Acaba de ser publicada uma nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a problemática da eutanásia. ‘Cuidar da vida até à morte’ é o título do texto que pretende contribuir para uma “reflexão ética sobre o morrer”.Dada a grande dificuldade em integrar a morte e o sofrimento no horizonte da vida, sentida em todos os tempos, podemos ficar seduzidos pelas possibilidades abertas pela medicina actual e perder a capacidade para uma lúcida avaliação ética. A proposta de algumas orientações, destinadas aos católicos, servirá para o debate sério de qualquer pessoa que se deixe questionar e não entre num discurso facilitador de atitudes com graves consequências.
De Gdansk (Polónia), onde estou, integrado numa significativa delegação portuguesa, envio este artigo. Trata-se do primeiro encontro intitulado ‘Dias sociais católicos para a Europa’, que reúne 30 países. A iniciativa da COMECE (Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia) escolheu este lugar simbólico, pela referência ao início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e ao fim do Comunismo na Europa Central e de Leste em 1989. Em Gdansk iniciou o movimento social Solidarnosc, após a visita papal à sua terra, em 1979.
A convite da Conferência Episcopal Portuguesa e do Presidente da República, Bento XVI desloca-se ao nosso país, entre 11 e 13 de Maio de 2010. Pouco interessa para a vinda do Papa os detalhes do processo do anúncio, embora haja entre nós especial cuidado em explorar tudo o que seja processual, talvez por desinteresse ou incapacidade para entrar nos conteúdos fundamentais.
Seria um golpe, mais um, na classe política se não encontrasse governabilidade para um país débil. Ganha terreno um certo fatalismo, como se cada eleitor não fosse protagonista de um futuro. Antes de escolher em quem votar, surge a pergunta: haverá quem queira governar um país ingovernável? Ao observar a campanha eleitoral em curso, parece claro que há voluntários para a tarefa. Naturalmente, consideram com consciência e responsabilidade a difícil missão. De facto, são graves os problemas sociais, como o desemprego e a pobreza, que exigem medidas ousadas e determinadas, capazes de mobilizar todos os portugueses para a sua indispensável participação e contributo. Haverá realismo necessário para proceder às reformas essenciais, como por exemplo a da justiça e da administração pública? Será possível sem uma coligação amplamente sustentada e consensual para enfrentar ruidosos interesses particulares e com firmeza estruturar um país do qual nos orgulhemos?
Sem curarmos a consciência humana não conseguiremos atingir a salvaguarda e fruição do ambiente inteiro.Bento XVI lançou esta semana um apelo forte de ordem ecológica, o que me permite retomar as ideias da encíclica Caritas in veritate (n. 48--51) relativas ao tema. A Igreja não pode fugir ao seu peso de responsabilidade social neste campo. Com certeza que não bastam apelos nem instruções, porque o mais decisivo será a formação da solidez moral.
Não basta criar instituições para garantir de modo automático o direito ao desenvolvimento. O que revela que temos bom índice de desenvolvimento? Serão as posses económicas e a boa habitação? Será a segurança do futuro? Será a qualidade da saúde? Será o nível da formação cultural? Será a harmonia com a natureza? Será lícito um "superdesenvolvimento dissipador e consumista que contrasta, de modo inadmissível, com perduráveis situações de miséria desumanizadora"? Entre as muitas perspectivas com que podemos encarar o desenvolvimento, a encíclica Caritas in veritate propõe uma concepção cuja amplitude policêntrica suscita a nossa atenção.
Que um jogador exprima a sua fé num gesto de acção de graças a Deus, isso não ofende ninguém. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, e a Associação Dinamarquesa de Futebol, presidida por Jim Stjerne Hansen, não gostaram dos festejos dos jogadores quando marcam golos, patente na final da Taça das Confederações de 2009, na África do Sul. Consideraram demasiada confusão entre religião e futebol. O último referido declarou, em carta à FIFA, que tais manifestações religiosas eram "inaceitáveis e perigosas". Os jogadores brasileiros, mais exuberantes nos gestos, foram advertidos e Blatter prometeu vetar quaisquer manifestações religiosas no próximo Mundial de 2010.
A viagem à ilha de S. Jorge, para celebrar a ordenação presbiteral de Hélio Nuno Soares, ocorrida a 25 de Julho, na Urzelina, ocasionou variadas experiências que nesta reflexão permitem abordar o ano sacerdotal, lançado por Bento XVI em Junho passado. Presidir, pela primeira vez, ao rito de ordenação é, por si só, momento de profunda e íntima vivência espiritual.
Reabilitar património é caminho que surge como respeito pela memória, mas também como atenção ao futuro, na oportunidade aberta pelo desenvolvimento do turismo e na criação de emprego com resultados medidos e equilibrados. É extraordinário o exemplo dado pela Câmara Municipal de Almada ao enfrentar uma situação urbana degradada, à volta da antiga capela de São Sebastião, até a transformar num lugar devolvido a quem pode dar-lhe vida.
A Spes sente-se fiel ao espírito do bispo D. António Ferreira Gomes, pensador da vida pública, em nome da liberdade.Por iniciativa da Fundação Spes, terminou quarta-feira, no Auditório da Faculdade de Medicina do Porto, a celebrar 50 anos, uma série de quatro debates, cada um com um dos candidatos à Câmara Municipal do Porto. A ideia decorreu do curso de Ética e Política, promovido pela referida Fundação. Os participantes desejavam praticar a teoria aprendida com algum exercício efectivo.A proximidade das eleições encaminhou para estes interessantes debates, através de uma modalidade inovadora. Os responsáveis pela animação do debate eram as juventudes partidárias (JP, JSD, JS, JC, JBE). Coube--lhes formular perguntas aos candidatos: Rui Sá, Teixeira Lopes, Elisa Ferreira, Rui Rio, sobre três áreas: educação, acção social e cultura. As sessões constituíram um acto raro e positivo de andragogia política. Este termo apela para a educação do ser humano adulto, uma vez que pedagogia etimologicamente se refira apenas a crianças.
Penso que nunca na história da Igreja existiu um texto que lançasse tanta luz na pluralidade de situações. Foi divulgado no passado dia 7 um documento renovador da Doutrina Social da Igreja. O Papa Bento XVI desde há dois anos preparava, com a colaboração de diversos especialistas, uma actualização do marcante texto do Papa Paulo VI, ‘Populorum Progressio’, de 1967.
Cresce a esperança para as igrejas catedrais ou sés, erradamente chamadas, por vezes, de sé catedral, porque junta duas palavras que significam a mesma coisa: cadeira, nas línguas latina e grega respectivamente. Foi assinado um protocolo entre o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa para estabelecer o mútuo compromisso no projecto intitulado Rota das Catedrais. É sabido como a catedral é, nas principais cidades, elemento emblemático e pólo do sistema urbanístico. O valor civil da catedral orientou o crescimento dos bairros e das ruas
Miércoles, 25 de noviembre
Hermann Rodríguez Osorio, S.J.
Juan Fernandez Krohn
Jaime Vázquez Allegue
Asoc. Humanismo sin Credos
Pedro Tarquis
Josemari Lorenzo Amelibia
Francisco Margallo
Escuelas Católicas
Rodrigo del Pozo Fernández
Editorial San Pablo