Sem curarmos a consciência humana não conseguiremos atingir a salvaguarda e fruição do ambiente inteiro.Bento XVI lançou esta semana um apelo forte de ordem ecológica, o que me permite retomar as ideias da encíclica Caritas in veritate (n. 48--51) relativas ao tema. A Igreja não pode fugir ao seu peso de responsabilidade social neste campo. Com certeza que não bastam apelos nem instruções, porque o mais decisivo será a formação da solidez moral.
A natureza, que recebe mais apreço nesta ocasião de férias, exige de cada um de nós uma responsabilidade atenta e baseada em princípios suficientemente fortes.
Os crentes reconhecem a intervenção de Deus na obra admirável da criação. Não é fruto do acaso nem do determinismo evolutivo. Não é "tabu intocável", nem objecto de abuso. Os seres humanos, com respeito e equilíbrio, usam a criação para satisfazer as suas exigências. De facto, "é preciso sublinhar que é contrário ao verdadeiro desenvolvimento considerar a natureza mais importante do que a própria pessoa humana". Há uma relação estreita entre ecologia humana e ecologia ambiental.
Certas posições ecológicas induzem a comportamentos de aparência panteísta e decorrentes de atitudes neo-pagãs. Esse sentido puramente naturalista não é capaz de animar uma relação de amor com o ambiente, que cuida e preserva, e uma relação de verdade, que indica finalidades e critérios para a fazer frutificar para todos. O ambiente natural não é apenas matéria para nosso bel--prazer, mas para uma "utilização sapiente, não-instrumental nem arbitrária".
Faz parte da justiça e da solidariedade entre as gerações conceber um desenvolvimento com liberdade responsável, capaz de evitar seja a violência para com o ambiente, seja atitudes desrespeitadoras da própria natureza humana, se modelada por uma cultura "atenta aos ditames da moral". Podemos viver todos decorosamente na terra e tomar consciência das graves consequências que recairão sobre as novas gerações. Se não alterarmos estilos de vida consumistas, se não estivermos realmente dispostos a novas opções de consumo, de poupança e de investimento, estaremos a lesar a "amizade cívica". É a falta de moral cívica a espezinhar a pessoa como a danificar o ambiente.
Sem curarmos a consciência humana, poderemos ter atenção ao meio ambiente, mas não conseguiremos atingir a salvaguarda e fruição do ambiente inteiro. Como escreve com firmeza Bento XVI: "O livro da natureza é uno e indivisível, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a vertente da vida, da sexualidade, do matrimónio, da família, das relações sociais, numa palavra, do desenvolvimento humano integral."
D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa
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"Del Señor es la tierra y cuanto la llena". Convengamos que es así. Se nos ha dado este hogar y este hermoso espectáculo. Amamos la tierra, con su defectos y terribles secuelas, por las devastaciones y el pasotismo de las generaciones. A este paso la tierra y el mar dejarán de darnos frutos. Y el hambre y la escasez dominarán el planeta.
"Moisés, Moisés."
Respondió él:
—Aquí estoy.
Dijo Dios:
—No te acerques. Quítate las sandalias de los pies, pues el sitio que pisas es terreno
sagrado.
Y añadió:
—Yo soy el Dios de tu padre, el Dios de Abraham, el Dios de Isaac, el Dios de Jacob.
Moisés se tapó la cara temeroso de mirar a Dios. El Señor le dijo:
—He visto la opresión de mi pueblo en Egipto, he oído sus quejas contra los
opresores, me he fijado en sus sufrimientos. Y he bajado a librarlos de los egipcios, a
sacarlos de esta tierra para llevarlos a una tierra fértil y espaciosa, tierra que mana
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