Terra Boa

ASSUNÇÃO DE MARIA: plenitude do encontro... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

17.08.18 | 15:29. Archivado en Liturgia

“Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?...”

Na festa da Assunção de Maria, a liturgia nos propõe aprofundar o sentido do encontro a partir da contemplação deste horizonte inspirador: a Visitação. Os ícones que expressam esta visita, nos apresentam duas mulheres vinculadas, unidas por um abraço, um beijo, e uma mesma alegria. Elas se revelam mestras da “cultura do encontro”.

Maria e Isabel: duas mulheres cheias de Deus; ambas grávidas, e de modo surpreendente. Elas carregam uma novidade que as supera. Uma, mãe do Messias, e a outra, do arauto dele. Cada uma partilha e reconhece o mistério de Deus na outra.

A Visitação desperta prazer e alegria. Alegria fecunda ligada a dois nascimentos que vão mudar a história de seu povo e da humanidade.

Deus se infiltra no cotidiano e naquilo que não tem maior relevância, ou seja, a vida diária de duas mulheres. Quebra-se assim a centralidade do Templo. Elas festejam as maravilhas do Senhor em um lugar simples, numa região montanhosa, numa casa de família simples. O maravilhoso e extraordinário no corriqueiro e simples.

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19º DTC: Pão da vida... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

11.08.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

Quem come deste pão viverá eternamente...” (Jo 6, 51)
Continuamos com Jo 6, e aumenta a tensão entre os judeus daquela época e Jesus. À medida que Jesus aprofunda no seu ensinamento, aparece a enorme diferença entre a tradição judaica e a Boa Nova de Jesus. E surgem as doentias `murmurações´: “Começaram a `murmurar´ contra Jesus”.

`Murmuravam´ porque Jesus havia dito: “eu sou o pão vivo descido do céu”. Jesus recorda que o povo esteve contra Moisés nos momentos difíceis do deserto, e agora também não confiam nas suas próprias palavras.

A `murmuração´se expressa de inúmeras maneiras, formando uma montanha de ressentimentos e críticas ácidas... `Murmurar´ é contraproducente. A `murmuração´ leva aum afastamento maior.Quem `murmura´ acaba achando-se a pessoa mais incompreendida, rejeitada, negligenciada e desprezada do mundo. E em coração carregado de `murmurações´ e queixas, o Espírito de Deus não tem como agir. Com isso, a pessoa se blinda, tornando-se rígida e fechada em suas posições.

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Nota do Cimi repudia declarações do General Hamilton Mourão, Vice de Bolsanaro...

09.08.18 | 04:31. Archivado en Atualidade

O general da reserva Hamilton Mourão se manifestou, 7/AGO, a respeito das declarações feitas por ele – nas quais afirmou que o Brasil herdou a “indolência” dos índios e a “malandragem” dos negros–, durante reunião da Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul (RS).

Diante de tamanha aberração, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou seu posicionamento e protesto a respeito da fala deste candidato a vice-presidência. Eis a NOTA:

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A graça da vocação...

08.08.18 | 14:00. Archivado en Espiritualidade

Em zigue-zague caminhava totalmente perdido pelas estradas do mundo... Meu ponto de partida ficava distante, imerso na penumbra do tempo, e já não mais se via. Na minha frente, mil e uma possibilidades, mas todas elas perdidas. O tudo era nada e o nada maliciosamente era tudo! Assim era a minha vida!

Como criança rebelde, amava o primeiro que via. Era o momento, fragmentos de uma existência... Não me saciavam! Quantas vezes convertia-me naquilo que avistava e, quando me olhava percebia assustado que estava vazio. Nada! Nada havia! Apenas um imenso deserto me ocupava...

Tudo era relativo, menos os meus desejos... Nada sobressaia do meio das coisas. Que monotonia sem igual! E as pessoas? Objetos iguais aos outros e se alguém destacava, brilhava por pouco tempo. Quantas vezes me perdi em sonhos sem sentido e em fantasias loucas... O barulho me envolvia continuamente como líquido amniótico. O único que consegui, nesse longo caminho, foram algumas feridas... Você me entende? Só feridas! Oh! vida sem sentido, luz que não ilumina, água que me foi dada e não sacia!... Onde está a fonte?

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18ª DTC: O PÃO QUE SUSTENTA VIDAS... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

04.08.18 | 04:03. Archivado en Liturgia

Continuamos no evangelho de S. João.Jesus entra diretamente em discussão com os judeus na sinagoga de Cafarnaúm. É o início de uma discussão longa e dura, na qual Jesus vai aprofundando as exigências do seuseguimento.Radicaliza o discurso, e aumenta a distância dos seus ouvintes. O processo é: entusiasmo, dúvida, desencanto, oposição, rejeição, abandono.

