Como um pai feliz
17.02.10 @ 23:22:46. Archivado en humanización, médicos
Conheço-o desde pequenito. Tem mais um irmão. Depois de alguns anos sem o ter visto (quer pelo meu trabalho em outras terras, quer pelos seus estudos), vim encontrá-lo no Hospital. É médico. Algumas vezes temos conversado.
Ontem, fui encontrá-lo no átrio dos elevadores dum determinado piso. Estávamos a conversar, quando duas das suas doentes, internadas, o vêem e o chamam. Pedidos e mais pedidos, queixas e mais queixas... "Não me sinto bem... desejava comer outras comidas: só pastosa, só pastosa... não me dou com os medicamentos que me está a dar: quero os que sempre tomei; com esses é que me dou bem... ".
Foi maravilhoso ver a paciência e o carinho com que ele as atendeu. A maneira como as respeitava, como as escutava. Fiquei feliz por ver a maneira como o "miudito" que conheci há uns bons pares de anos estava a cumprir tão bem a sua missão de médico. Confesso que me senti como que um"pai" ao ver o filho a singrar na vida. E bem. Por fim, dei-lhe os parabéns com um abraço cheio de carinho.
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José António
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