Religión Digital

Homilia na Solenidade de São Vicente

23.02.17 | 18:57. Archivado en Cardenal Clemente

Para que o grão dê muito fruto

«Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto»: Assim acabamos de ouvir, no Evangelho da solenidade de São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa. E tudo quanto herdamos do nosso passado cristão, propriamente dito; tudo quanto celebramos em Cristo e no seu mártir, nosso padroeiro; tudo quando havemos de projetar para o futuro em termos de Evangelho e missão, na cidade, na diocese e além dela – tudo, legitimamente tudo, se pode e deve entender à luz daquela palavra de Cristo, que aliás compendia a sua vida feita Páscoa e o seu Espírito feito dom e impulso.

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E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós

01.01.17 | 19:01. Archivado en Cardenal Clemente

O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós… Assim acabamos de ouvir e por isso aqui estamos com Ele, porque Ele está connosco. Reconheçamo-lo mais, para o anunciarmos melhor. Como indica a nossa Constituição Sinodal de Lisboa, numa das suas opções programáticas: «Centrar o conteúdo da evangelização no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro anúncio da fé».

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Sem Maria, nada seríamos nem faríamos como Igreja

21.12.16 | 18:24. Archivado en Cardenal Clemente

Homilia na Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, celebração conclusiva do Sínodo Diocesano e Ordenações

Celebrar a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria é também vislumbrar-nos a nós mesmos como Deus a olhou a Ela: em função de Cristo e a partir de Cristo.

Em função de Cristo, pois, como ouvimos na Carta aos Efésios, é n’Ele que nos tornamos «santos e irrepreensíveis, em caridade». Em Cristo, tornamo-nos no que Maria foi desde a sua Conceição: santos e irrepreensíveis, além de toda a mácula, pecado e desamor.

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Há um Advento a perfazer agora

02.12.16 | 11:47. Archivado en Cardenal Clemente

Irmãos e amigos, e especialmente vós, caríssimos membros do nosso Sínodo diocesano, assim inaugurado: Ficou-nos certamente no ouvido o que acabou de ressoar no Evangelho: «Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou». Contraste fortíssimo, este, entre o que continua e o que descontinua, entre o habitual e a desabituação forçada, hoje ou amanhã, para nós e para os outros. Neste como noutros trechos, Jesus alerta para a realidade das coisas, tais como são ou podem ser, sem alienação nem olvido.

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Heredeiros do Espirito de Cristo

19.09.16 | 18:04. Archivado en Cardenal Clemente


Homilia da Missa do XXV Domingo do Tempo Comum Encerramento do Congresso Internacional do Espírito Santo, Alenquer, 18 de setembro de 2016. Irmãos e amigos, estimados paroquianos de Alenquer e congressistas provindos de tantas terras:

Saúdo-vos a todos e a cada um, desta comunidade paroquial e de muitos outros lugares, no encerramento do Congresso que em boa hora evocou o Espírito Santo como memória, reflexão e vida. E precisamente aqui, nesta antiga e formosa terra de Alenquer, bem como no convento de São Francisco, que tanto se liga aos primórdios das Festas do Paráclito em Portugal e no mundo.

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Definitivamente, para a redenção dos homens

01.09.16 | 12:38. Archivado en Cardenal Clemente

Caríssimos irmãos: Nenhum de nós está aqui por causa bastante de si próprio. Nem nós todos, os batizados, nem vós mesmos, os ordinandos.

A profecia que ouvimos, essa mesma que Jesus realizou tão depois, tão agora, essa é que nos traz aqui. Porque o Espírito do Senhor também nos unge e nos envia «a anunciar a boa nova aos infelizes, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a proclamar o ano da graça do Senhor…» Porque, enfim, se cumpre o Jubileu – não só o que vivemos “da Misericórdia”, mas o que Jesus sempre oferece como misericórdia permanente.