Alguns O buscavam porque comeram pão, até ficarem saciados. O “sinal” tinha sido um convite a compartilhar, mas eles não perceberam. Esvaziaram o sinal de seu conteúdo, pois eles só estavam atrás do alimento material. Não buscavam a Ele, mas o pão que Ele lhes deu.

“Eu sou o pão da Vida”.A Vida que Jesus promete não vem de fora e de maneira espetacular, como o maná no deserto. Ela se manifesta no cotidiano, como amor descentrado, como partilha dos dons,

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Nota de repúdio do SJMR contra as difamações e ameaças em Boa Vista/RR...

03.08.18 | 14:42. Archivado en Atualidade

NOTA DE REPÚDIO

O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), o Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA), toda a Rede de Promoção da Justiça Socioambiental da Província dos Jesuítas do Brasil e inúmeras instituições de apoio REPUDIAM as difamações e ameaças que o SJMR e seus colaboradores vem sofrendo por parte de pessoas xenofóbicas e racistas, na cidade de Boa Vista – Roraima -Brasil.

O Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, fundado em 1980 e caracterizado por sua presença marcante e humanitária em aproximadamente 50 países dos cinco continentes, instalou-se em Boa Vista (RR) no ano de 2017, com apoio e parceria da Diocese de Roraima e demais instituições que atuam na defesa e promoção dos migrantes e refugiados naquela região como auxilio para o tratamento adequado frente a crise migratória venezuelana e suas consequências em território brasileiro.

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INÁCIO DE LOYOLA (1491-1556): itinerância geográfica e percurso interior... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

31.07.18 | 02:09. Archivado en Jesuítas

Inácio de Loyola foi um homem dos tempos novos, agitados, turbulentos e transbordantes de novidades que punham em questão o que até então ele recebera. Após sua conversão, um novo “movimento”começa em sua vida e ele passa a viver a aventura do peregrino, com deslocamentos,internos e geográficos. Torna-se peregrino do Absoluto.

Em marcha, sem encurtar os passos, o peregrino avança livre, sem deixar-se aprisionar por nada nem por ninguém. Essa peregrinação interna e geográfica o torna mais humano e religioso.

Nas suas andanças descobrirá que não há uma “Terra Santa”, privilegiada, mas há uma maneira santa de caminhar sobre a terra. É a nossa maneira de proceder na terra que a torna sagrada.

O equilíbrio do corpo, o equilíbrio do nosso psiquismo, o equilíbrio de nossa vida espiritual depende deste enraizamento dos nossos pés.E se as raízes forem sadias, toda a árvore será sadia. É por aí, pois, que devemos começar os nossos cuidados.

A tradição dos Padres do Deserto diz que todos nós temos os pésvulneráveis, muitas vezes feridos e maltratados. Precisamos sermos cuidados e curados no nível de nossos pés; passar dos“pés inchados e feridos”aos “pés alados”.

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INÁCIO DE LOYOLA (1491-1556): itinerância geográfica e percurso interior... (cf. Pe. A. Palaoro SJ)

31.07.18 | 02:09. Archivado en Jesuítas

Inácio de Loyola foi um homem dos tempos novos, agitados, turbulentos e transbordantes de novidades que punham em questão o que até então ele recebera. Após sua conversão, um novo “movimento”começa em sua vida e ele passa a viver a aventura do peregrino, com deslocamentos,internos e geográficos. Torna-se peregrino do Absoluto.

Em marcha, sem encurtar os passos, o peregrino avança livre, sem deixar-se aprisionar por nada nem por ninguém. Essa peregrinação interna e geográfica o torna mais humano e religioso.

Nas suas andanças descobrirá que não há uma “Terra Santa”, privilegiada, mas há uma maneira santa de caminhar sobre a terra. É a nossa maneira de proceder na terra que a torna sagrada.

O equilíbrio do corpo, o equilíbrio do nosso psiquismo, o equilíbrio de nossa vida espiritual depende deste enraizamento dos nossos pés.E se as raízes forem sadias, toda a árvore será sadia. É por aí, pois, que devemos começar os nossos cuidados.

A tradição dos Padres do Deserto diz que todos nós temos os pésvulneráveis, muitas vezes feridos e maltratados. Precisamos sermos cuidados e curados no nível de nossos pés; passar dos“pés inchados e feridos”aos “pés alados”.

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16º DTC: COMPAIXÃO é compartilhar a mesma humanidade...(cf. Pe. A. Palaoro SJ)

21.07.18 | 04:31. Archivado en Liturgia

Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão...” (Mc 6,34)

No evangelho deste domingo Jesus olha a realidade do povo sofrido e descobre também o coração de um Pai que sofre o abandono e a dor de seus filhos e filhas.

