Terra Boa

29º DTC: IGREJA, comunidade de servidores... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.10.18 | 04:38. Archivado en Liturgia

Jesus caminha para Jerusalém, e vai revelando as consequências de sua entrega em favor dos últimos e excluídos. Todo aquele que investe sua vida a serviço dos pobres foi tocado pelo Espírito Santo.

Marcos anuncia três vezes a Paixão de Jesus, e revela o preço da fidelidade ao Reino de Vida. Ao descrever, depois de cada anúncio, a resistência e a incompreensão dos discípulos, está nos advertindo sobre a dificuldade do seguimento. No primeiro anúncio, Pedro quer desviar Jesus do caminho que o levará à Cruz e à morte; no segundo, os discípulos discutem sobre quem será o maior entre eles. Hoje, no terceiro anúncio da Paixão, dois irmãos, Tiago e João, pretendem buscar os melhores lugares no Reino. O Mestre e seus seguidores não estão na mesma onda.

Com razão, os outros dez se indignaram provavelmente por se encontrar na mesma dinâmica. Tentavam manipular o projeto de Deus em próprio proveito. Jesus desmascara a trama oculta da busca do poder:“Sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam”. Desejam caminhar com Jesus, mas carregam também no coração outros anseios. Jesus convida todos ao serviço e à solidariedade. O Deus que Ele nos revelou é o Deus que se faz presente naqueles que não tem voz nem vez.

O Deus Misericordioso não impulsiona ninguém a desejar poderes, por mais nobres que pareçam ser; Ele só legitima a identificação com o destino das vítimas deste mundo. E os discípulos de Jesus (e toda a Igreja) devem renunciar toda expressão de poder sobre as pessoas.

Não há um poder mau (próprio dos tiranos) e outro bom (próprio dos discípulos de Jesus). Todo poder é, no fundo, destruidor, e toda imposição é má. Por isso, Jesus não quer melhorar o poder (convertê-lo), mas superá-lo na raiz, isto é, não deixar que ele se manifeste. Ele iniciou um movimento humanizador, onde o poder não tem lugar, mas o serviço comprometido...

Ao colocar-se nessa atitude de serviço em relação ao mundo, a comunidade dos(as) seguidores(as) espelha-se em seu Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida por todos. Estar a serviço é uma atitude gratuita que brota do amor, e faz a pessoa “sair” de si mesma e ir ao encontro do outro. A atitude do serviço é o oposto do egoísmo autorreferencial, que leva a viver somente para si e seus próprios interesses.

O caminho do Seguimento de Jesus descontrói a lógica rasteira do egoísmo interesseiro e descortina perspectivas novas de doação e serviço generoso. Amar servindo e servir amando:este é o sentido de nossa missão cristã. Tal espírito de serviçose concretiza na generosa doação em hospitais, creches, orfanatos, asilos, escolas, universidades, e numa infinidade de projetos e pastorais que atendem, sobretudo aos mais necessitados.

Jesus nos coloca diante da tentação que sempre nos ameaça: o gosto do poder, da comodidade, da pompa. Sua proposta de vida é de uma sabedoria e de uma humanidade finíssima; seu horizonte é sempre o serviço.

Todos temos algo dos “filhos de Zebedeu” em nosso interior. Quanta afetividade mal resolvida procura se satisfazer com doses de poder! Quanto mais desintegrada mais tirânicos nos tornamos. Fanatismos, intolerâncias, violência e o afã de se impor sobre os outros tem sua incubadora em uma afetividade mal resolvida. Mesmo quando, na prática, não temos chances de exercer o poder, nos projetamos e identificamos com alguém que visibiliza as mazelas de nossa interioridade não integrada.

Mudar poder por serviço é a chave. O serviço situa todos no mesmo nível horizontal: ninguém é mais que ninguém. O caminho, pois, não é o do poder que se impõe, mas o da “descida” solidária.


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