora, autoritária, reativa, primária, vem me oferecer conciliação...

Mas, continua a nutrir-se de elementos próprios, `quitutes´ que minha consciência não apreende.

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A linguagem da alma...

20.12.17 | 04:20. Archivado en Espiritualidade

Eu senti Deus dançando dentro e fora de mim...
Alguém me disse que estava lendo com prazer o livro: Imaginative praire. E eu pensei: a linguagem do corpo facilmente a entendemos, mas e a outra, a da alma?

O ser humano é uma unidade psicofísica, inseparável, mas espontaneamente manifestamos mais uma dessas dimensões.

Hoje quero aprofundar mais na linguagem da alma e como ela se manifesta. Iniciar apenas uma conversa...

Conheço pessoas que são farmácias ambulantes, hipocondríacas perdidas, e carregam consigo uma bateria imensa de remédios que tomam ou que poderiam tomar. Será que essa fraqueza manifesta não têm nada a ver com o que sentimos e não vemos?

Neste mundo acelerado, onde tudo é rápido e descartável, as múltiplas experiências mal vividas e digeridas deixam marcas (e às vezes consequências!) no corpo e na alma

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Os 7 pecados capitais dos ultraconservadores... (Fernando Cyrino)

16.11.17 | 05:05. Archivado en Espiritualidade


Conservar é manter, e fazer com que permaneça para o futuro aquilo que parece importante. O que não deve acontecer é que se estacione no passado, agindo como um motorista que dirige com os olhos mirando apenas o retrovisor. Ou como um carro que é provido apenas de freio. O mundo caminha para adiante e não para trás. Deus se coloca sempre à nossa frente, nos convocando a dar mais um passo. A nos dizer para que não tenhamos medo.

Que tal, para ajudar a nossa reflexão, pensarmos nas sete faltas básicas que são cometidas quando nos fechamos completamente ao porvir. Eis aqui os pecados que, nessas horas são passíveis de serem cometidos (dentre muitos outros, claro):

1 – Confundir tradição com tradicionalismo. A tradição vem de Jesus, dos apóstolos e dos padres da Igreja, principalmente. Daí a pegar algo de 400, 500, ou mesmo 100 anos e dizer que se trata de tradição basilar da Igreja, vai uma distância imensa e que não deve ser ultrapassada.

2 – Ficar paralisado pelo medo do futuro. O amanhã sempre é desconhecido, e é normal que amedronte. O que não pode acontecer é permanecer parado, ou mesmo regredir por causa desse temor. Deus afasta o medo..., ensina-nos a canção de Taizé.

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Inácio de Loyola: da Conversão para a Conversação...

12.11.17 | 04:29. Archivado en Espiritualidade

Vivemos num mundo, onde a experiência e a palavra ocupam lugares privilegiados. Quem consegue expressar sua própria realidade e a realidade que o circunda não só consegue entender o acontecido, mas também, o consegue superar. A Bíblia nos diz que o homem, dando nome às criaturas, ficava senhor delas. Quem é capaz de dar nome às coisas ou acontecimentos possui uma segurança e um conhecimento maior do que aqueles que não o fazem.

Não é só em relação às coisas que a palavra ajuda a nos situar. A palavra é fundamental na inter-relação com os outros seres humanos. É pela palavra que nos revelamos ou nos escondemos. Expressar-se fielmente na verdade, não é fácil. Muitas pessoas não conseguem ultrapassar o nível mínimo de comunicação entre elas, usando o mínimo de expressões, para revelar o mínimo de si próprias. Vivem fechadas e não manifestam, por medos e bloqueios, nada de si mesmas. E assim passam a vida!

A comunicação entre pessoas se dá através de gestos e de palavras, que traduzem e concretizam uma possível prática ou teoria e leva ao crescimento dos inter-locutores. Não é fácil! A separação, quase infinita, que existe entre um "EU" e um "TU" só pode ser superada pelo gesto e pela palavra!

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Por que não ser padre?...

10.08.17 | 04:45. Archivado en Espiritualidade

Agosto, mês das vocações... 1983 e 2003 foram Anos Vocacionais no Brasil. Os bispos assim o decidiram respondendo às necessidades de tantas comunidades e aos anseios, ainda não clarificados, de muitos jovens. A Campanha da Fraternidade de 2013 foi sobre a Juventude e teve como lema "Eis-me aqui, envia-me!" (Is 6,8), segunda Campanha da Fraternidade sobre esse tema, pois a primeira teve como lema “Juventude, caminho aberto”, em 1992. Também em 2013 aconteceu a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Inesquecível!

Todo jovem está numa idade "vocacional", de definição da sua profissão e também do estado de vida. Daí o interesse pelo tema "vocação". Mas o que é vocação? Quais as possíveis decisões e as suas conseqüências?

