Ficção
29.07.08 @ 15:48:00. Archivado en revuelta
Um país. Um hospital, considerado entre os melhores desse país. Um ministro da saúde que visita esse hospital. Assuntos urgentes a tratar. Visitas a uns (poucos) serviços. Também é visitada uma unidade com uns 30 doentes a receberem tratamento (numa sala onde todos se podem ver; quase podem falar uns com os outros).
O ministro visita essa unidade acompanhado de uma grande comitiva. São debatidas questões técnicas: horários, funcionamento, número de utentes-dia/ano...
Os dois enfermeiros que lá trabalham continuam a labutar com todo o seu afã e "nem podem notar" a presença de gente estranha ao serviço (cumprem a sua obrigação).
Depois de alguns (poucos) minutos de "presença" e de conversa, lá parte a comitiva e o ministro. Nem uma palavra para os profissionais, nem uma palavra para os doentes. Nem era preciso falar muito alto: todos ouviriam a dizer "as melhoras!"
Pois é: estavam as peças da engrenagem todas no sítio: os doentes deitados na cadeira/cama; os enfermeiros no corropio a atendê-los.
Mas... e as pessoas?
Esta história é uma ficção. E se se tivesse passado mesmo? Que diríamos?
Mas... e as pessoas?
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José António
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