Terra Boa

INÁCIO DE LOYOLA (1491-1556): itinerância geográfica e percurso interior... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

31.07.18 | 02:09. Archivado en Jesuítas

Inácio de Loyola foi um homem dos tempos novos, agitados, turbulentos e transbordantes de novidades que punham em questão o que até então ele recebera. Após sua conversão, um novo “movimento”começa em sua vida e ele passa a viver a aventura do peregrino, com deslocamentos,internos e geográficos. Torna-se peregrino do Absoluto.

Em marcha, sem encurtar os passos, o peregrino avança livre, sem deixar-se aprisionar por nada nem por ninguém. Essa peregrinação interna e geográfica o torna mais humano e religioso.

Nas suas andanças descobrirá que não há uma “Terra Santa”, privilegiada, mas há uma maneira santa de caminhar sobre a terra. É a nossa maneira de proceder na terra que a torna sagrada.

O equilíbrio do corpo, o equilíbrio do nosso psiquismo, o equilíbrio de nossa vida espiritual depende deste enraizamento dos nossos pés.E se as raízes forem sadias, toda a árvore será sadia. É por aí, pois, que devemos começar os nossos cuidados.

A tradição dos Padres do Deserto diz que todos nós temos os pésvulneráveis, muitas vezes feridos e maltratados. Precisamos sermos cuidados e curados no nível de nossos pés; passar dos“pés inchados e feridos”aos “pés alados”.

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16º DTC: COMPAIXÃO é compartilhar a mesma humanidade...(cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.07.18 | 04:31. Archivado en Liturgia

Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão...” (Mc 6,34)

No evangelho deste domingo Jesus olha a realidade do povo sofrido e descobre também o coração de um Pai que sofre o abandono e a dor de seus filhos e filhas.

Jesus olha e vê... Olha atentamente, uma e outra vez, pousa seu olhar sobre a crosta ressecada e sem beleza dos mal curados. É a miséria da multidão dispersa frente a ausência de verdadeiros pastores; vê até as mordidas mal cicatrizadas dos lobos...

Desse primeiro olhar nascem a compaixão, a misericórdia.

Como outras vezes, Jesus muda o seu plano para acolher a dor das pessoas que surgem de repente em seu caminho; contempla-as, e em sua maneira de se fazer próximo em gestos, palavras e olhares.

Deus é realmente compassivo. E esta compaixão move Jesus em direção das vítimas inocentes, maltratadas pela vida e pelas injustiças dos poderosos. É a compaixão de Deus que faz Jesus tão sensível ao sofrimento e à humilhação das pessoas. Sua paixão pelo Pai se traduz em compaixão pelo ser humano.

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Místicos ou gnósticos?

18.07.18 | 04:12. Archivado en Espiritualidade

São Tomé viu o homem Jesus e o confessa como Deus: Meu Senhor e meu Deus! Outros não enxergam nada naquilo que vêem, mas o verdadeiro cristão encontra Deus em todas as coisas e todas as pessoas.

O cristianismo chegou a nós por duas vertentes: alguns judeus de Jerusalém e de outros poucos pagãos do Império Romano que acreditaram em Jesus como Messias, isto é Senhor e Salvador. Os primeiros cristãos procediam dessas culturas e trouxeram consigo algumas tradições que penetraram e deixaram marcas no cristianismo iniciante.

O judaísmo coloca a Lei revelada como mediação do Todo-poderoso. A Torá era, pois, o ponto de encontro entre Deus e os homens e destes com Deus. Com o passar do tempo, a Lei pedagoga se transformou em opressora, exigindo das pessoas uma submissão avassaladora.

O paganismo (grego ou romano) cultuava infinidade de entidades, conforme as necessidades dos seus seguidores. O fenômeno religioso dos pagãos exteriorizava o melhor da suas mentes e desejos. Cada um adorava e cultuava aquilo que achava e sentia melhor para si.

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Fantasmas, espíritos e demônios...

17.07.18 | 04:01. Archivado en Espiritualidade

Há pessoas medrosas que acreditam em tudo, menos que foram salvas por Jesus. Outros vivem à merce da sua imaginação e pulsões instintivas que eles chamam de fantasmas, espíritos ou demônios. Estes vivem aterrorizados e, sem saber como se proteger, por isso apelam a tudo e por todos que puderem ajudar de algum modo.

Imaginação e pulsão são antigas na história dos humanos e precisamos entendê-las, para não sermos reféns delas.