Jesus olha e vê... Olha atentamente, uma e outra vez, pousa seu olhar sobre a crosta ressecada e sem beleza dos mal curados. É a miséria da multidão dispersa frente a ausência de verdadeiros pastores; vê até as mordidas mal cicatrizadas dos lobos...

Desse primeiro olhar nascem a compaixão, a misericórdia.

Como outras vezes, Jesus muda o seu plano para acolher a dor das pessoas que surgem de repente em seu caminho; contempla-as, e em sua maneira de se fazer próximo em gestos, palavras e olhares.

Deus é realmente compassivo. E esta compaixão move Jesus em direção das vítimas inocentes, maltratadas pela vida e pelas injustiças dos poderosos. É a compaixão de Deus que faz Jesus tão sensível ao sofrimento e à humilhação das pessoas. Sua paixão pelo Pai se traduz em compaixão pelo ser humano.

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Místicos ou gnósticos?

18.07.18 | 04:12. Archivado en Espiritualidade

São Tomé viu o homem Jesus e o confessa como Deus: Meu Senhor e meu Deus! Outros não enxergam nada naquilo que vêem, mas o verdadeiro cristão encontra Deus em todas as coisas e todas as pessoas.

O cristianismo chegou a nós por duas vertentes: alguns judeus de Jerusalém e de outros poucos pagãos do Império Romano que acreditaram em Jesus como Messias, isto é Senhor e Salvador. Os primeiros cristãos procediam dessas culturas e trouxeram consigo algumas tradições que penetraram e deixaram marcas no cristianismo iniciante.

O judaísmo coloca a Lei revelada como mediação do Todo-poderoso. A Torá era, pois, o ponto de encontro entre Deus e os homens e destes com Deus. Com o passar do tempo, a Lei pedagoga se transformou em opressora, exigindo das pessoas uma submissão avassaladora.

O paganismo (grego ou romano) cultuava infinidade de entidades, conforme as necessidades dos seus seguidores. O fenômeno religioso dos pagãos exteriorizava o melhor da suas mentes e desejos. Cada um adorava e cultuava aquilo que achava e sentia melhor para si.

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Fantasmas, espíritos e demônios...

17.07.18 | 04:01. Archivado en Espiritualidade

Há pessoas medrosas que acreditam em tudo, menos que foram salvas por Jesus. Outros vivem à merce da sua imaginação e pulsões instintivas que eles chamam de fantasmas, espíritos ou demônios. Estes vivem aterrorizados e, sem saber como se proteger, por isso apelam a tudo e por todos que puderem ajudar de algum modo.

Imaginação e pulsão são antigas na história dos humanos e precisamos entendê-las, para não sermos reféns delas.

Os pais do deserto, aqueles antigos cristãos dos primeiros séculos, sentindo e experimentando suas limitações, acorriam à solidão, para manter contato com o seu 'eu profundo e inconsciente' e se reconciliar com suas emoções e paixões. Tomando consciência do que eram, venciam seus 'fantasmas e demônios' e encontravam o meio de se manter erguidos, pela aceitação humilde da sua realidade humana. Como diz um antigo adágio do oriente: Uma árvore não fica de pé se não estiver profundamente enraizada na terra!

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Jesus e a sexualidade masculina... (Cf. Agustín Rivarola, SJ)

13.07.18 | 04:53. Archivado en Acerca del autor

Para os homens não é fácil tocar o tema da sexualidade e, menos ainda, rezá-la. Nossa sexualidade virou sinônimo de pênis ereto, instrumento do macho caçador. Desde a puberdade competíamos para saber quem tinha o membro maior e, facilmente afogávamos no esquecimento o mundo dos sentimentos, para não cair na suspeita de sermos homossexuais. Associamos a sexualidade com a força, a potência e a intensidade… e gastamos muitas energias para dominar tudo isso. Mais ainda, se somos pessoas que acreditam, facilmente sofremos Deus como um inimigo da sexualidade humana, alguém mais poderoso e do qual devemos manter-nos afastados ou morrer submetidos a Ele.

Vejamos o tema da sexualidade masculina contemplando a cura de um homem, vendo Jesus recompondo as energias sexuais dele (Mc 5, 1-20).

No relato evangélico encontramos um homem desestruturado sexualmente (“impuro”), e impelido por uma força negativa, de morte (morava nos sepulcros de um cemitério). Este detalhe é mencionado até três vezes e é significativo. De esse lugar excludente provinha a força que o habitava (arrebentava as correntes e quebrava as algemas...), força que o atormentava e feria.

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Sábado, 18 de agosto

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