Terra Boa

Presidente da CNBB lamenta agressividade crescente no país...

27.02.18 | 12:58. Archivado en Atualidade

O cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB disse que “Escutar a voz de Jesus implica em viver no amor fraterno”. Este é o ponto de partida da reflexão apresentada pelo arcebispo de Brasília (DF). Dom Sergio lamenta que muitos católicos têm compartilhado e alimentado agressividade nas redes sociais: “É pecado grave usar o nome de Deus ou qualquer religião para praticar ou justificar a violência”.

Dom Sergio destaca o convite do Pai para escutar a voz de Jesus e indica a Quaresma como “tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa”, e que deve ser vivido através da caridade.

A Campanha da Fraternidade está entre os principais meios de vivência do amor ao próximo na Quaresma. O lema “Vós sois todos irmãos” pretende contribuir para superar a violência e promover a paz.

Muitas iniciativas podem ser desenvolvidas para alcançar os objetivos da CF deste ano e cada um pode dar a sua contribuição “para superar a violência e construir a fraternidade e paz nos ambientes em que vive”

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2º DTQ: TRANSFIGURAÇÃO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

25.02.18 | 12:49. Archivado en Liturgia

A superficialidade, o consumismo e o individualismo são marcas de nossa sociedade atual. Marcas que des-figuram e desumanizam. Paul Tillich (1886-1965) afirmava que “a grande tragédia do homem moderno é ter perdido a dimensão da profundidade”. Não é fácil reencontrar “a dimensão perdida”.

Eis o contrassenso: por uma parte, nos instalamos na superficialidade (zona de conforto, comodidade...) e, por outra, desejamos a profundidade (nossas raízes, nosso ser, nossa casa...). Entre esses dois extremos transcorre a vida.

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Pate-papo do Papa Francisco com os jesuítas do Perú...

25.02.18 | 05:55. Archivado en Jesuítas

No final do seu primeiro dia no Peru, em 19/JAN, o Papa foi à igreja de São Pedro, (século XVI), e na imensa e bela sacristia se encontrou com mais 100 jesuítas.

1. Os jesuítas do Peru estão comprometidos com as questões relacionadas à reconciliação e à justiça. Agora, parece que as forças políticas chegaram inesperadamente a um acordo, e a reconciliação aparece como um chamado para todos. Propõe-se uma reconciliação sem que tenha havido um processo. Minha pergunta é: Que elementos levar em consideração quando queremos uma reconciliação? Sentimos que a palavra “reconciliação” foi manipulada, e sentimos que está sendo proposta uma justiça que não foi bem preparada. O que pensa sobre isso? A palavra “reconciliação” não é apenas manipulada, também está queimada. Atualmente – não apenas aqui, mas também em outros países de América Latina –, a palavra reconciliação foi enfraquecida. Quando São Paulo descreve a `reconciliação´ de todos nós com Deus, em Cristo, quer usar uma palavra forte. Hoje, entretanto, a “reconciliação” tornou-se uma palavra qualquer. Hoje, negocia-se debaixo dos panos.
Eu diria que não devemos tocar o circo, mas também não chutá-lo. Devemos dizer aos que usam a `reconciliação´ em seu sentido enfraquecido: usem-na vocês, nós não vamos usar uma palavra que hoje está queimada. Devemos continuar trabalhando para reconciliar as pessoas, com a arma da oração, que é a que nos vai dar força e fazer milagres, mas acima de tudo com a arma humana da persuasão. A persuasão age com humildade.

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2º DTQ: TRANSFIGURAÇÃO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

24.02.18 | 19:40. Archivado en Liturgia

"E transfigurou-se diante deles..." (Mc 9,2)

A superficialidade, o consumismo e o individualismo são marcas de nossa sociedade atual. Marcas que des-figuram e desumanizam. Paul Tillich (1886-1965) afirmava que "a grande tragédia do homem moderno é ter perdido a dimensão da profundidade". Não é fácil reencontrar "a dimensão perdida".