Os pais do deserto, aqueles antigos cristãos dos primeiros séculos, sentindo e experimentando suas limitações, acorriam à solidão, para manter contato com o seu 'eu profundo e inconsciente' e se reconciliar com suas emoções e paixões. Tomando consciência do que eram, venciam seus 'fantasmas e demônios' e encontravam o meio de se manter erguidos, pela aceitação humilde da sua realidade humana. Como diz um antigo adágio do oriente: Uma árvore não fica de pé se não estiver profundamente enraizada na terra!

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Jesus e a sexualidade masculina... (Cf. Agustín Rivarola, SJ)

13.07.18 | 04:53. Archivado en Acerca del autor

Para os homens não é fácil tocar o tema da sexualidade e, menos ainda, rezá-la. Nossa sexualidade virou sinônimo de pênis ereto, instrumento do macho caçador. Desde a puberdade competíamos para saber quem tinha o membro maior e, facilmente afogávamos no esquecimento o mundo dos sentimentos, para não cair na suspeita de sermos homossexuais. Associamos a sexualidade com a força, a potência e a intensidade… e gastamos muitas energias para dominar tudo isso. Mais ainda, se somos pessoas que acreditam, facilmente sofremos Deus como um inimigo da sexualidade humana, alguém mais poderoso e do qual devemos manter-nos afastados ou morrer submetidos a Ele.

Vejamos o tema da sexualidade masculina contemplando a cura de um homem, vendo Jesus recompondo as energias sexuais dele (Mc 5, 1-20).

No relato evangélico encontramos um homem desestruturado sexualmente (“impuro”), e impelido por uma força negativa, de morte (morava nos sepulcros de um cemitério). Este detalhe é mencionado até três vezes e é significativo. De esse lugar excludente provinha a força que o habitava (arrebentava as correntes e quebrava as algemas...), força que o atormentava e feria.

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15º DTC: Conhece-se o seguidor de Jesus pelos pés... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

11.07.18 | 15:38. Archivado en Liturgia


“Adeptos do Caminho”: assim eram conhecidos os primeiros seguidores de Jesus (At 9,2), e Ele quer os seus seguidores sempre em caminho, dispostos a parar e conversar, prontos ao encontro e à solidariedade com todos os que vão e vem pela vida.

Continuemos a percorrer nosso caminho cotidiano de uma maneira `cristificada´, sempre solidários com aqueles que se encontram às margens.

Ser itinerante significa ir ao encontro do novo e do diferente. `Sair´ é uma experiência constitutiva da natureza humana porque tem um ar transformador. A `itinerância´ permite ir além de si mesmo, e entrar em outras terras prometidas, e ir ao encontro d’Aquele que nos transcende e se revelou Peregrino.

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14º DTC: Num mundo de indiferença, fazer a diferença... (Pe. A. Palaoro)

07.07.18 | 23:15. Archivado en Acerca del autor, Liturgia

“E ficaram escandalizados por causa dele...” (Mc 6,3)
Marcos não tem relatos da infância de Jesus. Por isso, busca narrar alguns encontros dele com seu povo e sua família. No entanto, para os que melhor O conheciam, Jesus era visto como um homem galileu a mais do povo. Seus conterrâneos estavam tão seguros de que Ele era uma “pessoa normal”, que não aceitavam Seu modo original de ser. “Enquadraram-no” numa família, requisito indispensável, para ser alguém.

O relato deste domingo é surpreendente.Jesus foi rejeitado pelos seus parentes. Ele experimenta a rejeição coletiva de sua comunidade familiar. Os seus não o aceitam como portador da mensagem profética de Deus.

Mas Jesus não se deixou domesticar e nem se acomodou às expectativas de seus conterrâneos. Sua vida desconcertou a todos. Sua presença despertou perguntas, dúvidas e até discussões. Quem será Ele? Será o Messias? Como explicar sua vida?

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Carta aos pais de homossexuais...

25.06.18 | 04:10. Archivado en Atualidade

Prezados pais,

Os seus filhos são um presente de Deus criador a vocês e à humanidade, assim como a vida de todo ser humano. E vocês são para eles um instrumento da Providência divina para que tenham vida, afeto, educação e valores.

Nós chamamos a Deus de ‘Pai’, conforme a nossa tradição judaico-cristã. Usamos a nossa linguagem e experiência humanas para nos dirigirmos a alguém que ultrapassa os limites do mundo e da nossa vivência. Também reconhecemos nele os traços da ternura materna. A experiência do amor incondicional, que os pais proporcionam, é fundamental para o despertar da fé e para uma sadia relação com Deus.

