Terra Boa

NOTA DA ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE SOBRE O DESASTRE DE BRUMADINHO...

27.01.19 | 04:18. Archivado en Atualidade

Mais uma “abominação da desolação”, como disse Jesus no Evangelho de Marcos, referindo-se aos absurdos nascidos das ganâncias e descasos com o outro, com a verdade e com o bem de todos: mais uma barragem rompida em Minas Gerais, agora em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Arquidiocese de Belo Horizonte une-se a cada um dos atingidos, compartilhando suas dores. Nossas comunidades de fé, especialmente às que servem ao Vale do Paraopeba, estejam juntas, para levar amparo, ajuda, a todos que sofrem diante de tão lamentável tragédia.

Os danos humanos e socioambientais são irreparáveise apontam para uma urgência, já tão evidente: é preciso repensar modelos de desenvolvimento que desconsideram o respeito à natureza, os parâmetros de sustentabilidade. Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade

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3º DTC: COM O CORAÇÃO NAS MÃOS... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

26.01.19 | 14:40. Archivado en Liturgia

Libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor... (Lc 4,18-19)


O Espírito conduziu Jesus para a experiência do deserto. Hoje nos impele para o deserto da existência humana: ser presença inspiradora e comprometida em favor dos últimos, dos mais pobres, excluídos e marginalizados da sociedade. A primazia dos últimos inspirou sempre a atividade de Jesus. Para Ele, os últimos são realmente os primeiros.

Lucas captou isso muito bem quando apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré, aplicando-se as palavras do profeta Isaías (62,1-2). É o seu projeto de vida. Fala-se de quatro grupo de pessoas: “pobres”, “cativos”, “cegos” e “oprimidos”. Eles são a sua primeira preocupação, os prediletos de Deus.

O Deus de Jesus não é o aliado dos piedosos, dos poderosos ou dos sábios. Ele é o Deus dos marginalizados, enfermos e pecadores. Eles não podem ser menosprezados por nenhuma política, ideologia ou religião. Estaremos em sintonia com o Deus de Jesus se estivermos com “o coração nas mãos”.

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CRISTINA: O rosto misterioso de Deus...

23.01.19 | 12:34. Archivado en Atualidade

Neste momento de minha vida deixo derramar sobre o papel a estória de um grande amor de Deus para comigo. Saciada e curada por esse mesmo amor. Permito-me percorrer essa estrada que me leva de volta para minhas origens. O rosto de Deus, para mim, é ternura e misericórdia...

Tenho 09 anos de idade; sou de uma família de agricultores. Somos mais de 6 irmãos. Sou a segunda filha deste casal. Minha mãe a mais bela mulher, a mais forte e a mais santa. Meu pai um homem culto, com um gosto pelos romances. Desde muito cedo nos ensinou a ler e fazer as primeiras contas, e a escrever. Tinha o costume de ler romances para minha mãe, enquanto ela preparava as refeições ou bordava. Porém, meu pai também era um homem extremamente violento. O que mamãe tinha de bondade e ternura, meu pai tinha de maldade. Batia em nós com facilidade, era impaciente, exigente. Ensinou-nos a rezar, respeitar os outros, ser honesto, ver no pobre o próprio Cristo, partilhar com eles os bens. Tinha bons princípios morais, mas era um doente sexual. Vivia continuamente uma tara, um fetiche... E por ai que vai se desenvolver um duelo entre a graça e o pecado.

Na minha ingenuidade infantil começo a sentir que o procedimento de meu pai para comigo é estranho. Contradizia tudo o que ele mesmo me havia ensinado: não pecar contra castidade. Agora tudo estava ao avesso, pois meu pai estava decidido a ter relações sexuais comigo.

A nossa casa virou um inferno. Tudo e todos respiravam medo, desorientação, tristeza... A muralha dos infernos havia caído e todos os demônios estavam a vontade para semear a discórdia, a violência, torturar, gargalhar, violentar, dividir... Respirava-se, por toda a parte, um cheiro de enxofre deixando atrás de si um rastro profundo de sofrimento, dor, lágrimas e desorientação...