Eis o contrassenso: por uma parte, nos instalamos na superficialidade (zona de conforto, comodidade...) e, por outra, desejamos a profundidade (nossas raízes, nosso ser, nossa casa...). Entre esses dois extremos transcorre a vida.

A superficialidade, o consumismo e o individualismo são compensações que tentam aliviar o vazio de sentido; "cantos de sereia" que distraem do verdadeiramente importante: o que somos.

Talvez, a chamada "dimensão perdida" não seja outra coisa que a "trans-figuração" de nossa verdadeira identidade. Este é o apelo do Evangelho de hoje: viver "trans-figurados" a partir de nossa interioridade.

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Bate-papo do Papa Francisco com os jesuítas de Chile...

22.02.18 | 05:41. Archivado en Religião

No dia 16/JAN, ao final de um dia intenso, o Papa Francisco se encontrou com 90 jesuítas no Santuário São Alberto Hurtado. Eis as perguntas e respostas daquele encontro fraterno:

1. Quais foram as grandes alegrias e as grandes dores que teve durante o seu pontificado? As coisas não me tiram a paz, mas o que sinto muito são as fofocas. As fofocas doem, e me deixam triste.

2. Que resistências encontrou no seu pontificado e como as viveu e discerniu? Muitas vezes eu pergunto a uma pessoa: “O que você acha disso?” Isso me ajuda a relativizar muitas coisas que nascem de um mal-entendido... Ajuda-me muito a examinar bem o significado das disputas. Agora, quando percebo que há resistência real, sofro. O famoso “sempre foi assim” reina em todos os lugares: “Se sempre foi assim, para que mudar?” Esta é uma grande tentação. As resistências depois do Concílio Vaticano II, ainda presentes, levam a relativizar o Concílio.
Há resistências doutrinais... Às vezes eu me pergunta: mas esse, essa, leu o Concílio? E se o leu, não o entendeu; cinquenta anos depois! Nós estudamos filosofia antes do Concílio, mas tivemos a vantagem de estudar teologia depois. Vivemos a mudança de perspectiva, e já havia os documentos conciliares.
Quando percebo resistências, procuro dialogar, quando o diálogo é possível, pois alguns acreditam ter a verdadeira doutrina e acusam você de ser herege. Quando não encontro bondade espiritual, eu simplesmente rezo por elas.

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Padre Alonso Barzana SJ (1530-1597)...

22.02.18 | 05:17. Archivado en Jesuítas
Na sua viagem ao Chile e ao Perú, no início do ano, o Papa Francisco falando aos jesuítas lembrou do Pe. Alonso Barzana (Bar Shana, descendente de judeus?). Mas, quem foi esse grande e para nós desconhecido missionário? O Padre Alonso Barzana (*1530/Espanha) entrou na Companhia de Jesus aos 25 anos de idade, e foi um dos primeiros jesuítas a chegar ao Peru, 1569. Nessa cumprida e complicada viagem missionária começou a estudar a língua indígena quéchua, que acabará por dominar perfeitamente. Em 1572 encontramos o Pe. Barzana em Cuzco, onde tentou catequizar sem sucesso o chefe inca Tupac Amarú (no desenho acima). No ano seguinte, está em La Paz, na fundação do colégio. Em 1574 se encontra em Arequipa e Potosí pregando em quéchua, e um ano depois se encontra já na região do lago Titicaca, pregando em aymara. O que Anchieta foi no Brasil, Barzana foi no Perú, Bolívia e Paraguai.

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1º DTQ: DESERTO, tempo de des-velamento interior... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

18.02.18 | 04:35. Archivado en Liturgia

Ao iniciarmos a Quaresma, um lugar que continuamente será citado e que vai aparecer com frequência nos textos, reflexões e orações, é o “deserto”. Deserto que faz parte de nossas vidas: espaço de silêncio, de busca, de despojamento; lugar que nos faz tomar consciência das coisas essenciais que dão sentido à nossa existência; ambiente privilegiado para o encontro com o Deus.

