Uma nova experiência
08.04.08 @ 01:47:19. Archivado en amor
Uma ambulância. Dois técnicos. Doze horas de serviço. A correr, que é preciso acudir com urgência, porque os casos também são urgentes. São seres humanos que estão em causa. É a vida que está em causa.
O pulsar duma cidade onde tanta gente passa despercebida. Onde tantos vivem sem ser notados. A solidão, o desespero, a fome, a droga...
Uma ressaca duma quase over-dose, um fim de semana sem comer seja o que for.
O marido que, ao acabar a semana, diz que se vai separar; os comprimidos, a desilusão, o mundo que desaba duma só vez sobre os ombros, a falta de apetite que leva a estar tanto tempo sem comer...
Um acidente de viação de alguém que está a iniciar a vida, e a esperança dum futuro melhor...
A solidão que se faz dor, dentro do carro num parque...
Os sorrisos de quem se sente agradecido, de quem teve alguém que cuidou.
Os segredos que se dizem no meio de tanta dor.
A alegria do dever cumprido. A felicidade transbordante de ter servido.
A entrega e a amizade dos técnicos.
Uma cidade onde choviam gotas de dor misturadas com alguns raios de sol.
A minha cidade. Que hoje me apareceu mais bonita.
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Comentarios:
Qué terrible la soledad del ser humano en medio de tanto agetreo, de tanta muchedumbre, de tanta agitación, tráfico, actividad, espectáculos ...
La soledad del drogadicto en la oscuridad de un parque. La soledad del que sufre sin nadie a quien acudir, la soledad del sin techo sobre sus cartones, del parado, del desahuciado, del desesperado.
Y qué bueno que haya ángeles dispuestos a socorrer a los atribulados, a los sufrientes, a los que simplemente pasan desapercibidos en la ciudad.
Gracias
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José António
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