Ter filhos homossexuais lhes remete à complexa realidade da diversidade sexual. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos.

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11º DTC: O REINO É VERDE... (Pe. A. Palaoro SJ)

16.06.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

“O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra; ... e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-27)

Todas as religiões se servem de relatos para revelar a verdade e fazer chegar até nós a sabedoria dos antepassados. A revelação mais antiga e universal é que a Terra e todas as suas criaturas são sagradas.

Como cristãos, seguimos Jesus Cristo, que a Terra, nossa casa comum, acolheu com amor. Os Evangelhos destacam a boa relação que Ele teve com a Terra: Caminhos andados, campos semeados, vento semelhante ao Espírito, árvores das parábolas do Reino, vinhas, figueiras... Jesus experimentou também a dureza da Terra, o calor do deserto, a tempestade acalmada, frio, chuva, brigas, doença, morte...

O ritmo da natureza inspirou Jesus para anunciar que o Reino também tem seu ritmo. Não somos nós que levamos o Reino, mas é nossa missão ajudar a desvelá-lo (tirar o véu) na vida humana. O Reino alcança a todos; ninguém fica excluído.

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10º DTC: POR QUE TEMOS MEDO DE QUEM É DIFERENTE?... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

09.06.18 | 23:25. Archivado en Liturgia

Jesus foi desconcertante! Desconcertou sua família, pois o considerava louco; desconcertou àqueles que o acusavam de “blasfemo”, de “Belzebu”, de “escandaloso”. Jesus desconcertou todos até o final de sua vida, que foi o mais desconcertante. Ele assumiu uma postura diferente frente ao contexto social, religioso e político no qual viveu. Jesus não se “encaixou” em nenhum grupo e deixou transparecer sua liberdade frente às leis e às tradições de seu povo... Por isso foi crucificado.

Numa sociedade corrupta e deformada quem se ajusta ao modo de proceder e de pensar da maioria, não desconcerta ninguém. Jesus viveu deslocamentos contínuose se fez presente em diversos lugares; sua vida se ampliou, sua mente se abriu, e seu coração se expandiu. Seus parentes em Nazaré continuaram vivendo como sempre, Jesus se fez itinerante.

Os deslocamentos de Jesus são um apelo para nossas posturas fechadas e visões preconceituosas... Sem alteridade regenerante caímos no confinamento de uma ortodoxia enrustida, e de um legalismo estéril e nada fraterno. Não queremos impor, mas apenas propor.

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A INTRANSIGÊNCIA PETRIFICA...

02.06.18 | 04:35. Archivado en Liturgia

No Evangelho deste domingo, Jesus desmascara uma patologia do espírito, uma enfermidade da alma chamada de intransigência, e que se expressa em preconceito, intolerância, fanatismo, racismo, indiferença, legalismo, moralismo, matando toda possibilidade de encontro, sobre tudo com os “diferentes”.

O intransigente, porque é vazio de humanismo, deixa transparecer uma visão fechada da realidade. Esta visão atrofiada, a partir do lugar e da posição social ou religiosa que ocupa, leva a um enfrentamentocom outros por razões ideológicas, políticas ou religiosas, em lugar de compreender as verdades latentes que há em todo ser humano.

O roteiro que rege o intransigente é simples: consciente ou inconscientemente, ele divide a humanidade em dois grupos que considera radicalmente opostos. De uma parte, estamos “nós”, que nos encontramos na verdade e somos merecedores de atenção; de outra, se encontram “os outros”, que estão forçosamente equivocados. Só resta eliminá-los, ou afastá-los da presença para que não “contaminem” o ambiente com ideias e atitudes subversivas. O que transparece é: “nós” temos a verdade; “eles” estão errados.

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NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL... (30/MAI)

31.05.18 | 04:28. Archivado en Religião

Ontem, perguntava no blog sobre “Cadê a CNBB...”, já que até o momento silenciava sobre o momento nacional. Agora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma nota de solidariedade com os caminhoneiros. Confira aqui, sabendo que os destaques são meus:

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL
Jesus entrou e pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco” (Jo 20,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, solidária com os caminhoneiros, trabalhadores e trabalhadoras, em manifestações em todo território nacional, e preocupada com as duras consequências que sempre recaem sobre os mais pobres, conclama toda a sociedade para o diálogo e para a não violência. Reconhecemos a importância da profissão e da atividade dos caminhoneiros.

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Miércoles, 19 de septiembre

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