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Notas históricas sobre o Tricentenário do Patriarcado de Lisboa

09.07.16 | 11:59. Archivado en Cardenal Clemente

A 7 de novembro de 1716, pela bula In supremo apostolatus solio, o Papa Clemente XI criava o Patriarcado de Lisboa, título da capela real que se alargaria depois à diocese inteira - primeiro a Lisboa Ocidental e em 1740 também a Lisboa Oriental.Comemora-se o tricentenário deste acontecimento, tão eclesial como régio, em que D. João V se implicou ativamente, como em tudo o que combinasse o prestígio da monarquia e a piedade pessoal, que nunca lhe faltou.

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Homilia na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

11.06.16 | 10:54. Archivado en Cardenal Clemente

A memória viva da Ceia do Senhor

«Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim. Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim”. Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.»

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Amoris laetitia

08.05.16 | 08:27. Archivado en Cardenal Clemente

Do muito que a presente exortação refere, sublinho apenas quatro pontos: 1) a análise da situação; 2) a pastoral do vínculo; 3) o sujeito principal da pastoral familiar; 4) a lógica da integração. Vários outros merecem ser ponderados, como o que se refere à vida e à fecundidade, o direito inquestionável dos pais no respeitante à educação dos filhos, o diálogo e acompanhamento intergeracional, a pedagogia sacramental do matrimónio, etc.

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Começaremos a ressuscitar – e connosco o mundo!

17.04.16 | 18:28. Archivado en Cardenal Clemente

Caríssimos irmãos, o Evangelho há pouco escutado terminava assim: «Simão Pedro entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos».

Ainda não tinham entendido, eles… Decerto já entendemos nós, ao ponto de aqui estarmos, dois milénios depois como sendo agora. Como estão milhões de cristãos em tudo o mundo, celebrando a vida de Cristo, vencedor da morte. Como estão, em países em paz e em países em guerra, em famílias contentes e em famílias em luto, em vidas realizadas e outras muitas por realizar e à procura de condições para isso...

Com eles estamos e queremos estar, solidários com «as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos homens do nosso tempo, [que] são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo», como lembrou o último Concílio (Gaudium et Spes, 1). Compartilhando umas e outras, alegrias e tristezas, não esquecendo nunca que o Ressuscitado apareceu com as marcas da crucifixão que sofrera – e em tanto homem e mulher, de criança a idoso, continua a sofrer. Crer na ressurreição de Cristo não é alhear-se do mundo, é recomeçá-lo sempre, a partir de um amor maior e absolutamente comprovado.

São marcas de ressurreição, nesta manhã de Páscoa, as que o Espírito de Cristo reproduz por esse mundo fora – e mesmo além das fronteiras confessionais estritas – nos que não deixam de empenhar-se concretamente em todas as causas da vida e da paz. Os que cuidam dos outros, os que previnem tragédias ou reparam os danos, os que não esquecem os pobres e os doentes. Os que cumprem as “obras de misericórdia” para responder a necessidades do corpo ou do espírito seja de quem for e onde for. Em todos eles, confessamos nós, a vida de Cristo vence a morte do mundo.

Assim entenderemos decerto, pois sobram-nos razões, com dois milénios de ressurreição comprovada. A de Cristo na vida de tantos, a de tantos para a vida de muitos.

Retomemos o trecho evangélico. Reparemos no que reparou o discípulo: o túmulo vazio e os panos esvaziados: «Viu e acreditou». Caríssimos irmãos, sigamos este caminho dos olhos, para atingirmos a mesma certeza. E adiantemos: se a morte é sinal dum “eu” solitário, a vida triunfa no “eu” solidário. E solidariedade vivida ao ponto em que Jesus a viveu e nós chamamos “caridade” autêntica, esvaziando-se de si para que os outros caibam.

