Solidariedade e religião
13.07.08 @ 11:28:18. Archivado en solidaridad
Uma mesa na esplanada dum café. Uma bica, um cigarro e meio digestivo. À sombra, saboreava o vai-e-vem das pessoas num início de tarde de sábado. Apesar de estar sozinho, não me sentia só. Depois de, no dia anterior, ter vivido emoções fortes, sentia-me quase em paz. Quase. Ia revendo o filme desse dia.
Chega um colega que já não vejo há algum tempo. Faz-me companhia somente na conversa; ele ainda não tinha almoçado. É inevitável, quando dois padres se encontram, falar do nosso trabalho, das nossas preocupações, das nossas alegrias. Partilho algumas experiências que fui tendo ao longo dos quase muitos anos da minha vida de padre. Falo até das minhas primeiras duas paróquias. Digo que, muitas vezes, penso que "não há amor como o primeiro!". As pessoas eram pobres, não tinham dinheiro, mas eram solidárias, tinham espírito comunitário: davam do pouco que tinham. O meu colega trabalha não muito longe dessas duas paróquias. E diz que as pessoas não são lá muito 'praticantes'. Eu confirmo. E ele pergunta: "Mas como é que dizes que as pessoas até são boas, se elas não são 'praticantes'?". Pois... mas são solidárias! Ele calou-se alguns segundos e rematou: "Tens razão! As pessoas de lá são mesmo solidárias. Por isso, são boas!"
Comentarios:
Graças a Deus que para se ser bom, não é obrigatório ser-se cristão, mas ser cristão devia ser sinónimo de ser-se bom.
Abraços e beijos...
PS: é com alegria que vejo o meu amigo "migalhas" passa as fronteiras. hihi
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José António
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