Eu me voltava para Deus e os livros, inclusive o pequeno catecismo da doutrina cristã que me orientava como guardar minha vida para Deus. Virtudes cristãs contadas pela vida dos santos. Desejava ser santa e agradar muito a Deus. Li um livro intitulado a “A Virgem Cristã” no qual se exaltava a guarda da virgindade como a maior virtude cristã. Estava decidida a fazer o que mais agradasse a Deus. Li também a história de santa Maria Gorete, e me fortaleceu no meu propósito. Dedicava-me a orar, enquanto meu pai insistia com as suas investidas. Ele me humilhava diante de meus irmãos e de minha mãe, me batia, me deixava passar fome. Tratava-me com desprezo. Minha mãe chorava e nada podia fazer, pois também ela era vitima de sua violência. A vida tornou-se um inferno. O ambiente de minha casa era fétido. Em tudo se respirava ódio, violência, medo, promiscuidade, gestos obscenos, gracejos... La estava eu me sentindo a menor de todas as criaturas. Porém dentro de mim uma muralha se levantará e uma invencível força me habitava. Vivia o desejo inquebrantável de não ofender a Deus.

Nas leituras havia entendido que era possível fazer pequenos sacrifícios para conservar e obter graças de Deus, para ser fiel a Ele e ter a sua proteção. Então comecei a ofertar a Deus as coisas que mais gostava. Se ganhava um pedaço de bolo de mamãe, não comia e oferecia como oferta dando para um irmão comer. Rezava o terço ajoelhado sobre pedras ponte agudas, percorria caminhos de joelho implorando ao Senhor a graça de não ofendê-lo. Enquanto isso, meu pai crescia em violência contra mim por não aceitar suas propostas. Levava surras, tinha as roupas arrancadas de meu corpo, rasgadas. Algo dentro de mim me fazia forte e incapaz de ceder a seus caprichos. A qualquer preço me sentia convidada a ser fiel a Deus, meu verdadeiro Pai.

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NÃO OCULTEIS A VIDA OCULTA DE JESUS...

08.01.19 | 14:19. Archivado en Espiritualidade

A “vida oculta” coloca em evidência nossas motivações e nossos valores mais profundos. É a importância do não importante. O importante é ser significativo, e não importante! Cuidado com os critérios do mundo: buscar os primeiros lugares, poder, dinheiro, fama, eficácia ocupam o nosso coração, o Evangelho ficou de lado.

Jesus nos ensina, em Nazaré, o valor das coisas pequenas e corriqueiras, quando são feitas com dedicação e carinho.

É uma teologia do trabalho. O fazer, seja qual for sua motivação, é redentor! Não são as coisas que nos fazem importantes, mas nós que fazemos qualquer coisa ser importante!É o sentido que damos à nossa vida e à nossa ação que fazem com que estas sejam significativas ou não. Somos nós que damos significado às coisas e não o contrário!

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EPIFANIA É IR AO ENCONTRO DO OUTRO... (cf. P. A. Palaoro SJ)

05.01.19 | 12:12. Archivado en Liturgia

Por que é que os homens se deslocam em vez de ficarem quietos”?
Somos seres de travessia. As viagens nunca são apenas exteriores; deslocar-se implica uma mudança de posição, ampliação do olhar, adaptação a realidades e linguagens diferentes que deixam impressões muito profundas.

Toda viagem é uma etapa da descoberta e da construção da própria identidade e do conhecimento do mundo que o cerca. A viagem é capaz de introduzir na vida elementos inéditos que incitam a uma mudança contínua. Nada mais anti-humano que uma vida estabilizada e fechada pelo medo do diferente...

Mais do que viajantes, aos poucos vamos nos descobrindo peregrinos. À medida que caminhamos, a realidade torna-se sempre mais aberta e nós nos enriquecemos muito mais. A peregrinação não tem propriamente um fim: tem uma extraordinária finalidade. No caso dos Magos é o encontro com o “Rei de Israel”.

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Sábado, 16 de febrero

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