Como humanos precisamos passar por experiências de despojamento, de esvaziamento, de vulnerabilidade, de crise para poder suavizar nosso coração e fazer-nos mais expansivos.

O “deserto” é o lugar das perguntas e do discernimento; ele nos sacode e nos desnuda, porque desmascara nossas falsas seguranças. O deserto nos conduz para o Fundo estável e sereno, nossa “casa” e verdadeira identidade. Quando o percurso é vivido adequadamente, é provável que no final possamos dizer como Kierkegaard, “eu teria me afundado se não tivesse ido ao Fundo”. Se somos sinceros, adentrar-nos em nosso “eu profundo” não é fácil e até sentimos medo.

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Dia 15/FEV: Inauguração da igreja dos mártires coptas assassinados na Líbia...

15.02.18 | 04:32. Archivado en Liturgia

No dia 15/FEV/2015 o Estado Islâmico decapitava 21 homens cristãos egípcios, numa praia da Líbia. Muitos de nós ficamos estarrecidos com tamanha crueldade. Três anos depois, a igreja cristã Copta lhes dedica uma igreja, pois os tem como santos mártires que deram suas vidas por Jesus. E nós, católicos, nos unimos fraternalmente a esta comemoração...

A igreja foi construída no povoado de Al Our, perto da cidade de Samalut, Egito, de onde procediam a maioria dos 21 mártires.

Esses homens trabalhadores foram sequestrados na Líbia a princípios do mês de janeiro daquele ano.

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Mensagem do Papa por ocasião da CF/2018...

14.02.18 | 13:40. Archivado en Religião

Fraternidade e superação da violência” é o tema da Campanha para a Quaresma, em 2018. O Evangelho de Mateus inspira o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

A Campanha foi lançada oficialmente nesta Quarta-feira de Cinzas e tem como objetivo geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”.

Estamos estarrecidos com a violência imperante. A ética que norteava as relações sociais está esquecida. Hoje, temos corrupção, morte e agressividade nos gestos e nas palavras. Aumenta a crença em nossa incapacidade de vivermos como irmãos.

Eis na íntegra a mensagem do Papa:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

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A VIDA QUE RESSURGE DAS CINZAS... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

14.02.18 | 04:23. Archivado en Liturgia

Outra Quaresma que chega! E alguém pode, com certo ar de rotina, multiplicar referências ao deserto, ao jejum, à esmola e à oração, com o risco da regularidade de tudo o que, na vida, é habitual.

No entanto, a Quaresma litúrgica é tempo pedagógico e terapêutico para preparar as entranhas e mobilizar o nosso coração frente o acontecimento central de nossa fé, a Páscoa. Tempo que provoca uma sacudida em nossa apatia, em nosso andar por inércia...

Antes de empreender o caminho quaresmal é necessário inclinar um pouco a cabeça e receber o perfume de nossas cinzas. Tal e como Jesus nos recomenda no Evangelho de hoje, não se trata de des-figurar nosso rosto, mas de nos deixar trans-figurar.

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As escolas de samba criticam nossos políticos...

13.02.18 | 12:23. Archivado en Atualidade

O Carnaval/2018 recuperou o espírito crítico com a classe política do país. E isso, não apenas na rua, mas também nos sambódromos do Rio e de São Paulo. As escolas de samba levaram para a avenida críticas sociais contundentes e muito diretas. O caso mais marcante foi o da Paraíso do Tuiuti, de São Cristovão/Rio com o samba enredo Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?

O enredo, escolhido por concurso, tratou da exploração do homem pelo homem. Fazer uma pessoa trabalhar uma jornada de 12 horas, por um salário mínimo e com direitos mitigados, é perpetuar a escravidão...

O último carro veio com um vampiro vestido com a faixa presidencial, que lembrava o presidente Michel Temer.

