Momentos de felicidade
27.05.08 @ 23:19:15. Archivado en gratitud
A vida dum capelão hospitalar não é só lidar com o sofrimento, com a dor.
Há momentos de felicidade quando a dor (física, moral e espiritual) é superada; há momentos de alegria quando vemos que, depois dum internamento prolongado, o doente (ex-doente) sai alegre, feliz e a dizer: "Foi difícil este espaço de tempo, mas velu a pena! Saio com saúde física e espiritual. Fiz amigos não só entre os profissionais, mas também entre os colegas de infortúnio. A minha fé também sai fortalecida. Abençoado o tempo que aqui passei".
Mas estes momentos de felicidade também os passamos com os profissionais da saúde. A solidariedade e a camaradagem entre eles é algo que se deve valorizar cada vez mais.
Ontem, ao fim do dia, participei na "despedida" duma enfermeira que se reformou.
Éramos muitos: médicos, enfermeiros(as), auxiliares.
A Lucinda (nome fictício) merecia.
Ouvi um desabafo dum médico: "Sabe? A simplicidade, a entrega e a coragem da Lucinda merecem tudo isto. Que mulher forte! Muito cedo ficou sozinha a criar os dois filhos; sem ajuda de ninguém. Chegou a levá-los, bébés, para o serviço, nas noites que tinha de fazer, pois não tinha ninguém que cuidasse deles. Ver aqui toda esta gente, é sinal de alguma coisa!"
A alegria esteve sempre presente: na comida, na música, na dança (sim, também dancei, é verdade!). Até conversas sérias tivemos (a presença dum padre é sempre oportunidade para falar de certos assuntos que fazem cócegas cá por dentro e sobre os quais não temos habitualmente oportunidade de falar).
Terminada a noite, saí feliz.
Valeu a pena conhecer a Lucinda e ser testemunha do seu trabalho. Vale a pena estar com esta gente e, com eles, "curar os doentes".
Comentarios:
Por motivos profesionales tengo que visitar un hospital varias veces a la semana, es inevitable conocer situaciones más o menos graves, más o menos trágicas. Lo cierto es que la mayor parte de las personas que entran enfermas salen curadas. Hay otras que por disposicíón de nuestro Creador, se van con Él, y tambien un buen número han comuplido su ciclo vital y es neceaario que vayan a reunirse con el Señor.
Pero, en parte por mi edad (que empieza a ser avanzada), en parte por mi Fe, estoy convencido de que, en los casos más trágicos, como en los casos más gozosos, la misericorida del Señor actúa, no siempre lo entendemos, pero como cristiano creo firmemente que a partir de un momento podré conocer la razón del porqué de las cosas, incluidas las tragedias que, aparentemente, tienen menos ...
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José António
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