Um dia recebi o seguinte bilhete, que me pareceu um grito incontido de um jovem amigo: "Eu sei que devo seguir o Senhor Jesus. Mas como?... Quando?... Onde?..." Sabemos aonde queremos chegar, mas duvidamos do caminho a seguir.

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O mundo da mística...

01.07.17 | 04:42. Archivado en Espiritualidade

Há pessoas que ficam a vida toda no nível da corporeidade, e das sensações mais primárias: Provavelmente são primitivas e narcisistas. Outras evoluem, crescem e percebem que além do corpo também há a mente, com suas imagens e pensamentos que abrem horizontes para além de si mesmos. Os relacionamentos humanos, para eles, são fundamentais. Estas aprenderam a ser mais fraternos e solidários. Mas, há outro grupo que, sem perder o contato com o mundo real das coisas e das pessoas, colocam o seu coração na transcendência da realidade ordinária, e mergulham no mistério da interioridade e da profundidade. São pessoas sensitivas, pacíficas e até místicas que experimentam a comunhão universal com tudo e todos, como o amor de dois amantes. São trans-pessoais, holísticos e contemplativos.

Todos percebemos os objetos no nível sensorial e as imagens do mundo mental, mas nem todos experimentam ou percebem esta realidade do mundo psíquico e espiritual que está além dos sentidos corporais. Olhamos as coisas e as pessoas por fora, mas quase nunca as percebemos por dentro. Cada um olha o mundo a partir do o estágio em que se situa e vive. Conheço estes três olhares: O olhar animal, o racional e o contemplativo ou místico. O olhar espiritual é muito maior, mais profundo e abrangente do que os anteriores.

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Espiritualidades condicionadas e condicionantes...

27.06.17 | 05:22. Archivado en Espiritualidade

Os santos enfrentaram os seus demônios...
Na Igreja há diversas espiritualidades nascidas de experiências ‘fortes e significativas’ de algumas pessoas que consideramos santas. Santas, mas sempre humanas e sujeitas às instâncias inconscientes do Id ou do Superego.

Estas espiritualidades nascidas de experiências profundas se situam num desses princípios psíquicos que nos habitam e o revelam. Uma curiosidade, assim como o Id rejeita instintivamente o Superego e este aquele, quem vive um tipo de espiritualidade enraizada numa dessas duas forças do inconsciente exclui sistemática e instintivamente a outra dimensão. Isso é curioso e alarmante, pois facilmente rejeitamos os outros não por razões, mas por emoções!

Assim como há pessoas que vivem a partir de suas dimensões inconscientes e condicionadas (Id e Superego), também há espiritualidades que se situam inconscientemente numa dessas formas. No fundo, nossas crenças parecem ser mais um jogo de seduções emocionais do que de convicções religiosas.

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Uma história emocionante e verídica: Tommy...

26.05.17 | 05:47. Archivado en Espiritualidade

Um dia, estava eu de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para o nosso 1º dia de aula. Foi aí que vi Tom, pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele tinha cabelos longos e muito louros que batiam uns 20 cm abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos.

Acho que a moda estava apenas começando nessa época. O que importa não é o que está fora, mas o que vai por dentro da cabeça, pensei, mas confesso que fiquei chocado. Logo classifiquei Tom com um ‘E’ de ‘estranho’, muito estranho! E ele acabou se revelando como o ‘ateu da turma’ no meu curso de Teologia. Constantemente fazia objeções e questionava a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora admito que às vezes ele era bastante incômodo.

No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?

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Crise da Meia-Idade...

14.05.17 | 04:53. Archivado en Espiritualidade

Muito se tem falado e escrito sobre a crise experimentada por aqueles que se aproximam da metade da vida. A idade madura é caracterizada por determinantes específicos tais como força pessoal, eficiência no trabalho, responsabilidade, interioridade e nas mulheres, sobre tudo e também, por certas repercussões fisiológicas e psicológicas particulares. Os posicionamentos afetivos, vividos nas etapas precedentes, passam, agora, a serem percebidos de modo diferente, quando não se conta mais com a energia e a força da vontade, inerentes à juventude. Entre 40 e 50 anos, somos chamados a vivenciar novos relacionamentos, mais profundos e complexos que os anteriores, por ser maior o campo de visão. Quando diminuem as próprias forças, podemos confiar mais nos outros e também em Deus.

Na primeira metade da vida a maioria das pessoas luta, teimosamente, por se abrir para o mundo exterior, privilegiando as mediações do corpo e do ativismo. Desse modo, se pretende encontrar o sentido da vida.

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Lunes, 24 de septiembre

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