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6º DTC: CONTÁGIOS QUE SALVAM... (Cf. Pe. A. Palaoro SJ)

10.02.18 | 05:08. Archivado en Liturgia

Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou no leproso... (Mc 1,41
Jesus desvela sua personalidade. Autoridade e compaixão são dois atributos de Deus que Jesus deixa transparecer no encontro com doentes e excluídos.

Marcos revela também a superioridade de Jesus em relação à Lei. Ele não depende da Lei para fazer o bem ou para reintegrar o ser humano no convívio social e religioso. Pois, a Lei é (e deveria ser sempre) para o bem das pessoas

Jesus não duvida em transgredir a lei quando a vida está em perigo; mesmo sabendo que Ele se fazia “impuro” ao tocar no leproso. O motivo de sua atuação é só a compaixão. A compaixão se transforma em palavra eficaz que devolve a vida ao homem enfermo e marginalizado.

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Quando o discrepar é uma bênção…

10.02.18 | 04:45. Archivado en Atualidade

Até faz pouco tempo discrepar na Igreja era uma maldição. A Cúria Romana, com seus senhores absolutos, caía de cheio na vida desses (ou dessas) coitados, destroçando-os. Essa militância inquisitorial diminuiu sensivelmente nos últimos anos, mas continua viva em algumas pessoas qualificando os `rebeldes´ de sacrílegos e extra ecclesia. É continuam queimando-os na fogueira do descrédito público e eclesial. Foi o que há pouco aconteceu com o cardeal alemão Reinhard Marx (*1948), Arcebispo de Munique e Frisinga, sendo acusado pelo austríaco cardeal Paul Josef Cordes (*1934), ex-presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, por o primeiro abrir um caminho para `possíveis´ “bênçãos” a casais gays.

Antes, o magistério era monocromático, e não admitia excepções, hoje percebemos que o magistério serve para muitos, mas não para todos. Há uma diversidade de `cores´ e de sentimentos na criação de Deus. Por isso me parece muito atrevido dizer que “a iniciativa do Cardeal Marx ignora a revelação de Deus...” Ignora uma tradição da Igreja.

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Una-se a esta campanha: 90 anos de D. Pedro Casaldáliga...

06.02.18 | 13:18. Archivado en Atualidade

Há uma campanha em andamento para que o Papa Francisco telefone a dom Pedro pelo seu 90º aniversário, no 16/FEV, e eu me uno cordialmente a ela.

Este `profeta do Araguaia´, dinâmico no seu ministério, amigo dos pobres e indígenas, asustadiço dos grandes e poderosos, vive agora sentado numa cadeira de rodas, silenciado pelo "irmão parkinson".

Um telefonema do Papa seria o maior presente para este lutador infatigável que um dia até fez tremer o grande João Paulo II; e um modo elegante da Igreja se reconciliar com este pobre pastor idoso que viveu corajosamente o espírito do Concílio Vaticano II.

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5º DTC: CASA, LUGAR DO ENCONTRO E DO SERVIÇO... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

03.02.18 | 04:22. Archivado en Liturgia

O Evangelho de Jesus é experiência de casa, de encontro e comunhão, de palavra para todos, lugar aberto à novidade do Reino.

No relato de hoje, Jesus desloca-se da sinagoga, lugar oficial da religião judaica, à casa, onde se vive a vida cotidiana, junto aos entes mais queridos. Nessa casa vai sendo gestada a nova família de Jesus. As comunidades cristãs devem recordar que não são um lugar religioso onde se vive da Lei, mas um lar onde se aprende a viver de maneira nova em torno a Jesus.

A primitiva comunidade dos seguidores e seguidoras de Jesus não começou formando uma nova religião instituída, mas uma federação de casas abertas, a partir dos pobres e para os pobres, criando redes de comunicação e de vida fraterna, casas-família, impulsionadas pelo testemunho e presença do Espírito do mesmo Jesus. “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum... partiam o pão pelas casas e tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração” (At. 2,44-46).

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Miércoles, 12 de diciembre

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