Isto mesmo se verifica na alegre serenidade com que tantos discípulos de Cristo compartilham dores e tristezas de toda a ordem por esse mundo além ou aquém. E exatamente porque as compartilham, esvaziando-se do próprio interesse para cuidar dos outros, vivem já sem medo e irradiam paz. Paz imortal, como anunciou o Ressuscitado, ao anoitecer desse primeiro dia: «Veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: “A paz seja convosco”» (Jo 20, 19). A paz que Ele trouxe, pois a conquistou para nós, ao preço da sua vida entregue.

Quando, a partir daqui, Pedro, o discípulo que «viu e acreditou», aquelas mulheres e todos os outros de então para cá anunciarem a Páscoa do Senhor Jesus, anunciarão também, por palavras e obras o caminho novo que ela nos abriu. Pois também dissera: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há de salvá-la» (Mc 8, 34-35). E, noutro passo, de aproximável ensino: «Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo [como quem se esvazia], assegura para si a vida eterna» (Jo 12, 25).

Entendeu-o perfeitamente o Apóstolo das Gentes, quando na sua Carta aos Filipenses incluiu o chamado hino quenótico, ou do “esvaziamento” de Cristo. Já seria cantado nas primeiras comunidades, ainda tão próximas do primeiro acontecer evangélico.

Para a vida comunitária, Paulo não lhes requeria menos do que os próprios «sentimentos de Cristo» e ilustrava-os assim: «Ele, que é de condição divina, […] esvaziou-se a si mesmo tomando a condição de servo […] tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome» (Fl 2, 6 ss).

Quisera o homem velho ser igual a Deus, como que subindo a uma importância absurda. Assim se diz de Adão, e também de Eva, que, para serem «como Deus», lhe tiraram a única coisa que Ele se reservara (cf. Gn 3, 5). E assim morreram… Em Cristo, foi o contrário, recriando a humanidade pelo esvaziamento de si próprio. Porque o homem, criado à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26), só as mantém e realiza sendo como Deus realmente é. Não como pensaríamos, à imagem dos nossos fumos de grandeza, mas como se revela em Cristo, esvaziado de si para ser em todos, outro nome da vida. E assim ressuscitamos.

Voltemos com o discípulo ao túmulo e reparemos de novo como está vazio, bem como os panos que tinham coberto a Jesus morto. Esse vazio estava cheio de vida, transbordante e forte. E acreditemos também que não há outro modo de ressuscitar, senão assim mesmo, pelo dom de si.

Porque a celebração pascal não termina hoje nem se encerra agora. Na nossa casa e família, ou onde não haja uma e outra; com quem gostamos de estar e com quem não gostemos logo; no que apetece fazer e no que custa mais… Escolhamos em cada uma dessas ocasiões o que Jesus escolheu, esvaziando-nos de nós para que os outros caibam. Certos de que, sempre que assim for, começaremos a ressuscitar – e connosco o mundo!
Sé de Lisboa, Domingo de Páscoa, 27 de março de 2016

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

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Para a Festa da Vida e Família

06.04.16 | 14:26. Archivado en Cardenal Clemente

Em plena alegria pascal, convido-vos a todos para a Festa da Família. Este ano, desenrola-se sob o lema: «Viu-o e encheu-se de compaixão», que refere a parábola do Bom Samaritano e a maneira como olhou para aquele homem caído no meio da estrada, e depois o levantou e cuidou dele.Sabemos bem que o Bom Samaritano por excelência é Jesus Cristo, que assim olhou para todos, especialmente para os mais maltratados e sofridos no corpo ou no espírito. E também sabemos como, agora ressuscitado, nos olha da mesma maneira pelos olhos de quem é tocado pela sua compaixão e a reflete para os outros.

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Começaremos a ressuscitar – e connosco o mundo!

28.03.16 | 10:25. Archivado en Cardenal Clemente

Caríssimos irmãos, o Evangelho há pouco escutado terminava assim: «Simão Pedro entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos».

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Martes, 28 de marzo

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